Por que os exames pioram conforme ficamos mais velhos?
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- Envelhecimento e LongevidadePerda da capacidade de compensar hábitos ruins · Mudanças metabólicas após os 35 anos · Perda de massa muscular e sensibilidade à insulina · Resistência à insulina e pré-diabetes · Aumento de gordura abdominal · Alterações em exames de colesterol e glicose · Deficiência de vitamina D e dores articulares/coluna · Importância de bons hábitos para a saúde futura
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Bom dia, Cássia. Bom dia a todos os ouvintes da CBN.
Recebemos uma dúvida muito interessante aqui do nosso ouvinte Jonathan, que nos conta o seguinte: Ele sempre viveu na base do "se tá bom no exame de sangue, tá bom pra vida". Então, ele nunca fez exercício, ele comia o que ele queria e todo ano ele fazia o exame de sangue e vinha impecável. Só que aí ele completou 35 anos de idade e tudo mudou. Colesterol alto, vitamina D no chão, glicose quase virando pré-diabetes e pra completar, Eduardo, uma dor na lombar que não passa.
E aí ele te pergunta: o que que acontece por volta dos 35 anos que parece desligar o modo trapaça do corpo? Por que que a gente perde o direito de viver desregrado, sem pagar a conta no exame de sangue, no metabolismo e até na coluna, hein?
Bom dia, Jonathan. Na verdade não tem uma chave assim que vira os 35 anos, né? Mas ao longo da vida nosso organismo ele vai perdendo a capacidade ali de compensar hábitos ruins. Quando somos mais jovens, Kácia, nós temos mais massa muscular, então a gente tem maior sensibilidade à insulina, a gente tem a parte hormonal melhor, então a gente tem um gasto energético melhor por ter mais músculo, e também quando a gente é mais jovem a gente acaba sendo mais ativos.
Depois da vida adulta não tem mais educação física obrigatória, a pessoa acaba ficando mais sedentária ainda. Então, mesmo com alimentação inadequada e o sedentarismo, os exames acabam sendo normais, porque você tá ainda no início do acúmulo de maus hábitos. O problema é que nosso corpo, ele vai acumulando assim a consequência desses maus hábitos ali de uma forma silenciosa. Chega um momento que aquela reserva metabólica que a gente tem diminui.
Então, ali, 30, 35, 40 anos, muitas pessoas perdem muita massa muscular, já começa aos 30. Aos 30 anos, então ela acaba ganhando mais gordura abdominal, então fica, ficando menos ativa ali, ela passa a ter uma resistência à insulina maior, ou seja, um pré-diabetes. E quando começa a aparecer o quê? As alterações nos exames. Então colesterol piora, a glicose ali no exame de sangue começa a aumentar, e esse acúmulo de gordura, ganho de peso ali, a gente aumenta a nossa deficiência de vitamina D e começa o quê?
Maior peso, maiores dores articulares, menor músculo, mais dor na coluna. Então a gente perde aquela força muscular do core ali da coluna, do abdômen, e acaba dando mais dores na coluna. Então na verdade não é que nosso corpo passou a cobrar assim de forma de repente, ele começa a cobrar a conta, mas é que foi acumulando ao longo do tempo e finalmente chega o momento que isso aparece, né, aparece nos exames, aparece com sintomas.
Mas a boa notícia, Kácia, É que não significa que isso é um destino já traçado. Então, se ela começar a fazer exercício físico, ganhar massa muscular novamente, praticar atividade física regular, melhorar alimentação, cuidar do sono, gerenciar esse stress, a gente tem uma melhora significativa de novo. Então, nossos marcadores voltam aos valores que a gente gostava ali antes dos 30 anos. Então, é só voltar aos hábitos bons, acumular esses bons hábitos, que nós vamos ter novamente nossos exames de sangue normal.
Ou seja, o modo trapaça na verdade é o modo agora disciplina. Tem que ter bons hábitos aí para a gente ter uma qualidade de vida no futuro.
É isso aí, fazer essa poupança para o futuro em termos de saúde. Eduardo Hauen, muito obrigada. A gente volta a conversar amanhã.
Até lá, até lá. Bom dia a todos.
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