Negociação da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro entra em semana decisiva
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Lauro Jardim
Cássia
Milton
- Proposta de delação de VorcaroDaniel Vorcaro · Negociação da proposta · Semana decisiva · Sérgio Leonardo · Polícia Federal · PGR · Ministro André Mendonça · Segunda proposta de delação
- Prisão de Henrique VorcaroHenrique Vorcaro · Prisão domiciliar · Ministro Gilmar Mendes
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Plantão Lauro Jardim.
Bom dia para você, Lauro.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes.
Bom dia, Lauro.
Lauro, a gente sabe que quando vai escrever um livro tem várias versões até o livro final ficar bom, a gente, né, colocar no mercado e vender. É mais ou menos assim com a delação do Daniel Vorcaro ou com as delações premiadas?
Pois é, Milton, acho que você resumiu muito bem esse em que pé tá o processo de negociação da delação do Daniel Vorcaro. Essa negociação A gente tá entrando numa semana decisiva, Milton, porque de hoje até sexta-feira o advogado do Vôrcaro, o Sérgio Leonardo, vai dar os últimos retoques, os últimos ajustes na proposta de delação. Vai ser ali uma semana de uma rotina de longas reuniões com Vôrcaro, que tá preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e também de conversas de muitas horas com delegados da Polícia Federal e procuradores da PGR, a quem vai caber dar o veredito sobre a proposta.
Nessas reuniões com as autoridades é que são exigidas mais informações e detalhes sobre o que o Vorkaro quer revelar na delação. Nessas reuniões, Milton, são cobradas por exemplo, omissões em relação a alguns políticos e outros personagens que giravam na órbita do Borcaro, e sobre quem a Polícia Federal já tem um material bastante comprometedor. E por que que eu falei que essa semana é uma semana decisiva? O motivo é que nessa sexta-feira agora, Milton, termina o horário estendido que o ministro André Mendonça do Supremo deu aos advogados do Borchardt para que eles tratem com o banqueiro dos termos da proposta de delação.
Desde o fim do mês passado, de maio, a defesa do Borchardt tem tido reuniões diárias com ele, às 9 horas da manhã, às 5 horas da tarde. E são nessas conversas, conversas longas como eu disse, que a defesa estrutura a proposta de delação. A partir da segunda que vem, esse prazo estendido termina e os advogados voltam a ter apenas 30 minutos por dia para conversar com o Orcaro e definir pontos pendentes ou duvidosos da delação. Então, para que o ouvinte entenda melhor, Milton e Cássia, em que pé tá esse processo, é importante saber que na segunda-feira passada foi entregue uma segunda proposta de delação.
Lembrando que no mês passado a primeira proposta tinha sido recusada, e na semana passada mesmo essa segunda proposta de delação já foi ajustada e retocada mais de uma vez a pedido da Polícia Federal e da PGR, exatamente nesse processo que eu relatei aqui. Os advogados incluem ajustes no documento entregue. E as autoridades pedem mais fatos, mais detalhes das histórias cabrosas lá das fraudes. E daqui até sexta-feira, a previsão é que sejam incluídos acréscimos nesses anexos que já estão nas mãos da Polícia Federal e da PGR.
E com isso, Milton e Cássia, a expectativa é que a versão final do texto vá ser entregue no máximo no início da semana que vem. Então, no fim das contas, esse processo todo de delação do Volcaro vai acabar caminhando como se imaginou algum tempo atrás, vai acabar caminhando junto com o processo eleitoral que a gente tem esse ano. Porque se a proposta de delação for aceita, vai ser esse mês de junho. Em seguida tem a fase de apresentação de documentos, de novos interrogatórios do Volcaro, E também sem contar com vazamentos, com revelações em geral chocantes, sem contar também com mais operações da Polícia Federal, sem contar com quebra de sigilo, prisões e todo esse cardápio que o Brasil já conhece muito bem desde a Lava Jato.
E só para terminar minha participação hoje, Milton Kassia, nessa semana pode acontecer também a primeira saída de um Vorcaro da prisão. Não do Daniel Vorcaro, mas do pai dele, o Henrique Vorcaro, que tá preso desde o mês passado, acusado de ser financiador, operador financeiro e líder, um dos chefes, né, da milícia privada que protegia os negócios do Vorcaro, do filho. Pelo seguinte, essa possibilidade de libertação do Henrique Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes pretende julgar na segunda turma do Supremo o pedido de revogação da prisão do pai do Vôrcaro.
E pelo que eu apurei, há uma tendência de que seja concedida a prisão domiciliar ao pai do Vôrcaro, uma decisão, aliás, que não vai agradar nem um pouco, se ela acontecer, o relator do caso, o ministro André Mendonça.
Milton, agora, Lauro, será que se sair de fato essa prisão domiciliar para o pai do Vôrcaro nesta semana existem chances de a delação dele vir mais robusta dessa vez?
Olha, Cássia, sobre o que vai ser exatamente essa delação, primeiro, mais robusta, sim, obrigatoriamente ela é mais, será mais robusta, obrigatoriamente a Polícia Federal vai exigir mais da delação dele. E tal como você diz, mais ainda com a, se O Henrique Borchardt foi libertado. Agora, é sempre bom o nosso ouvinte ter em mente o seguinte: essa proposta ainda, mesmo com esses ajustes, ela ainda é tida pela Polícia Federal, pela PGR, como algo ainda com a tendência ainda de não ser aprovada, de não ser homologada.
Ele vai ter que apresentar muito mais coisa do que apresentou na primeira versão recusada isso na segunda versão que foi apresentada semana passada e já foi ajustada. Por isso que nessa semana, vou dizer aqui mais uma vez, é muito decisivo o que o advogado do Vôrcaro vai apresentar para PGR, para PF. Ele vai ter que melhorar ainda muito, segundo eu apurei, o que o texto e as propostas que ele fez na semana passada.
Muito obrigado, bom dia para você, Lauro. Expectativa é que esta obra escrita por Volcaro não entre no ramo da ficção. Fundamental é que não aconteça isso, seja o mais realista possível. Muito obrigado e até mais.
Até mais, Milton, até mais, Cássia, ouvintes. Na quarta eu tô de volta.
Até quarta.