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Instagram e WhatsApp ganham versões pagas e indicam mudança nas redes sociais gratuitas

05 de junho de 20265min
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Meta amplia oferta de assinaturas com recursos exclusivos e reforça estratégia para reduzir a dependência da publicidade, em uma tendência que pode transformar a experiência dos usuários. Thássius Veloso explica. Ouça!

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Participantes neste episódio1
T

Thássius Veloso

Convidado
Assuntos2
  • Propaganda e redes sociaisInstagram Plus · WhatsApp Plus · Meta · Dependência de publicidade · Telegram
  • Vício em Redes SociaisExperiência gratuita vs. paga · Influenciadores digitais · Selos de verificado
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TVThássius Veloso

A gente se acostumou a acessar as redes sociais sem pagar nada. O Tácio Veloso gravou o comentário de hoje, nos explica que aos poucos essa situação pode estar mudando. Vamos ouvir.

TVThássius Veloso

É, minha gente, já faz 22 anos desde que o Orkut surgiu por aqui. Quem se lembra? As costas até doem só de pensar. Eu tava no ensino médio. Depois vieram outras plataformas bem populares e sempre de graça. O acordo aqui é meio que o seguinte: beleza, você pode rastrear tudo que eu faço na sua rede, pode saber os meus hábitos, os meus comportamentos, saber quem são com os meus amigos, com quem eu troco mensagens, para exibir publicidade.

Só que em troca disso eu não pago nada para acessar. Tem sido assim. Só que aos poucos a coisa está mudando. Nessa quinta-feira, a Meta anunciou o Instagram Plus. Como esse nome já sugere, ele traz funções a mais para quem topa pagar. Eu destaco a maior prioridade de exibição dos stories para os seus seguidores. Além disso, o assinante também conta com o dobro de tempo para esse material expirar. Aquelas fotos e vídeos, elas desaparecem depois de 40 48 horas e não as 24, que são o tradicional.

Tem super like, tem modo anônimo e tem até uma opção para criar listas específicas para exibição de conteúdo só para as pessoas que estiverem ali, mais ou menos como o amigos próximos, só que com o que você inventar na sua cabeça. O preço: R$10 por mês. Tá, não é caro. Eu imagino que isso vai ser um prato cheio para os influenciadores, porque qualquer coisa que ajude a aumentar a visibilidade, eles estão topando o negócio. Agora, Esse não é o único serviço pago da Meta.

Eles também estão testando em vários países, inclusive por aqui, o WhatsApp Plus. Dentre os benefícios, eu queria destacar a possibilidade de fixar mais conversas na tela inicial do seu aplicativo. Não fica só aquelas 3, não. Você pode colocar mais, o que eu particularmente considerei bastante interessante. Tem figurinhas exclusivas também, dá para escolher outro ícone personalizado. WhatsApp, entre outras possibilidades. Preço aqui, R$7 ao menos por enquanto.

Eles estão rodando um teste, ainda não é oficial, mas isso é o que temos notícias. Então, 10 de um, 7 do outro, dá R$17. Conta fácil até aqui. Só que a Meta já comercializa há 2 anos o selo de verificado, e cada plataforma cobra à parte. Essa assinatura também dá direito a um suporte prioritário caso dê algum B.O., algum problema com o seu perfil, até porque o saque da Meta é muito ruim, é praticamente inútil. Então, para quem trabalha com internet, acaba sendo essencial ter essa assinatura.

Aí temos R$17, somamos mais R$55 desse selo de verificado, R$72 por mês. Aí a conta já começa a ficar um pouco mais salgada, né? Leve em consideração também que os produtos digitais, eles são craques de fazer isso, criar novas funções, começam a cobrar por elas. Então, na prática, quem tem a experiência gratuita do WhatsApp, do Instagram, do Facebook, vai continuar com ela do mesmo jeito, não vai mudar. Só que essas novas funções, elas podem começar a fazer diferença primeiro para quem trabalha com internet, e depois, conforme essas assinaturas vão se popularizando, chega um momento que os consumidores, os usuários que estão nas versões gratuitas dessas plataformas, começa a pensar: poxa, mas fulano tem e eu não tenho.

E isso acaba sendo um atrativo para eles. Eles não pioram o aplicativo, não pioram a ferramenta, mas também não fazem com que elas avancem diante dessas novas tecnologias que são inventadas. Inclusive, já é assim no Telegram. Quem usa o aplicativo de comunicação já sabe, lá tem stickers reservados somente para os usuários pagantes. Isso há vários anos e parece que a moda pegou, tanto que agora a Meta tá explorando essas novas possibilidades.

Não custa lembrar, o conglomerado de Mark Zuckerberg, ele é amplamente dependente de publicidade. Principal receita deles fica ali, 9 de cada 10 dólares mais ou menos são de publicidade. Então qualquer outra fonte de receita que eles puderem inventar, tanto melhor. Lógico, isso vai acabar pesando no bolso do usuário que topar pagar por esses valores. Aí eu te pergunto, você se interessaria por essas redes sociais com funções? Pulo isso, tá? Steve Veloso para CBN.

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