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Café brasileiro prepara salto de 30% no exterior

05 de junho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que o Brasil deve embarcar 30% mais café para o exterior na próxima safra. A previsão foi divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA. Em um novo relatório mensal, a estimativa de exportações de café do Brasil foi para 49 milhões de sacas no ciclo 2026-2027. Saiba mais.

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Participantes neste episódio1
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
Assuntos2
  • Exportações BrasilPrevisão de exportação de 30% a mais · USDA · 49 milhões de sacas · Ciclo 2026-2027 · Safra recorde · Colômbia · Vietnã · Acordo Mercosul-União Europeia
  • Produção e qualidade do caféBaixos estoques internos · Queda de 24% nas exportações (janeiro-abril) · Forte demanda internacional · Valorização do Real frente ao Dólar · Incertezas climáticas (El Niño)
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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. O assunto de hoje do Cassiano Ribeiro, acordando o ouvinte que está no campo, é o café brasileiro com destaque no exterior. Cassiano, bom dia. Oi Fred, bom dia, bom dia para você ouvinte. O Brasil deve embarcar 30% mais café para o exterior na próxima safra, um salto e tanto. A previsão acaba de ser divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, em um novo relatório mensal.

A estimativa de exportações de café do Brasil foi para 49 milhões de sacas no ciclo 2026/2027. Esse volume será impulsionado por uma safra recorde projetada em mais de 70 milhões de sacas e depois de pelo menos 2 anos em que muitos produtores brasileiros tiveram problemas com a colheita devido ao clima. Apesar da expectativa positiva, os americanos alertam que os baixos estoques internos ainda limitam o ritmo de embarques. Entre janeiro e abril deste ano, por exemplo, o Brasil exportou 11,5 milhões de sacas de café, uma queda de 24% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o USDA, a retração reflete a combinação entre produção limitada nos últimos ciclos e forte demanda internacional. Além disso, além do Brasil, outros países importantes em produção e, portanto, grandes fornecedores globais de café também tiveram problemas, como Colômbia e Vietnã. O relatório do USDA também destaca que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia poderá ampliar a competitividade do café brasileiro, principalmente do café solúvel.

Hoje o produto enfrenta tarifas de até 9% para entrar no mercado europeu, mas a tendência é de redução gradual até chegar a zero. Diferente do mercado americano, que não incluiu esse segmento na lista de exceções do novo tarifácio anunciado esta semana pelos Estados Unidos, o que causa uma preocupação aí à indústria de café solúvel do Brasil. Entre os desafios para o setor está a valorização do real frente ao dólar. Embora ajude a conter a inflação, O câmbio mais baixo reduz as margens e o faturamento dos exportadores e pode desestimular assim a venda dos estoques.

Para os próximos meses, a expectativa é de melhora na oferta de café à medida que a safra nova sai do campo e chega ao mercado. Ainda assim, a disponibilidade de café arábica continua apertada enquanto as incertezas climáticas relacionadas ao possível retorno do El Niño mantêm produtores cautelosos e mais conservadores na venda de café. Isso também tem ajudado a dar sustentação aos preços do produto. Eu volto na segunda-feira. Um excelente fim de semana para você e até segunda.

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