Expectativa de queda da Selic perde força após alta das tensões externas e pressão sobre os juros dos EUA
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Ronaldo CaiadoTensões no Oriente Médio · Juros nos EUA · Donald Trump · Inflação · Escalada do petróleo · Dólar · Ibovespa
- Juros nos EUACortes de juros · Alta de juros · Donald Trump
- Espumante Moscatel brasileiroInvestidores · Copom · Taxa Selic · Novas tarifas americanas
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Investe, já tá com a gente aqui no estúdio. Oi, Gustavo, boa tarde, tudo bem?
Olá, Lu, alô, Débora, Carol e ouvintes, boa tarde.
Boa tarde. O que dizer para quem tava esperando uma queda de juros, hein, Gustavo? Descartada.
Pois é, começo dessa sexta, dessa sexta não, quem dera, começo dessa 16ª semana de guerra com essa bomba aí no radar e trazendo incentivos contrários para investidores. Por um lado, o presidente americano Donald Trump entrou em choque com Israel. Motivo? Israel dificulta não só um acordo de paz com o Irã, mas inclusive a manutenção do atual cessar-fogo. Por outro lado, no entanto, preocupa o motivo por trás dos esforços de Trump pela paz: é a inflação.
Na esteira da escalada do petróleo, lá nos Estados Unidos, antes da guerra se falava em cortes de juros. Agora não se fala só em manutenção dos juros. Já se espera por alta de juros nos Estados Unidos no fim desse ano. Essa previsão por si só é um obstáculo para juros caírem aqui no Brasil. Quanto mais juros lá, mais difícil segurar dólares por aqui. Pois bem, por essas e outras, investidores estão revendo bruscamente o cenário para Brasil.
Há uma semana somente, o termômetro do Copom do Valor Invest apontava 74% de chances de a Selic cair dos atuais 14,5% ao ano, seguiria invadindo o segundo semestre em queda. Agora a probabilidade de manutenção dos juros predomina acima dos 60% de chances. E o que aconteceu de lá para cá? Além da previsão de mais juros nos Estados Unidos, tivemos uma pitada de risco a mais às ameaças de novas tarifas americanas contra o Brasil.
A pergunta em busca de resposta é: a média dos investidores ficou mais pessimista ou apenas mais realista? Bruscamente, a prova será tirada a partir desta quarta-feira, quando começam a ser divulgados novos dados de inflação nos Estados Unidos e aqui no Brasil. Hoje, sob pressão de mais juros no horizonte, o Principal índice da bolsa, o Ibovespa, caiu 0,2%. Já o dólar subiu quase meio por cento, aos R$5,18, maior nível em pouco mais de 2 meses.
Super quarta, dia 17, semana que vem, dia 17.
Nessa quarta dá para falar que ela é quase super, porque alguns dados bastante relevantes vão ser divulgados nessa quarta.
Então, portanto, dados de inflação. E na próxima quarta, dia 17, taxas de juros nos Estados Unidos e aqui a nossa taxa, nossa taxa Selic vai ser anunciada pelo Copom. Valeu, Gustavo, até amanhã.
Até amanhã, convidando sempre acessarem o valorinveste.com.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Valor Investe