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Viés de confirmação: como traumas e experiências influenciam a forma como enxergamos a realidade

05 de junho de 20262min
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Rossandro Klinjey fala como a tendência do cérebro de buscar informações que reforcem crenças prévias pode afetar decisões, relacionamentos e até a construção de consensos na sociedade.

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Participantes neste episódio1
R

Rossandro Klinjey

ConvidadoPsicólogo
Assuntos2
  • Viés de Confirmação em PesquisaCondição humana · Cérebro como editor · Trauma e percepção · Custo individual e coletivo
  • Trauma e ComportamentoAmbiente de abandono · Traição e ameaça · Ferida antiga e percepção presente
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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RKRossandro Klinjey

Refletir para viver, com Rosandro Klinger. Tem uma frase que deveria estar colada em todo espelho: "O que você escuta é opinião, O que você vê é perspectiva, e o que você pensa carrega os vieses de tudo que você viveu, sofreu e aprendeu a temer. E olha, isso não é fraqueza, é a condição humana. Mas quando a gente esquece disso e passa a tratar a própria versão da realidade como se fosse a realidade inteira, aí temos um problema.

A psicologia chama de viés de confirmação. A tendência de buscar, interpretar e lembrar informações que confirmem o que já acreditamos. O cérebro não é câmera. É editor com preferências claras. Ele corta o que atrapalha a narrativa que já construiu. E faz isso silenciosamente, sem avisar, com uma eficiência assustadora. Somado ao trauma, o filtro fica ainda mais espesso. Quem cresceu num ambiente de abandono tende a ler indiferença onde existe apenas distância.

Já aqueles que foram traídos lêem ameaça onde existe apenas amizade e carinho. A ferida antiga interfere na percepção presente sem pedir licença. O custo individual disso já é alto. Decisões tomadas com o mapa errado chegam em lugares errados. Relacionamentos lidos pela lente do passado não têm chance de ser o que são. O custo coletivo é maior. Uma sociedade que decide sem questionar os próprios filtros, sem buscar o panorama completo, nem ouvindo o que desconforta, vai construindo consensos frágeis sobre bases distorcidas.

Antes de decidir, vale perguntar: estou vendo o quadro inteiro ou só o pedaço que me convém ver, ou através da lente das minhas dores?

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