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'Pior do que ser um político entreguista, Flávio é um político sem noção'

04 de junho de 20267min
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Merval Pereira faz uma análise sobre ‘traição da pátria’. ‘O que a família Bolsonaro esta fazendo é um tipo de política eleitoral sem se importar com as consequências dela’. Comentarista cita o absurdo do governo americano em interferir no Pix. ‘O que o governo americano quer é inviável, querer acabar com o Pix’. Merval diz que, pior do que ser um político entreguista, Flávio é um político sem noção. ‘Ele reduz tudo a defesa do pai e ganhar o poder político dentro do país’. Comentarista destaca que eles são políticos que pensam apenas no próprio interesse e não no interesse do país e, por isso, estão se submetendo ao Trump de uma maneira nunca vista. Ouça.

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Participantes neste episódio2
N

Nadeja

Host
M

Merval Pereira

ComentaristaComentarista
Assuntos2
  • Defesa do PixAbsurdo do governo americano querer interferir · Defesa do Pix como avanço tecnológico · Substituição por metodologia americana · Pix
  • O Papel do Centrão na Política BrasileiraGoverno submisso aos Estados Unidos · Governo petista radical · Lula e o centro político · Eleitor indeciso · Lula
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MPMerval Pereira

Momento da Política com Merval Pereira.

?Voz C

Merval Pereira, boa tarde.

MPMerval Pereira

Boa tarde, Nadeja. Boa tarde, ouvintes.

?Voz C

Merval, a gente tem falado aqui bastante da história da soberania nacional, né, que é um assunto que acabou sobrando para o governo aproveitar e explorar diante de vários acontecimentos que têm acontecido até ao longo de mais de um ano atrás. E aí, quando tem a participação de um agente que é brasileiro Tem também o complemento que é a narrativa da traição da pátria, e você fala sobre isso na sua coluna de hoje no Jornal Globo, né?

MPMerval Pereira

Pois é, né, desde essa questão de traição da pátria é uma expressão mais política do que outra coisa, né? O que a família Bolsonaro tá fazendo É um tipo de política eleitoral sem medir as consequências dela. Não é nem sem medir, é sem se importar. Não tem o cuidado de separar disputa eleitoral de uma disputa de países que neste momento do governo Trump É uma disputa que vários outros países estão enfrentando, né? E o Brasil tem que enfrentar isso de uma maneira altiva e defendendo os interesses nacionais.

Veja, por exemplo, o PIX. É um absurdo o governo americano querer interferir no PIX e pode querendo defender as empresas americanas. E aí ataca o PIX. E qual é o papel do estadista brasileiro, do político brasileiro que participa dessa negociação? É defender o PIX, defender um avanço tecnológico do país, que foi um avanço formidável, e sugerir contatos com os americanos para que eles usem o PIX também, que eles façam o PIX. Agora, o que o governo americano quer é inviável: querer acabar com PIX, querer, como sugeriu Eduardo Bolsonaro, por exemplo, substituir o PIX por uma metodologia americana que existe, mas não tem o menor sucesso, porque tecnologicamente deve ser menos avançada que o Pix.

Então, esse tipo de coisa que você pode chamar de traição à pátria, mas é menos isso do que irresponsabilidade, é menos isso que é submissão. São coisas que acabam afetando a candidatura do Flávio Bolsonaro. Ele tá se metendo cada vez mais em questões que ele não tem noção do que ele tá fazendo. Ele é pior do que ser um político entreguista. Ele é um político sem noção da responsabilidade que tem um presidente da República. Ele quer, ele reduz tudo a defesa do pai e ganhar o poder político aqui dentro do país.

Mesmo, eu já disse várias vezes, o Bolsonaro pai prefere perder com Flávio do que ganhar com outro candidato da direita, porque ele quer manter a direita sobre o seu controle. Não é uma questão de vencer eleição, é melhor que ele controla com mais meios, né, mais facilidade. Mas o que eles querem é o controle político da direita, e tanto faz ganhar ou perder, tanto faz não, mas se perder eles continuam controlando a direita, né.

Então é o que eu acho, é que eles são realmente políticos que pensam apenas no próprio interesse e não no interesse do país. E por isso estão submetendo ao Trump de uma maneira nunca vista, né, no país. Eu lembrei outro dia até a frase do Juraci Magalhães durante a ditadura militar, que disse: o que é bom para o Brasil, o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil. Essa frase, até na ditadura, Foi criticadíssima e parece que é o que pensa o Flávio Bolsonaro.

?Voz C

Perfeito. Nosso tempo até acabou, mas não queria deixar de dizer, Merval, o pobre do eleitor, né? Porque claro que muita gente tá ouvindo a gente aqui, já sabe para que lado vai, mas é fato que o Brasil tem muitos indecisos. E quando os dois lados mais relevantes erram tanto, também é difícil decidir.

MPMerval Pereira

É, a situação tá muito difícil para quem é independente, porque de um lado você tem um governo que será submisso aos Estados Unidos. Do outro lado, você tem um governo petista que anuncia diversos sinais de que pode ser radical, mais radical ainda, no quarto mandato do Lula. E isso não é bom, porque o Lula só ganhou eleição Quando foi para o centro, a esquerda não tem voto. Quem tem voto é o Lula. A esquerda não tem voto para ganhar a eleição, né?

E o Lula pessoalmente tem, ele pessoalmente ele leva o PT para o centro. E se ele resolver radicalizar a esquerda, aí a gente vai ficar no mato sem cachorro, esperando para ver as pesquisas se mostram algum candidato subindo com a provável queda do Flávio Bolsonaro.

?Voz C

Perfeito, obrigada, Merval. Até mais, até mais.

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