Na Feira do Livro, Ana Maria Machado fala sobre censura a livros infantis
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- Literatura infantil e formação leitoraAbertura para diversidade · Consciência social e cultural · Literatura como arte e crescimento · Projeto pedagógico vs. arte
- Literatura e CulturaConexão: Infâncias Sob Ditadura · Chico Matoso · Maria Branche · Nas sextas usamos branco · Ancestralidade africana e afro-brasileira · Quando as Borboletas Furiosas se Tornam Mulheres Negras · Cidinha da Silva · Mulheres negras na literatura
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Agenda Cultural acontece em São Paulo. Apoio: Prefeitura de São Paulo. Ela volta com a gente, Agenda Cultural.
Não poderia ser outra, não ser livros, literatura para todos os gostos.
Janaína Barros.
Olá, Petra, de volta aqui ainda acompanhando a escritora imortal da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, aqui no palco Praça, Pétrea, que está conversando sobre carreira, sobre o momento da literatura, e fez agora um comentário super importante. Eu dizia ontem nas nossas conversas aqui na CBN sobre a censura que ainda hoje acontece em relação aos livros para as infâncias nas escolas. Recentemente foi proibida a Bolsa Amarela, clássico da Lígia Bojunga, numa escola do Distrito Federal.
Ela relembrou aqui os tempos da ditadura E o momento em que essa censura vinha de fato na vertical, das autoridades para baixo. E comentou que hoje, ao contrário, vem na horizontal e circular, ela disse, de todos os lados, o tempo todo. E ela faz uma fala que chama a reflexão, Pétrea: estão nos proibindo de imaginar, de sonhar. Um pouquinho mais cedo, eu conversei com Ana Maria Machado na tenda do Movimento Literário, que é uma livraria dedicada às infâncias.
E eu perguntava para ela justamente sobre quase mais de 60 anos de carreira, esse acompanhamento da evolução da literatura para as infâncias. Que momento estamos hoje na literatura?
Eu acho que hoje a gente está num momento que, por um lado, é muito rico pela abertura para diversidade que tem, por uma consciência crescente das questões sociais, culturais e históricas da nossa sociedade. Mas, por outro lado, é um momento muito empobrecedor porque a gente está achando, neste momento, que literatura é um projeto pedagógico e não é. Literatura é uma forma de crescimento, é uma arte, então é uma forma de crescimento da humanidade em geral.
O projeto pedagógico é só uma parte dele. Mas se não é importante para literatura de adultos, quer dizer, não é importante no sentido de ser o primeiro objetivo da literatura, também não é do da infantil.
Dois destaques rapidinho nessa esteira, Petra. Às 16h15, no palco da praça, Conexão: Infâncias Sob Ditadura. Uma conversa com Chico Matoso, a Maria Branche, com a mediação da Patrícia de Tovo. Justamente falar sobre esse Brasil visto por crianças que viveram o fim da ditadura e a cultura lá dos anos 80. Né, foco dessa conversa com dois romancistas, dois escritores brasileiros contemporâneos. E aí a gente fala que daqui a pouquinho aqui no Espaço Rebentes dedicado às infâncias acontece uma conversa, nas sextas usamos branco, com Maite Freitas, o Rodrigo Andrade, a Valdete Cristão, a mediação da Giselda Peret.
Mitos, lendas, saberes e um pouco da ancestralidade africana e também afro-brasileira. Enquanto que nos tablados, que é a programação paralela aqui, mais uma conexão no tablado Mário de Andrade, vai acontecer Quando as Borboletas Furiosas se Tornam Mulheres Negras, com a Cidinha da Silva, Tatiana Nascimento, mediação da Jennifer Nascimento. Um pouco sobre o lugar das mulheres negras na literatura, Petra, e como isso vem se ampliando, ou como fazer isso se ampliar e tirar desse lugar de uma literatura marginalizada, esquecida.
Então, conversa super importante, as conversas conectadas aqui hoje na Feira do Livro, temas pertinentes tanto para as infâncias quanto para os adultos. Essa última, uma hora da tarde, daqui a pouquinho.
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