Episódios de Comentaristas

Marcha para Jesus e Parada LGBTQIA+ expõem estratégias políticas distintas de pré-candidatos e lideranças

08 de junho de 20265min
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Maria Cristina Fernandes analisa a presença política nos dois grandes eventos de rua realizados em São Paulo durante o feriado de Corpus Christi: a Marcha para Jesus e a Parada do Orgulho LGBTQIA+

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Participantes neste episódio2
F

Fernando

HostJornalista
M

Maria Cristina Fernandes

ComentaristaEspecialista
Assuntos5
  • Situação de Autoridades PolíticasMarcha para Jesus · Parada LGBTQIA+ · Estratégias políticas distintas · Flávio Bolsonaro · Tarcísio de Freitas · Ricardo Nunes · Ronaldo Caiado · Gilberto Kassab
  • Direitos LGBTQIA+Evitada pela centro-direita · Ausência de governador e prefeito · Ausência de representante do Presidente · Presença de Erika Hilton · Projeto que pôs fim à jornada 6 por 1 · Ampliação da base política · Aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo
  • Seguir a JesusRepresentação política ecumênica · Presença de Flávio Bolsonaro · Guerra espiritual nas eleições · Pauta da corrupção · Presença de Tarcísio de Freitas · Presença de Ricardo Nunes · Presença de Ronaldo Caiado · Ausência do Presidente Lula
  • Posse de José Guimarães como ministroMinistro do Supremo Tribunal Federal · Designado 'terrivelmente evangélica' por Bolsonaro · Militância evangélica
  • Atuação de Lucia na políticaMarcha para Jesus com mais lideranças · Parada LGBTQIA+ com menos lideranças · Distância recente da direita e centro · Bruno Covas foi à marcha como prefeito
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MCMaria Cristina Fernandes

Tudo é Política com Maria Cristina Fernandes.

?Voz C

Um pouquinho mais tarde hoje, mais com a gente aqui, Maria Cristina. Bem-vinda e boa tarde.

MCMaria Cristina Fernandes

Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvinte. Só um pouquinho, né, mais tarde.

?Voz C

Vários ouvintes estavam perguntando cadê a Maria Cristina. Calma, já vem, calma, calma. É excepcionalmente hoje um pouquinho mais tarde. Maria Cristina, nós tivemos neste feriado de Corpus Christi em São Paulo dois eventos de rua aqui no país: a Marcha para Jesus foi na quinta-feira e a Parada do Orgulho Gay ou LGBT+ no domingo. As manifestações políticas nesses dois eventos Foram de que forma?

MCMaria Cristina Fernandes

Bem, Fernando, a marcha foi mais ecumênica em sua representação política e a Parada Gay ela foi evitada pela, digamos, centro-direita. A marcha teve a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência, que tinha dito que não levaria política para o palanque, mas levou. Ele disse que o mal vai ser expulso do governo na guerra espiritual, que é a maneira com a qual ele designou as eleições de outubro. É um público, este público evangélico, principalmente dos pastores, é um público para o qual o Flávio ainda terá que se provar e não tem envolvimento com esses escândalos que estão aí.

Em torno do seu nome, porque essa é uma pauta, pauta da corrupção, que pega bastante no público evangélico. Lá estavam ainda, do seu campo político, o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, além de muitos parlamentares. O pré-candidato do PSD, o Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, também chegou depois que o Flávio tinha ido embora com o presidente do partido, Gilberto Kassab. O presidente Lula não foi, disse que não iria para não explorar politicamente o evento.

Mandou o Jorge Messias, que é o ministro da AGU, seu nome, seu indicado para o Supremo Tribunal Federal, que foi rejeitado pelo Senado e é evangélico. E de lá fez uma ligação por telefone com as lideranças evangélicas presentes. Agora, surpreendente foi a presença do ministro André Mendonça, não pela ausência de militância evangélica. A gente sabe que ele tem essa militância, ele é aquele ministro que o ex-presidente Jair Bolsonaro designou de terrivelmente evangélica.

Então já se conhecia essa militância evangélica dele, mas pelo fato de subir ao palanque da marcha sendo ministro do Supremo. Já a Parada Gay não teve governador nem prefeito. Nem o presidente da República mandou representante. A estrela foi a Erika Hilton, que é a deputada federal do PSOL de São Paulo, que ela originou este projeto que pôs fim à jornada 6 por 1. E ela mostrou, ela tava ali no público, digamos assim, raiz dela, mas Com este projeto que pôs fim à jornada 6 por 1, ela mostrou que ela foi capaz de ampliar a base.

É o projeto que a tornou mais conhecida no país e não é um projeto, digamos, restrito à pauta LGBTQIA+, é uma pauta que beneficia os trabalhadores como um todo. E o curioso, eu chamo a atenção de duas coisas, Fernando. Primeiro, a ausência da direita desta Parada gay, parece ignorar o fato de que de todos os temas da pauta de costumes, a aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo talvez seja a pauta menos divisiva na população brasileira.

Brasileiros de direita e esquerda aceitam numa boa. Por isso estranho um pouco a ausência dessas lideranças de direita e de centro, inclusive. Só lembrando que o prefeito titular da chapa no qual Ricardo Nunes ingressou aí na prefeitura, que era O Bruno Covas, ele foi à marcha quando ele era prefeito.

?Voz C

Eu me lembro, ele chegou a ser vaiado, mas mesmo assim foi.

MCMaria Cristina Fernandes

Isso, mas foi, foi. Isso, então essa, digamos assim, essa distância é algo recente. Enfim, é este o balanço de representações, digamos assim, desiguais entre um e outro evento.

?Voz C

Perfeito. Olha, Cristina, mais uma vez, muito obrigado pela participação, uma boa tarde para você e até amanhã.

MCMaria Cristina Fernandes

Eu que agradeço, Fernando, uma boa tarde para você e para os ouvintes, até amanhã.

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