Comédia 'Faça Mais Sobre Isso' e Feira do Livro no Pacaembu
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- Chega MaisComportamento humano na comédia · Flávia Garrafa · Pedro Garrafa · Teatro Ruth Escobar · Doutora Laura · Autoconhecimento · Transformação pela arte · Bolo de chocolate em cena
- A Feira do Livro 2026 em SPProgramação da Feira do Livro · Janaína Barros · Rolê dos Livros · Beth Leites · Débora Tavares · Mariana Popper · Formação de leitores no Brasil · Leitura coletiva
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Agenda Cultural acontece em São Paulo. Apoio: Prefeitura de São Paulo.
Agenda Cultural em São Paulo e a gente conta para você sobre peça em cartaz em São Paulo. Conto para você que Doutora Laura é uma terapeuta empenhada e apaixonada pela profissão e ao mesmo tempo sobrecarregada como a maioria das mulheres. Agora ela atende novos pacientes e se depara com novas questões dentro de si. Depois do enorme sucesso da comédia Fale Mais Sobre Isso, que foi vista por mais de 25 mil pessoas, a atriz Flávia Garrafa volta aos palcos na pele da mesma personagem em Faça Mais Sobre Isso.
O solo, que é dirigido pelo Pedro Garrafa, ganha nova temporada no Teatro Ruth Escobar, de 7 de maio a 25 de junho. Começou 7 de maio, vai até 25 de junho. Com sessões às quintas-feiras. E a Flávia Garrafa, que tá aqui com a gente hoje no CBN São Paulo, falando sobre esse sucesso. Flávia, bom dia!
Bom dia, Petra, tudo bom?
Que delícia falar com você nessa manhã. Me conta um pouco mais sobre agora, essa edição, né, do Faça Mais Sobre Isso. Como é que é essa adaptação, essa continuação da peça depois de um sucesso tão grande?
Flávia? Ó, é muito legal voltar com a mesma personagem em outra situação, né, no teatro. Ainda mais uma coisa que eu escrevi, sendo bem sincera pra você, quando eu escrevi o Fale Mais Sobre Isso, eu achei que ninguém ia gostar. Eu falei: "Ai, gente, primeira vez que eu escrevo e tudo mais". E eu me surpreendi como as pessoas querem falar mais sobre isso, como é interessante falar da psique humana de uma maneira engraçada, né? E aí eu senti necessidade de, depois de falar mais sobre isso, fazer mais sobre isso, sabe?
Colocar as pessoas para agir. Depois, no decorrer da peça, a gente vai ver que nem sempre dá para agir, mas a minha intenção era levar as pessoas para o teatro para elas se divertirem, mas que elas saíssem transformadas e com vontade de viver mais, de fazer outras coisas, de conseguir que a arte fosse realmente igual a Grécia antiga, um momento de catarse, mas um momento de transformação, né? Então agora, com Faça Mais Sobre Isso, já é a terceira mini temporada que a gente faz, né, da peça, e agora uma temporada mais popular, eu tenho visto as pessoas muito tocadas com essa coisa de: "Ai, sou eu!
Olha, eu também preciso fazer isso! Olha, sou eu no palco!" Então é muito emocionante poder voltar assim e poder de novo falar sobre fazer.
E você vê, né, estamos em tempos em que essa questão do autoconhecimento é tão importante. As pessoas estão tão esgotadas, né? A gente também viaja pelo Brasil e vê uma estafa muito grande. Então, como é bom, claro que a arte tem um papel de entreter, mas quando a arte também traz esse espelho de transformação, como você colocou, né? Você se sente nesse papel, você sente que a peça Tá cumprindo o que você desejava?
Eu sinto, Petri. Eu acho que eu gosto muito de divertir, mas eu gosto de divertir através da reflexão, né? Porque você falar sobre coisas difíceis de uma maneira leve, você de alguma maneira chega mais fácil nas pessoas. Então é isso que eu acho que chega. Eu tenho recebido testemunhos no Instagram, mesmo depois da peça.
Que legal!
As pessoas ficam muito identificadas, assim, e tocadas. Coisas que eu nem posso divulgar, porque são coisas muito íntimas que as pessoas me falam. Mas é tão legal você ver que a tua dor— Porque a gente sempre escreve a partir da nossa dor, isso é fato. Que a tua dor atravessa o humor e atravessa as pessoas que estão ali, né? Então, esse movimento do teatro, ele é muito legal. E nessa temporada, Petra, eu faço uma coisa que— Tipo teatro infantil. Eu faço um bolo em cena.
Acredito!
Eu faço mais sobre isso. Eu começo fazendo um bolo e aí as pessoas vão assistindo a peça e o bolo vai assando no forno elétrico que tem no cenário e as pessoas vão sentindo o cheiro do bolo. Não é nenhum spoiler. Quando o bolo dá certo, porque a vida é assim, né? Eu acabo a peça, agradeço e tal e levo e vou de figurino lá pra cima, que nem teatro infantil. Levo o bolo e tiro foto com as pessoas e nessa hora eu troco com as pessoas.
As pessoas comem o bolo e elas falam muito sobre "Não, nossa, me tocou, nossa, sou eu, nossa, é minha nora, nossa." Então isso não tem preço, quando a gente consegue fazer com que o ciclo se feche. Bolo do quê?
Eu quero ir por você, mas quero ir pelo bolo também.
Chocolate, né? Já que eu vou fazer um bolo, é pena a jaca. Vamos fazer um bolo de chocolate mesmo, com farinha, com açúcar, nada mais.
Que delícia! Bom, a peça hoje, né, é às quintas-feiras, Flávia?
Hoje, excepcionalmente, ela foi cancelada porque tem um evento no Bixiga. É lá no Rui de Escobar, né? Então vai ter um evento no Bixiga e o teatro pediu pra gente cancelar. Acho que tem uma coisa de usar o teatro pro evento. A gente já cancelou, então até bom que eu tô dando entrevista hoje, que as pessoas sabem. Pra avisar. E aí, em virtude disso, vai até o dia 2 de julho. Então todas as quintas-feiras, 8:30 da noite. No Rúdico Bar, Petra, que eles estão reavivando esse teatro.
Ele tava bem escondido, um teatro tão lindo. E os meninos da VME, eles estão recuperando o teatro, estão reformando o teatro. Então a minha sala não tá sendo reformada, mas a outra está. E depois, quando a outra passar, a minha vai passar a ser reformada. Então ele tá lindo já, a fachada, sabe? Um teatro tão São Paulo, tão a cara de São Paulo. Bem no meio do Vila Bela Vista, sabe? Dá pra sair, comer uma pizza depois. É um lugar bem legal, assim.
Sim, e uma última questão, Flávia, é aliás, quanto tempo você escreveu, né? E as duas, né? É isso. Quanto tempo você leva para produzir, para pensar o argumento e para levar a cabo a peça?
Demora um pouco, né? Porque eu acho que quando você senta para escrever, você já tá maturando isso há um tempo. Não é que você senta e fala: eu vou ter uma ideia. No meu caso, a ideia veio antes, aí ela vai me inundando. Escrevo, não escrevo. Escrevo, não escrevo, eu sou que nem todo mundo, né? Faço, não faço. Ai, meu Deus. E aí, quando, aí eu comecei, não falei mais sobre isso, comecei a ler uns livros de ficção e terapia, tá?
Porque eu sou formada em psicologia, né? Eu sou psicóloga, mas eu costumo dizer que para o bem da humanidade eu nunca atendi ninguém.
Mas faz terapia no palco?
Faço também na vida. E aí eu comecei a conversar com mais pessoas, ler uns livros. Na hora que eu sentei para escrever, acho que eu escrevi em 5 dias. Tá brincando? É, mas aí eu tava tudo na minha cabeça, então eu fui... O Faça Mais, que eu já tinha a estrutura do Fale Mais, aí ele foi mais rígido, eu fui mais rígida comigo mesma, né? Então eu fui fazendo: "Ai, não, sim, não posso repetir." Eu já tinha uma personagem, então eu fui experimentando.
O que aconteceu foi que eu escrevi, a gente ia montar e chegou a pandemia. E daí a gente montou online, a gente fez no meu apartamento uma versão do Faça Mais sobre isso, que eu fazia o bolo aqui, que eu mostrava o bolo sendo feito, eu ia pra vários lugares dentro do meu apartamento mesmo, onde eu tô agora aqui. E daí eu fui ajustando ele. Então o Faça Mais demorou mais tempo que o Fale Mais, porque ele foi sendo ajustado ao longo da temporada. Pra virar ao vivo de novo eu tirei umas coisas, pus outras.
Que lindo! Bom, se você ouvinte quer comer um bolo com Flávia Garrafa, esse é o lead, esse é o lead. Ela tá em cartaz, portanto, no Teatro Ruy Escobar todas as quintas-feiras. Hoje não tem, hoje excepcionalmente não vai ter, mas quinta-feira que vem também. Já vou me programar para assistir essa grande atriz que tá nos palcos com a personagem Doutora Laura em Faça Mais Sobre isso, comédia, mas também transformação por meio da arte.
Flávia, sucesso pra você, que lindo. E bons bolos pra você de Chocolate Boate. Um beijo, sucesso.
Muito obrigada, obrigada pelo espaço, viu? Obrigada, gente. Bom feriado.
Bom feriado. Flávia Garrafa, peça, circuito cultural aqui em São Paulo, a peça Faça Mais Sobre Isso. Vai até 2 de julho, ela contou aqui pra gente. Agora 11 horas e 58 minutos. E a última participação de Janaína Barros aqui trazendo pra gente o último destaque sobre a Feira do Livro, né, Jana?
Sim, Tétria, é uma preparação na verdade aqui pras pessoas pro último dia da feira que vai rolar aqui um evento chamado Rolê dos Livros. É uma reunião de pessoas para lerem juntas. É uma atividade que nasce de uma conversa entre a jornalista Beth Leites, a professora Débora Tavares e a designer Mariana Popper, a partir de uma preocupação que elas tinham com a formação de leitores no Brasil, dos números que sempre nos assustam sobre a queda de leitores e como reverter isso, né?
Uma iniciativa de leitura coletiva que já existe em outros países funciona da seguinte maneira, a Petria: leitura individual e silenciosa E um tempo de partilha para contar o que tá lendo, dividir uma frase, um trecho, alguma coisa importante. As pessoas levam os livros, né, os livros que estão lendo, seja de ficção, de não ficção, bibliodiversidade que tanto falamos aqui, Petra. Essa reunião coletiva de leitores sempre foi um sonho da jornalista Beth Leites, que é mediadora de leitura, uma das idealizadoras desse rolê, e conversou com a gente na CBN dizendo que esse interesse das pessoas Só cresce.
E a gente tem sentido uma adesão cada vez maior do rolê, justamente eu acho que por essa diversidade e pela possibilidade de você formar uma comunidade em cima de uma coisa que você gosta, né? Pessoas que leem gostando de encontrar outras pessoas que leem para falar dos seus hábitos de leitura, dos seus gostos, dos seus desafios, do que não gostaram. Então é bem solto e é bem gostoso mesmo.
É uma atividade, Petra, itinerante. Já ocupou bibliotecas, Feiras do Livro, Sescs, e agora vem aqui para a Feira do Livro, que já é esse evento que celebra os leitores, né? Senso de pertencimento, comunidade, pessoas que se reúnem a partir desse amor e desse interesse. Geralmente dura 2 horas. A versão aqui na feira vai ser uma versão pocket, domingo, portanto, abrindo a programação do último dia. Às 10 horas da manhã no auditório do Museu do Futebol.
É gratuito, claro, como todas as atividades por aqui, mas como é dentro do auditório, as organizadoras pedem uma inscrição lá no @rolê dos livros no Instagram. Pétrea.
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Agenda Cultural