Entregas por drone começam a chegar a São Paulo
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Dia a Dia Digital com Tássios Veloso.
Tássios Veloso já aqui ao vivo com a gente. Boa noite, Tássios, tudo bem? Oi, Tássios! Uai, acho que seu microfone está fechado, hein, Tássios?
Será? Testando agora.
Vai, será?
3, 2, 1.
Casa de Ferreira, espeto de pau, meu amigo!
A gente fecha o microfone para não passar vergonha, né? E aí quando tá no ar, tem dessas. Carol, boa noite, boa noite para os ouvintes. Ó, você tá no Rio também, né? Estou. Então é friozinho, friozinho para os padrões do carioca, chuva. Pedir uma comida, né, entregar em casa era uma boa, você não acha?
Eu concordo super com você. Para mim tá um frio glacial, porque o carioca choveu, a gente já bota um casacão. Você vai falar hoje sobre as entregas por drone, né? Já tem alguns testes aqui no Brasil, estreou serviço de entrega de comida na grande São Paulo por drone. Como é que é isso? Conta para gente.
Pois é, o pessoal fica imaginando que você vai estar na sua casa, de repente chega um drone, desce ali, você estica a mão na janela, pega o alimento. Não é dessa forma, mas é uma novidade que aos poucos começa a se desenvolver pelo Brasil. Isso já tava em teste em Sergipe, E agora, essa semana, desembarca em São Paulo. E, para chegar nesse resultado, o interessante, Carol, é imaginar que o nosso país tem muitos desafios de logística e muitos desafios para esse setor de entregas.
Tem trânsito, tem congestionamento, tem às vezes as distâncias são complicadas. No caso lá no Rio também, mas em São Paulo trava tudo. E aí o que eles fizeram? No caso, o iFood. Eles montaram num shopping da região de Barueri, que é ali na Grande São Paulo, montaram nesse shopping uma base para decolagem dos drones. Então os drones decolam ali e as pessoas que pedem comida nos restaurantes do shopping, essas pessoas, elas têm a entrega facilitada pelo drone.
Por enquanto, é conectando esse shopping a um condomínio muito grande da região ali. Então, o que antes levaria vários— levaria um tempão, a depender da hora do dia, se torna um trecho de 3 km e 600 metros e pode ser feito por drone em 5 minutos. Então, em 5 minutos, o drone percorre aquilo, tem a operação remota, chega lá no— então, ele decola do shopping, atravessa, Esse espaço pousa no condomínio. Agora, não é autônomo. Então, assim, quando ele está lá no shopping e a comida ficou pronta, o restaurante quer entregar, quer levar para a base do drone, ele coloca num carrinho, um carrinho robotizado que faz esse trajeto até essa base.
Mas quando chega no condomínio, pousa ali e precisa ter um entregador. Um entregador que vai, pega e leva até a casa, até, enfim, o cliente, consumidor que fez essa aquisição. Operação. Então ainda tem vários percalços de logística aqui que eu tô narrando, mas ao mesmo tempo, depois de testarem por alguns anos conectando Aracaju a Barra dos Coqueiros, que é um município próximo, agora eles estão expandindo para São Paulo. Potencial de começarmos a ver com maior frequência em outras localidades é maior.
E aí tem algumas curiosidades. Uma delas é que essa operação remota que eu já mencionei, então o pessoal fica acompanhando a imagem, o pouso do drone à distância. E assim, existe aquela dúvida muitas vezes sobre, tá, mas o drone tá lá em cima, e se acontece alguma coisa? Pois é, porque, né, drone, altura. Eu já passei sufoco com drone, Carol.
Sério?
Com meu drone aqui no Rio, duas vezes. Uma vez eu tava com ele por perto, mas perdeu o sinal. E aí quando perde o sinal, dependendo de como o drone está configurado, ele pode fazer muitas coisas, inclusive tentar descer onde quer que ele esteja, entendeu? Então, nossa, esse dia foi punk o negócio. Mas eu tô falando aqui de drone, como é que a gente fala, é drone para uso amador, digamos assim. Neste caso não, é um drone desenvolvido no Brasil com muito investimento, etc.
Então é muito mais completo. E se tiver algum sufoco, tem paraquedas. Então se Acontece alguma coisa, o drone fica ali preso e arma o paraquedas e ele pousa ali, né? Ainda assim vai ser um incidente, mas tem essa possibilidade. Até porque ele é grandinho, né?
Esse drone da Entrega, ele é meio grandinho, não é?
Ele é grandinho, ele é grandinho, ele é maior do que o drone que a gente tá acostumado a ver em show, em estádio de futebol, etc. Consegue carregar até 5 kg e voa a 50 km/h a uma altitude de 60 metros. Então é bastante razoável. Suporta vento, chuva leve, então tem várias possibilidades que já estão previstas aí para casos de emergência e tem todas as certificações. E aí, para fechar aqui contigo, uma curiosidade é que, por enquanto, isso vai ser usado para entrega de comida.
Comida, em tese, vai chegar quentinha lá para o cliente. Mas essa plataforma, o iFood, e outras também, eles têm outras coisas dentro da plataforma. Então assim, não está nada confirmado, mas no futuro daria para se pensar em entrega de medicamentos, de itens de higiene e beleza. Sabe aquilo do filho que no dia seguinte tem lição de casa, uma apresentação, sei lá, e ninguém comprou a cartolina? Então manda comprar cartolina e o drone entregar, sei lá.
Toda mãe já passou por isso, cara. Domingo à noite: "Mãe, tem que levar uma cartolina laranja." Não é qualquer cartolina, geralmente é uma cor difícil.
É um negócio que você não encontra fácil, né? Então tem essa possibilidade. E nos Estados Unidos e na Suíça existem alguns testes que são mais aprimorados. Então nos Estados Unidos algumas empresas elas já entregam diretamente no quintal do cliente, mas aí tem aquilo, Estados Unidos, aqueles subúrbios, então tem a casa de 2 andares, etc. Isso é uma possibilidade lá, tá indo super bem. E no caso da Suíça, em regiões remotas, eles mandam remédios por drones.
Aí é um drone em formato de aviãozinho, né, um pouco diferente desse, que tem os rotores assim. Mas aí, se precisa fazer uma entrega, uma insulina, alguma coisa assim, em vez de mandar de carro, estão mandando por drone. E também tem funcionado bem. Então, de pouquinho em pouquinho, além dos aviões, os nossos céus começam a ficar congestionados com esses outros equipamentos. E a gente vai ter que, a meu ver, né, vai ter que se acostumar.
Pois é, por enquanto então é São Paulo e Sergipe que você falou que tava em teste, né?
São Paulo e Sergipe. O teste de Sergipe foi muito bem, tanto que eles decidiram expandir para São Paulo agora. Aí, né, a missão fica muito mais difícil, tem muito mais tráfego em São Paulo, a população, né, muito mais gente pedindo. Enfim, vamos acompanhar. Tô esperando o dia que vão lançar no Rio de Janeiro.
Pois é, tô querendo abrir minha janela, botar a mão assim para fora e receber um drone. Valeu, tá, Carol.
Não sei se lá das antigas, sei lá, sua avó tinha aquilo de mandar o saquinho do pão, que mora no terceiro, quarto, quinto andar, descer um saquinho, pegava o pão, mandava o dinheiro.
Então agora minha avó não fazia não, mas eu tô ligada, tô ligada nesse esquema.
Agora é a versão futurista disso. Beijo, Carol.
Beijo, até mais. Intervalo, Noticiário da Sorrisão, a gente volta já já.
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