Episódios de Comentaristas

Por que os vinhedos mais bonitos nem sempre são os melhores?

04 de junho de 20263min
0:00 / 3:22
Suzana Barelli explica como a viticultura regenerativa aposta na biodiversidade, na preservação do solo e no manejo sustentável para melhorar a qualidade das uvas.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio1
S

Suzana Barelli

ConvidadoJornalista
Assuntos3
  • Inovação e Sustentabilidade no AgronegócioBiodiversidade nos vinhedos · Manejo sustentável · Impactos no ecossistema · Cultivo sem herbicida · Cobertura vegetal · Compostagem · Chandon · Estela Pietro
  • Agronegócio BrasileiroChandon · Estela Pietro · Luiz Henrique Zannini · Era dos Ventos
  • Destaques da Agrishow 2026Regeneração dos solos
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

— Anúncios inseridos dinamicamente —

SBSuzana Barelli

Momento do Brinde com Suzana Barelli. Suzana Barelli gravou o comentário dela. Fala, Suzana. Olá, Nadedja. Oi, ouvintes, boa tarde. Eu quero falar hoje da viticultura regenerativa, um termo que pode parecer meio estranho para vocês, ainda mais no feriado. Mas que pressupõe trabalhar a biodiversidade dos vinhedos com estratégias para trazer vida animal para o solo, com manejo da água, o plantio de outras plantas que não apenas as vinhas.

Porque a gente, fascinado com os vinhos, nunca lembra, mas o vinhedo é uma monocultura com todos os seus impactos no ecossistema. Eu estou falando disso hoje porque ontem aconteceu aqui em São Paulo o World Living Soil Forum 2026, um fórum internacional dedicado exatamente à regeneração dos solos. Aqui no Brasil, ainda são poucas as vinícolas que trazem esse conceito, que pressupõe também o cultivo sem herbicida, a cobertura vegetal em todo o vinhedo, a compostagem, muitas delas feitas a partir do bagaço da uva, entre outras técnicas regenerativas.

E uma delas é a Chandon, que tem vinhedos em Cruzilhada do Sul, lá no Rio Grande do Sul. A Chandon mantém 121 hectares de vinhedos certificados com a PIUP, que é a sigla para Produção Integrada de Uvas para Processamento. E ainda preserva 100 hectares com vegetação nativa ao lado do seu vinhedo. Nesse seminário, eu conheci também o projeto da Estela Pietro, que é um vinhedo na Mantiqueira, em Divinópolis, ainda em São Paulo, que trabalha com esse conceito de vinhedos regenerativos.

Ela elabora Pinot Noir e Chardonnay e vende as suas uvas para as vinícolas da região. Um outro projeto de viticultura regenerativa que eu gosto muito é o que Luiz Henrique Zannini faz no seu vinhedo lá na Era dos Ventos, no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Ele tem um cuidado de replantar e preservar as espécies nativas que convivem com os vinhedos e a cuidar do manejo da água para evitar a erosão do solo. Falo tudo isso porque o que eu tenho aprendido cada vez mais é que aquela foto que a gente vê dos vinhedos todos bonitinhos, com as plantas lado a lado, nem sempre, e eu estou dizendo nem sempre, mas nem sempre é o ideal.

Muitas vezes são melhores os vinhedos que são cercados por outras plantas, por florestas que têm uma vida animal microbiológica ativa, e aqueles que, por exemplo, usam ovelhas para comer as ervas daninhas, e assim por diante. São cuidados nos vinhedos que garantem uvas melhores, e a gente vê esse resultado ao tomar uma taça de vinho. Bom feriado para vocês!

— Anúncios inseridos dinamicamente —