Ibovespa iguala sequência histórica e fecha oitava semana seguida de queda
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- Recordes do IbovespaIbovespa iguala sequência histórica de queda · 1972 · 1968 · Rally da bolsa no primeiro trimestre · Expectativa de inflação sob controle e cortes de juros no Brasil · Guerra no Oriente Médio · Aumento dos preços do petróleo · Preocupações com a inflação
- Confiança no emprego e dados econômicosDados do mercado de trabalho americano · Criação de vagas de emprego em maio · Economia americana aquecida · Inflação pressionada nos EUA · Expectativa de juros altos por mais tempo nos EUA · Possíveis novas altas de juros em 2026
- Corte de Juros no BrasilDiscussão sobre juros no Brasil · Comparação entre início do ano e agora · Selic · Renda fixa ganha atratividade · Bolsa perde força · Mudança de expectativas redesenhando mercados
- Mercado FinanceiroDólar fecha a semana em alta · Cotação do dólar a R$5,15
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Valorinveste.com. Hoje com a Yasmin Tavares. Boa tarde, Carol, e boa tarde também aos ouvintes da CBN. A bolsa brasileira acaba de igualar uma marca que só havia acontecido uma vez desde a criação do Ibovespa em 1968. Principal índice do mercado fechou a 8ª semana seguida de queda, e a única vez que isso aconteceu foi em de 1972, há 54 anos atrás, quando a sequência negativa chegou a 10 semanas. E o mais interessante é que essa virada acontece poucos meses depois de um forte rally da bolsa.
No primeiro trimestre deste ano, em janeiro, fevereiro e março, o Ibovespa acumulou alta de mais de 16%, embalado pela expectativa de inflação sob controle no Brasil e também de cortes de juros por aqui. Mas essa história mudou nos últimos 3 meses. A guerra no Oriente Médio levou a disparado elevado os preços do petróleo, além de ter reacendido preocupações com a inflação e ter levado investidores a revisar as projeções para os juros.
Hoje, os dados do mercado de trabalho americano reforçaram esse movimento. Os Estados Unidos criaram 172 mil vagas de emprego em maio, mais do que o dobro do esperado pelos analistas. E com a economia americana ainda aquecida e a inflação pressionada, o mercado passou a acreditar que os juros vão continuar altos por mais tempo. Não só isso, as projeções já mostram que inclusive novas altas já podem acontecer mais à frente, ainda em 2026.
No Brasil, essa discussão também mudou. Se no começo do ano o mercado falava sobre até onde a Selic poderia cair, agora a dúvida é até quando ela vai continuar elevada. E quando os juros ficam altos por mais tempo, a renda fixa ganha atratividade e a bolsa perde força. Então, por trás dessa sequência histórica de perdas está justamente essa mudança de expectativas que vem redesenhando os mercados desde o início da guerra. No mercado de câmbio, o dólar fechou a semana em alta, cotado a R$5,15.
Eu vou ficando por aqui. Um bom fim de semana, volto com você, Carol. Obrigada, Yasmin. Bom fim de semana.
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