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"Daniella Marques seria 'Posto Ipiranga' de Flávio Bolsonaro no Ministério da Economia"

08 de junho de 202642min
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Vera Magalhães analisa a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, que discute trazer uma mulher como ministra da Fazenda, que voltaria a se chamar Economia. Daniella Marques, que foi braço direito de Paulo Guedes no governo Jair Bolsonaro, é o nome que está despontando como o "preferido do mercado e do próprio entorno do Flávio para ocupar esse ministério importante".

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Participantes neste episódio8
V

Vera Magalhães

HostJornalista
C

Carol

Co-hostApresentadora
A

Ana Carolina Tomé

ReporterJornalista
B

Bruna Barbosa

ReporterJornalista
I

Igor Cardim

Reporterjornalista
L

Lucas Arruda

Reporter
L

Luiz Fernando Figueirage

Reporter
S

Samanta Klein

ReporterJornalista
Assuntos7
  • Campanha de Flávio BolsonaroMinistério da Economia · Daniella Marques · Paulo Guedes · Jair Bolsonaro · Pix · Jingle com IA · Caso Master · Eleitorado evangélico
  • Veto europeu a carnes brasileirasInvestigação Sessão 301 · Propriedade Intelectual · Márcio Elias Rosa · Mauro Vieira · Jameson Grier · União Europeia · Donald Trump · Marco Rubio
  • Delação Premiada Daniel VorcaroPolícia Federal · Procuradoria-Geral da República · Daniel Vorkaro · Banco Master · Ilan Goldfarb · STF · Gilmar Mendes · Alexandre de Moraes
  • Proteção e remuneração de magistradosEdson Fachin · Conselho Nacional de Justiça · Flávio Dino · Gilmar Mendes · Congresso Nacional · Teto de gastos
  • Suspensão de pesquisa eleitoralInstituto Atlas Intel · Cássio Nunes Marques · Flávio Bolsonaro · Áudio de R$134 milhões · Banco Master · Ministério Público Eleitoral · André Roman
  • Cenário político para o STF pós-eleiçãoEdinho Silva · Wellington Dias · Lula · João Campos · Raquel Lira · PSB · PT
  • Contexto político de Minas GeraisMateus · Cleitinho · Rodrigo Pacheco · Lula · Mendonça Filho
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VMVera Magalhães

Viva a voz com Vera Magalhães.

VMVera Magalhães

Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem?

VMVera Magalhães

Tudo bem, boa noite Débora, boa noite Carol, para os ouvintes também, para todo mundo que nos assiste, uma semana maravilhosa para todos.

CCarol

Oi, Vera, boa noite.

VMVera Magalhães

É isso. E semana começando com articulações do governo para tentar barrar o tarifácio dos Estados Unidos. Teve também uma suspensão por parte da União Europeia relacionada à nossa carne. A Samanta Klein tem mais informações ao vivo. Oi, Samanta.

SKSamanta Klein

Oi, Débora, Carol, Vera, boa noite. É, de fato, o governo está aguardando aí o desfecho dessa negociação, que vai levar um bom tempo, mas tem uma expectativa de uma reunião por videoconferência com o representante de comércio dos Estados Unidos, Jameson Grier, e devem participar dessa reunião os ministros Márcio Elias Rosa e também Mauro Vieira. Márcio Elias Rosa, da Indústria e Comércio, e o chanceler Mauro Vieira, das Relações Exteriores.

A conversa deve ocorrer no âmbito daquele grupo de trabalho que vinha discutindo a investigação contra o Brasil na chamada Sessão 301, que trata de questões como sobre IP, propriedade intelectual. Vale dizer ainda que a diplomacia não gosta muito de abrir, não abre então detalhes da negociação, mas está estudando o que que pode ser colocado na mesa, na mesa, ou seja, algumas alternativas são produtos que tenham tarifas mais elevadas, produtos americanos que chegam aqui numa importação mais cara.

Fontes do Palácio do Planalto também já falaram na possibilidade de tratar de uma moratória aos de bancos, que de 2 em 2 anos é discutida na Organização Mundial do Comércio. Essa medida proíbe que os países membros cobrem tarifas alfandegárias sobre produtos. Em geral, se faz em conjunto, mas o Brasil poderia até mesmo tentar fazer essa negociação. E sempre ressaltando, essas fontes do Planalto ressaltam que não está em jogo uma negociação a respeito do PIX. Com vocês.

VMVera Magalhães

Obrigada, Samanta Klein, pelas informações. O governo brasileiro aí então, portanto, né, Vera, É bastante empenhado para resolver essas questões, tanto das tarifas dos Estados Unidos quanto ao veto da carne brasileira pela União Europeia, pela via diplomática?

VMVera Magalhães

Provavelmente vai ter uma série de reuniões até julho, que é o momento em que entram em vigor as novas tarifas, na tentativa de dissuadir o governo Trump dessa ideia, mostrar que ela é anti-econômica até para os Estados Unidos, que pode produzir mais inflação, pode produzir mais ali falta de suprimento em algumas cadeias, falta de produtos em alguns casos, e mostrar que o Brasil é de certa maneira irrelevante no todo das importações americanas, que não faz muito sentido do ponto de vista comercial a adoção desse tipo de punição, de sanção para um país que tem um comércio que não é assim tão importante em termos totais para a balança comercial americana.

Mas é isso, isso é o tipo de negociação que parte daqueles princípios de sempre universais, da lógica, do bom senso. E a gente não sabe quais são as variáveis que estão incluídas nessa decisão americana. Certamente não são de todo econômicas, não são comerciais. Elas incluem uma série de considerações de cunho ideológico que dificilmente o Itamaraty ou o MIDIC ou mesmo os empresários, as confederações de indústria, de comércio, de vários setores não têm condição de atuar para dissuadir, porque faz parte ali de algum tipo de estratégia do Marco Rubio, do Departamento de Estado, para aumentar o poderio ali, a hegemonia, a influência, zona de influência dos Estados Unidos na América do Sul, com a eleição de governos alinhados de alguma maneira aos Estados Unidos.

Então eles põem na mesma conta ali Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, e outros países da região. Então, isso torna mais difícil e mais imprevisível o resultado da negociação. Esse veto à carne brasileira por parte da União Europeia foi outro balde de água fria, porque veio na esteira das tarifas e veio depois de um momento em que o Brasil comemorava o aumento e o fechamento de acordo com a China, justamente para fornecimento de carne.

Então, também isso vai exigir uma atuação da nossa diplomacia e do Ministério de Relações Exteriores para tentar reverter a exclusão da carne brasileira pela União Europeia.

CCarol

Agora, Vera, o Lula tá pensando em tentar articular uma frente antitarifário durante o encontro do G7, né, conversar com líderes europeus.

VMVera Magalhães

Ele ainda tem essa capacidade de articulação e de interlocução É porque fica muito difícil, Carol, a meu ver, articular esse tipo de coalizão quando tem do outro lado Donald Trump com toda a sua imprevisibilidade e o risco dele voltar os canhões ali, a mira para outros países. Ninguém quer entrar em rota de colisão com os Estados Unidos dado esse grau de subjetividade com que o Trump faz as negociações. Então eu não sei. Que tipo de abertura ele vai encontrar para chegar a algum consenso em torno disso.

Nada que seja minimamente multilateral tem prosperado com o Trump. O que pode acontecer é ele esbarrar com o Trump, ter um encontro com o Trump e a coisa rolar de novo na base da química, na base da camaradagem, e o Trump desistir. Tudo pode acontecer. As coisas não são pautadas por uma régua linear, previsível. Que a gente consiga estimar com base na história, nos dados, nas métricas conhecidos, nada. Então eu acho que vai depender de uma atuação em muitas frentes e até de canais extraoficiais que têm funcionado nesse caso.

Nas outras vezes, o que todas as autoridades do governo relatam para a gente, que teve um papel crucial, a atuação de alguns empresários individualmente que têm boas relações com o governo Trump. Então os irmãos Batista da JIF e outros que têm esse tipo de trânsito facilitaram conversas dos negociadores brasileiros que foram chave para desarmar o tarifácio anterior, para desarmar a coisa da Lei Magnitsky. Então são essas as negociações que podem render, a meu ver, dividendos para o governo brasileiro.

CCarol

Bom, e todo esse tarifácio respingou na campanha do senador Flávio Bolsonaro. Ele tá tentando se descolar disso, se blindar. Tem até um jingle aí feito com inteligência artificial do Pix. Bruna Barbosa conta para a gente. Boa noite.

BBBruna Barbosa

Foi publicado ontem, viu, Carol? Boa noite para você, para Vera e para Débora. Foi um vídeo publicado nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro, produzido com a inteligência artificial. Viral que atribui o Pix ao governo Bolsonaro. Na peça tem o seguinte bordão: "Foi no governo dele que brotou." É um vídeo que, além do som, as imagens também são produzidas por IA, e ali mostram situações do cotidiano. Então, compras na feira, o trabalhador no transporte público, no salão de beleza, pagamentos em bares.

É uma iniciativa que acontece em meio a essa disputa política. Eu lembro que na semana passada teve essa questão. O presidente Lula disse: "O Pix é do Brasil" E logo na sequência, Flávio Bolsonaro disse: o Pix é do Brasil e do Bolsonaro. Em um dos trechos dessa música, Carol, a campanha diz que adversários tentam reescrever a história do Pix. Tem a seguinte frase: agora tem político querendo mudar a versão, tentando apagar a história na força da televisão, mas a memória do povo não vende, não tem preço.

Quem viu tudo acontecer não esquece do começo. Essa é uma das estratégias já usadas por Flávio Bolsonaro. Não só por essa questão do Pix, mas para também tentar apagar um pouco, despistar toda essa crise envolvendo o caso Master. Também teve uma publicação recente, publicada, chamada Vai com Fé, tá até fixada no perfil de Flávio Bolsonaro. Tenho conversado com alguns interlocutores de campanha dizendo que esse vai de fato ser o slogan utilizado para ele também, para começar a acenar para o eleitorado evangélico, um eleitorado que ele tem perdido nos últimos tempos, e também o eleitorado menino.

E aí eu trago para o evento de hoje que eu acompanhei. O senador participou de um almoço que foi promovido pelo Grupo Voto aqui em São Paulo, somente com empresárias, com mulheres executivas aqui de São Paulo. E a ideia era de fato ter uma proximidade ali com esse eleitorado. E ele conversou bastante, fez ali alguns acenos, não deu nomes, mas disse que a vice vai ser divulgada até agosto, até o prazo eleitoral. E ao que tudo indica, de fato vai ser uma mulher, assim como a pessoa que vai ocupar o Ministério da Economia. A gente tem o trecho.

VMVera Magalhães

Até 14 de agosto.

?Voz H

Você tá apressada, cara?

VMVera Magalhães

O que eu posso falar é que o perfil é de alguém que complemente na nossa chapa, a pessoa preparada, e de preferência uma mulher.

CCarol

Pronto.

BBBruna Barbosa

Essa dúvida foi da própria, de uma das empresárias que estava ali. Ele fez um discurso de mais ou menos meia hora e depois respondeu a diversas dúvidas. Não falou ali nessa ocasião sobre PIX, sobre de fato, né, a medida ali dos Estados Unidos, mas disse que foi ao encontro de Donald Trump para tentar defender o que chama de soberania nacional. E para a gente fechar, ficou decidido que a pré-campanha de Flávio Bolsonaro vai ter o QG político aqui em São Paulo.

Existia uma expectativa de que esse QG, de que a sede da campanha tenha força em Brasília trouxeram aqui para São Paulo. São alguns motivos, um deles é exatamente esse, o aceno para o empresariado estar aqui mais próximo da Faria Lima e também de alguns cabos eleitorais, como o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, ainda que a relação dos dois não esteja das melhores.

CCarol

Valeu, Bruna, obrigada. E até porque a região Sudeste a gente sabe que acaba sendo decisiva demais na eleição. Agora, o Flávio percebeu que esse assunto pegou, né, Vera? Essa história do Pix. Até na semana passada a gente falou de várias pesquisas, vários monitoramentos nas redes redes sociais mostrando que as menções em sua maioria eram negativas e associando Flávio ao tarifaço e as críticas feitas pelos Estados Unidos ao Pix, né?

VMVera Magalhães

Exato, porque ele tentou faturar a parte que interessava a ele do encontro com o Trump, que era aquela da classificação das facções criminosas como grupos terroristas, e se dissociar totalmente dessa parte que era nociva para candidatura dele. Mas a gente vai saber melhor, vai ter uma medição melhor do impacto disso positivo, negativo e para quem, na quarta-feira, quando sai a nova rodada da pesquisa Quest, uma pesquisa aguardada com grande expectativa pelos dois lados, né, pelo Palácio do Planalto, pelo PT, e também pela campanha do PL, campanha do Flávio Bolsonaro.

Porque aí o assunto já vai ter decantado, vai ter passado um tempo suficiente para todo mundo entender um pouco a montanha-russa que foi esse assunto, porque parecia que num dia tava bom, num dia tava ruim, para o Lula, para o Flávio, etc. Eleitor. Então, uma vez o assunto tendo sido assimilado, metabolizado pelo eleitor, de que maneira ele ficou colado tanto no Lula quanto no Flávio Bolsonaro? Lula tentando levar para esse lado da defesa da soberania e o Flávio dizendo que ele foi lá para defender uma atuação mais forte no combate ao crime organizado, etc., que defendeu o PIX e não deixar a coisa avançar nessa seara.

Quando ele fala em trazer uma mulher, né, para sua chapa, em uma mulher para o comando da economia, existe um nome que seria do, né, o posto Ipiranga do Flávio Bolsonaro, numa alusão ao apelido que o pai dele deu ao Paulo Guedes, que é o da Daniela Ela tá na equipe do Flávio de elaboração do programa de governo dele, é muito próxima a ele, é ouvida na formulação das ideias econômicas. Ela foi sub ali, trabalhou com Paulo Guedes, era o braço direito do Paulo Guedes no Ministério, e depois quando houve o escândalo de assédio na Caixa Econômica Federal, ela foi nomeada presidente da Caixa justamente para ter uma mulher e para neutralizar aquela crise.

E hoje em dia ela voltou para o mercado, atua ali numa coalizão de mulheres, de empoderamento financeiro de mulheres e tal, mas está próxima da campanha e é mencionada por 10 entre 10 empresários, operadores do mercado com quem você conversa, como a possível, provável ministra da economia, porque deve voltar a ser Ministério da Economia. Centralizando algumas pastas, talvez não todas como era no tempo do Paulo Guedes, mas voltar a reduzir, né?

Essa ideia do enxugamento da máquina é uma das ideias que o Flávio deve vender na campanha. E a Daniela Marques despontando como o nome preferido aí do mercado e do próprio entorno do Flávio para ocupar esse ministério importante. E isso deve ser anunciado na campanha justamente para sedimentar essa ideia de que ele tem uma visão econômica em todo diferente da do Lula. Focada ali no ajuste das contas, na ideia de equalização dos programas sociais para que eles caibam no orçamento, etc.

VMVera Magalhães

Agora, a justiça seja feita, né, gente? O PIX é uma inovação institucional do Estado brasileiro. O PIX foi desenhado, foi estruturado por uma equipe técnica, servidores de carreira do Banco Central, que começaram a pensar na tecnologia ainda no governo anterior. Ele foi lançado, ficou pronto no governo Bolsonaro, mas esse trabalho já existia ali há algum tempo dentro do Banco Central.

VMVera Magalhães

Exato, um grupo de trabalho criado pelo Ilan Goldfarb, que era o presidente do Banco Central na gestão Temer, em 2016. Esse grupo começou a estruturar mais ali formalmente o que viria a ser o Pix em 2018, portanto também ainda antes do governo Bolsonaro, porque ele foi eleito em fim de 2018, mas assumiu em 2019. E aí foi criado oficialmente em 2019 e a lei que oficializa, a resolução que oficializa a sua criação é de 2020. Então foi na vigência do governo Bolsonaro que ele foi implementado, mas toda a sua concepção é anterior e é a política, não é mesmo?

O governo Temer não teve uma decisão política de lançar, foi um estudo do próprio Banco Central de criar um meio de pagamento autônomo, sem taxa e totalmente mecanizado, digital, etc.

VMVera Magalhães

Muito bem, vamos para o nosso próximo tema. O ministro do STF, Cássio Nunes Marques, determinou a suspensão de uma pesquisa depois de uma reclamação de Flávio Bolsonaro. Ana Carolina Tomé tem as informações ao vivo. Oi, Ana.

ACAna Carolina Tomé

Oi, Débora. É isso mesmo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Cássio Nunes Marques, atendeu a esse pedido do pré-candidato à presidência do PL, Flávio Bolsonaro, determinou hoje a retirada do ar dessa, de uma pesquisa do Instituto Atlas Intel sobre a eleição para presidente. O caso deve ser analisado pelo plenário do tribunal nesta terça, que pode reverter a decisão liminar. O levantamento feito em maio com mais de 5 mil eleitores mostrou uma queda de 5 pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro.

A pesquisa foi divulgada depois do vazamento de, do áudio em que o senador pede R$134 milhões a Álvaro Caro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O PL alegou que das 49 perguntas feitas aos eleitores, 8 envolviam o banco em sequência. Para o partido, o questionário foi montado para induzir os eleitores e prejudicar Flávio Bolsonaro. Além disso, alegou que o áudio não tem autenticidade comprovada.

Na decisão, Cássio Nunes Marques afirmou que há indícios de contaminação das respostas e suspeitas de indução ao eleitor. Para o ministro, segundo a pesquisa pode ter extrapolado os limites da regular aferição estatística. Nunes Marques ressaltou que outras 27 pesquisas do instituto não veicularam áudio de investigação e nem fizeram perguntas semelhantes. A Atlas Intel terá que enviar documentos técnicos para explicar a metodologia. O Ministério Público Eleitoral também vai avaliar o caso.

VMVera Magalhães

Débora, obrigada, Ana, pelas informações. O CEO da Atlas Intel, André Roman, se pronunciou nas redes sociais. Ele que estão tentando atacar a reputação do instituto quando os dados não convêm. Aí ele diz aqui, abre aspas: a reputação se constrói lentamente a partir de um trabalho árduo, fecha aspas. Diz também: depois de cada ataque injusto, Atlas Intel consolidou mais, e é justamente isso que vai continuar acontecendo. Eu fiz uma busca aqui, verifiquei que algumas pesquisas estaduais já foram suspensas, ou pesquisas que não tinham registro acabaram sendo suspensas pelo TSE.

Não encontrei nenhuma, nenhum registro aqui de suspensão de pesquisa a partir de pedido de pré-candidato. Não sei se você tem esse histórico, Vera.

VMVera Magalhães

Mas é comum esse tipo de pedido, né? As campanhas pedirem para suspender a divulgação de pesquisas alegando que a metodologia as prejudica. Isso acontece de todos os lados e toda campanha É menos comum ser concedido e ser concedido dessa maneira pelo presidente do TSE, mas é um tipo de pedido comum. Chamou atenção porque todo mundo sabe que o Cássio Nunes Marques foi nomeado pelo Jair Bolsonaro, então se faz uma associação, mas o fato é que é um tipo de pedido relativamente comum.

E agora vamos ver se o Instituto recorre, como é que isso tem seguimento de agora em diante. A alegação foi essa, que a ordem das perguntas induzia a resposta.

VMVera Magalhães

Agora, esse trecho que diz que não dá para saber a veracidade do áudio, o próprio Flávio admitiu, né?

VMVera Magalhães

Exato, exatamente. Isso daí é aquela coisa, na justiça o papel aceita tudo, mas Ele próprio admitiu.

VMVera Magalhães

A gente faz agora mais um intervalo, você fica com o noticiário da sua região. Já já Viva Voz de volta, a gente vai falar sobre a nova delação, a proposta de delação de Daniel Vorkaro, se vai ser aceita ou se não vai ser aceita, e sobre política em outros estados brasileiros. Viva Voz de volta, Igor Cardim tem mais informações sobre a nova delação de Daniel Vorkaro. Há quantos anos essa negociação, Igor?

ICIgor Cardim

Debora, agora a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República devem decidir nesta semana se vão dar continuidade às negociações para o acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorkaro, que é o dono do Master. E aí, de acordo com informações divulgadas pelo G1 mais cedo, os investigadores avaliam agora que o novo material apresentado pela defesa dificilmente será aceito por não trazer fatos inéditos capazes de alterar o rumo das apurações.

A percepção é de que o conteúdo tem caráter mais defensivo e também justificativo do que efetivamente ali uma colaboração. De acordo com essa avaliação dos policiais envolvidos no caso, a segunda proposta trouxe mais detalhes, datas e contextos sobre os episódios que já eram conhecidos pela Polícia Federal, mas sem apresentar provas ou elementos novos relevantes. Então, a PF também analisa se Borcaro continua omitindo informações mães e preservando o nome de aliados políticos, que é uma crítica inclusive que já havia sido motivada ali pela Polícia Federal quando houve a primeira rejeição da tentativa de acordo no mês passado.

E uma nova reunião, então a gente trouxe isso ao longo da semana, no fim de semana também, sobre essa reunião, a expectativa para o encontro entre a defesa do banqueiro, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, que estava previsto para acontecer na semana passada, foi prorrogado deve ocorrer então até o fim desta semana.

VMVera Magalhães

Débora, obrigada, Igor, pelas informações. Agora, se ele tá defendendo alguém ali, tentando não delatar alguém, difícil que não apareçam indícios nos tantos celulares que ainda faltam para polícia avaliar, né, Vera? Agora, com relação à devolução da grana, devolução do dinheiro, mesmo ele não fechando a delação, ele tem que devolver esse dinheiro? Como é que funciona?

VMVera Magalhães

Sabe dizer para Se ele for condenado, né, a devolver, e se o Brasil fechar acordos com outros países onde ele tenha recursos de repatriação desses recursos, isso pode ter decisão judicial de que ele tem de pagar a multa, de que isso também vai fazer parte da condenação dele. Aí uma condenação sem nenhum atenuante, sem nenhuma redução de pena sem nenhum tipo de acordo. Normalmente, quando se faz um acordo de delação, você oferece o tanto que você está disposto a devolver, mesmo antes da condenação, como uma forma de tornar essa delação interessante, de torná-la atrativa.

Mas houve várias condenações, por exemplo, na Lava Jato, em que o Brasil conseguiu, por meio de acordo com o Ministério Público da Suíça, ou com acordo de cooperação ali nos Estados Unidos, reaver recursos sem que houvesse uma necessidade de delação. Então isso pode acontecer. Vai ficando complicado esse acordo com o Vorkaro, porque de um lado ele não parece não ter muito interesse em avançar nas revelações. Não sabe por que ele estaria tomando tantos cuidados de preservar pessoas sabendo que a sua situação é grave, que a sua situação é delicada e que as investigações já avançaram por si só em muitas frentes.

Mas por outro lado, digamos que ele falasse: "Tá, tudo bem, agora eu vou falar tudo, tudo que eu sei", por hipótese, e aí avançasse em relação aos três poderes, citando nomes e citando situações que ainda não apareceram nos seus dispositivos, Será que ela seria aceita ainda assim? Será que não haveria óbvices a essa delação, vindos justamente de grupos que temem essa, a extensão desse acordo? A gente sabe que na direita tem um temor grande sobre o que ele pode causar de abalo na campanha do próprio Flávio Bolsonaro.

Existe um temor dentro do próprio Supremo, porque dois ministros ministros já foram de alguma maneira citados colateralmente nesse escândalo do Master. O ministro Toffoli pelos negócios da sua família com fundos ligados ao banco, e uma família, uma empresa familiar da qual ele era sócio, da qual ele recebia recursos. E o ministro Alexandre de Moraes pelo fato do escritório da sua mulher Viviane ter recebido dinheiro do Vorkaro num contrato milionário sem que tenha ficado muito claro o objeto de atuação do escritório e o que ele efetivamente fez para receber aqueles milhões de reais.

Então, é também uma delação que abarcasse esses assuntos poderia ser mal recebida dentro do Supremo. Supremo esse que eu falei mais cedo com a Cássia, volta ao trabalho essa semana com tensões que escalaram nos últimos dias causadas aí pelas provocações de lado a lado, por diferentes opiniões emitidas aqui e ali em relação a essas questões de código de conduta, código de ética, de atuação de magistrados nesse ou naquele evento, etc.

Então tem muita coisa que é, tensiona o ambiente no Supremo e que pode aflorar nessa semana. Vai voltar o caso da ficha limpa, por exemplo, Vai voltar, por exemplo, o caso da eleição do Rio de Janeiro, que tem pedido de vista com o ministro Flávio Dino. Então muitas pendências, e essa do Vôrcaro sendo a principal delas e a que mais causa divergências entre os grupos dentro do Supremo Tribunal Federal.

CCarol

É, a Bela Megali, colunista do Globo, inclusive traz a informação de que o advogado do Vôrcaro tá sendo procurado pelos bolsonaristas tentando mapear o que que ele tá estava planejando contar nessa delação, sobretudo sobre o filme Dark Horse, né?

VMVera Magalhães

Quer dizer, tá essa tensão no ar aí por essa nova proposta de delação, que também é outra coisa que o Supremo vai ter que decidir, porque tem investigações conflitantes com a investigação do Master, né, em relação a esse filme. Tem uma investigação que o Ministro Flávio Dino pediu da destinação de emendas parlamentares para essa produtora. Isso vai envolver o Flávio Bolsonaro de alguma maneira? O ministro Fachin vai ter que separar um pouco as bolas aí nessa questão, vai ter que dizer o que é de um inquérito, o que é de outra investigação. Então tem muita coisa para definir no âmbito do STF.

VMVera Magalhães

A gente faz mais uma pausa no Viva Voz para que você fique com o noticiário local. Já já estaremos de volta.

CCarol

Estamos de volta aqui com Viva Voz. Hoje não teremos a participação do Edu Graça Na semana que vem ele volta aqui com a gente para falar do noticiário internacional. Vamos com informações em São Paulo com Luiz Fernando Figueirage sobre pagamentos a magistrados. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, tá nessa cruzada contra os penduricalhos, né? Voltou a defender transparência sobre os pagamentos aos magistrados, né, Luiz? Boa noite.

?Voz H

Oi, Carol, boa noite, boa noite aos ouvintes. É isso mesmo, Edson Fachin afirmou que o órgão estuda novos mecanismos de transparência para dar publicidade a valores pagos em atraso à magistratura e aperfeiçoar, na palavra dele, a divulgação de informações sobre a remuneração do Judiciário. As medidas, segundo o ministro, vem sendo discutidas no âmbito do Observatório Nacional sobre Integridade e Transparência, criado durante a gestão dele à frente do Conselho Nacional de Justiça.

ICIgor Cardim

Justiça.

?Voz H

Entre outros pontos levantados nessas iniciativas estudadas, Fachin citou mecanismos de transparência para pagamentos retroativos, né, o aperfeiçoamento da proposta do contracheque único nacional e a revisão de instrumentos de transparência remuneratória. As declarações ocorreram durante a abertura do 6º Congresso Brasileiro de Direito e Políticas realizado em São Paulo. Vamos ouvir.

?Voz 1

Todas essas iniciativas possuem um elemento comum: o fortalecimento da legitimidade institucional por meio da transparência.

?Voz H

Bom, Carol, ao defender as medidas, Fachin disse que a confiança da sociedade nas instituições depende não apenas da fundamentação das decisões judiciais, mas também da prestação de contas por parte do Judiciário.

?Voz 1

Transparência, integridade, e para usar a palavrinha da moda, accountability, ou seja, necessário prestar contas. Nós obviamente evidenciamos que esses não são temas acessórios, são elementos centrais da própria legitimidade democrática do judiciário.

?Voz H

Bom, durante o evento, Fachin ainda completou ser fundamental ter pesquisas e evidências baseadas em dados para o aperfeiçoamento da justiça e para a formulação de boas políticas públicas. Bom, a gente contextualizar, né, esse grupo de trabalho, ele foi criado na sexta-feira, né, ele tá aí para elaborar propostas voltadas à regulamentação e a transparência de verbas pagas a integrantes interesses da magistratura, né? E ele foi criado na sexta-feira pelo presidente Edson Fachin.

A equipe, ela terá 180 dias para apresentar uma proposta ao CNJ que garanta aí a efetiva padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário. Em março, o Supremo fixou quais as verbas podem ser classificadas como penduricalhos e pagas acima do salário mensal estabelecendo que o valor final não pode passar de 70% do salário limitado ao teto do funcionalismo, que é de R$46.300.

CCarol

Carol, obrigada, Luiz. E aí, Vera, Ministro Fachin tá batendo nessa tecla dos penduricalhos. Acho que a agenda positiva possível nesse momento para ele, né?

VMVera Magalhães

É, tem essa e a do código de conduta, né? Essa daí nem foi, aliás, empunhada em primeiro lugar por ele, né? Foi o ministro Flávio Dino que concedeu a primeira liminar, sustando todo o pagamento dos penduricalhos. Em seguida, o Gilmar Mendes concedeu uma outra na mesma direção, no mesmo sentido, também sustando os do Judiciário e do Ministério Público. Houve uma grita generalizada de tribunais de justiça, de outros tribunais superiores, principalmente de associações de juízes e de procuradores e promotores, e isso tá ali nesse pé em que se quer estabelecer uma padronização para todo o país e fixar em lei o que pode ser pago a título de extra teto.

E para que seja fixado em lei, preciso que o Congresso se debruce sobre esse assunto. Congresso vem evitando desde que houve ali a criação do teto de gastos, já havia previsão de que houvesse uma lei complementar que regulamentasse a questão, estabelecesse o que pode e o que não pode ser pago a título de verbas remuneratórias, indenizatórias, de várias naturezas. E aí o que se fez foi que ao longo de décadas se criaram inúmeros puxadinhos para pagamentos muitas vezes bizarros.

Isso foi se perpetuando e criando uma situação insustentável, que foi parada agora com essas liminares. Então, assunto que tá aí pendente, provavelmente vai se arrastar pelo segundo semestre, porque é difícil chegar a esse consenso. Pode-se chegar a um denominador comum em relação à retomada ou não do pagamento dessas parcelas, mas para essa lei, para discussão dessa lei, isso certamente vai ficar para o próximo mandato. De fato quem quer que venha a ser o presidente da República e para o próximo Congresso eleito.

VMVera Magalhães

Nem se houver mais pressão popular, porque esse é um tema, os penduricalhos pegam muito, né, para população, porque afinal de contas é dinheiro público ampliando desigualdade, garantindo privilégios. Quando a gente fala desse assunto, a gente percebe o aumento da movimentação aqui nos nossos canais, né, de comunicação com os ouvintes, as redes sociais também, Então é um assunto que pega mais para a população do que o código de ética propriamente dito.

Você acha que isso não daria um empurrão para esse tema ser discutido ainda esse ano?

VMVera Magalhães

É porque tem que votar nas duas casas, né, Débora? E segundo semestre a gente sabe vai ser de pouquíssima ou nenhuma atividade parlamentar. Eu acredito que a escala 6 por 1, que tá já em tramitação, Então ela tem uma chance de avançar nesse período, até pelo seu enorme apelo também eleitoral. Mas esse assunto vai ficar ali para próxima. Com qual desculpa? Ah não, a gente já parou tudo, tá tudo parado por meio de uma liminar. Então não está sendo pago.

Vão tentar apaziguar essa revolta popular dizendo que se tomou uma providência paralisando o pagamento por meio de liminar. Mas a solução definitiva, com todos os seus contornos, anos. Ela deve ficar mesmo para o próximo mandato.

VMVera Magalhães

Vamos para o nosso próximo assunto. Lucas Arruda em Recife tem mais informações sobre as discussões dos palanques em Pernambuco. Oi, Lucas, boa noite.

VMVera Magalhães

Oi, Débora, boa noite para você, para Carol, para Vera. O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, rechaçou a fala do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e que o presidente Lula terá dois palanques aqui em Pernambuco Pernambuco para apoiar a sua reeleição, citando então o ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, e a governadora Raquel Lira, do PSB. A declaração de Wellington Dias, que deve coordenar a campanha de Lula aqui no Nordeste, foi dada em entrevista hoje ao jornal O Globo, indicando que essa estratégia tem o objetivo de atrair o eleitor de centro.

Depois de toda repercussão, Edinho Silva disse em nota que a posição do PT está E que o presidente Lula tem um único palanque em Pernambuco, que é o de João Campos. O Partido dos Trabalhadores faz parte da Frente Popular de Pernambuco, liderada pelo PSB, e que tem a presença do senador Humberto Costa, do PT, pleiteando a reeleição. Uma apuração do próprio jornal Globo também revela que essa declaração de Edinho Silva acontece em meio a uma irritação da cúpula do PSB com a fala de Wellington Dias.

O presidente do PT inclusive chegou a dizer que esse ruído é desnecessário. Hoje de manhã, durante uma agenda no Palácio do Campo das Princesas, que é a sede do governo de Pernambuco, a governadora Raquel Lira, do PSD, foi questionada sobre essa fala de Wellington Dias, mas se limitou a dizer que existe confiança de ambos os lados.

?Voz 2

Que eu posso agradecer a parceria que o presidente Lula tem feito com o estado de Pernambuco desde o primeiro momento em que a gente se apresentou, é que fomos ao presidente, ele disse que ia ajudar o nosso estado e ele tem feito isso. E é importante a gente poder construir parcerias quando muitas vezes se entendia ou se divulgava de que era impossível que a gente, eu no governo do estado, pudéssemos estabelecer uma relação sólida com o governo federal, com o presidente e com seus ministros. Eu posso aqui garantir que existe confiança de ambos os lados.

VMVera Magalhães

E aí eu lembro, Débora, Carol e Vera, que aqui em Pernambuco Pernambuco, apesar do PT ter declarado apoio ao PSB na disputa pelo governo estadual, quadros importantes do partido são aliados da governadora Raquel Lira, em especial na Assembleia Legislativa. Então, mais um episódio envolvendo PT e PSB, essa relação de partidos primos, vamos dizer assim, aqui em Pernambuco.

VMVera Magalhães

Débora, obrigada pelas informações do nosso colega lá do Recife. Lucas Arruda. Vera, pela lógica, o apoio seria mesmo ao PSB, mas espera-se que Raquel apoie o presidente Lula. E de acordo com as últimas pesquisas, ela virou, né? Ela passou à frente de João Campos.

VMVera Magalhães

Exato. É muito comum esse tipo de situação em que um candidato a presidente tem mais de um apoio no estado. Me admira o presidente do PT rechaçar assim tão prontamente Ele vai querer dizer que o presidente não quer o apoio da governadora, não quer o apoio de quem inclusive está na frente em algumas pesquisas? Eu acho que o Lula vai ser mais jeitoso nessa administração. É claro que o João Campos vai pressionar por uma definição de apoio do presidente a ele, mas o Lula vai dizer aquela coisa: o nosso candidato é o João Campos, mas nós não negamos apoio de ninguém.

Apoio você não recusa. Apoio é sempre bem-vindo, a governadora também faz um bom governo, somos aliados em projetos importantes para o povo de Pernambuco. O discurso já tá até pronto, não precisa nem do ChatGPT para fazer um discurso desse em que você dá uma no cravo, uma na ferradura e fica com o apoio de todo mundo. Pernambuco virou esse estado inusitado em que o Flávio Bolsonaro até aqui não tem um palanque. A Raquel Lira tem no seu palanque apoiadores do candidato do PL, como Mendonça Filho, que é inclusive do partido dela, e outros.

Mas ela não vai querer associar o seu nome à direita porque ela sabe que lá o Lula tende a vencer por uma margem muito grande de votos. Foi assim em 2022 e as pesquisas mostram que vai se repetir, diferentemente de outros lugares no Nordeste. Norte, em que o PT vai enfrentar mais dificuldade nesse ano do que há 4 anos, em Pernambuco a situação parece mais ou menos consolidada de um favoritismo do Lula. Daí porque se criou essa situação.

Raquel Lira não é uma aliada histórica do PT, né? Ela era do PSDB, ela tem um perfil mais liberal, um perfil mais de centro, ela foi prefeita de Campina Grande, de Caruaru. Eu confundi os estados, desculpa. De Caruaru.

CCarol

São João, né?

VMVera Magalhães

Caruaru, que é a grande área de São João. Eu tô querendo criar uma guerra nacional aqui, diplomática. Desculpa, gente, Caruaru. E ela não era aliada do PT naquela ocasião, etc., mas ela se aproximou dele nos últimos anos, nesses anos de governo, e vai querer dizer que apoia, porque isso é conveniente também para candidatura dela.

CCarol

Dá tempo de falar de Minas, gente?

VMVera Magalhães

Que que o Ender Starles, ele falou tchau, mas a gente pode subverter por alguns minutos. Eu apoio, porque já que a gente tá falando, faz essa rebelião aqui.

CCarol

Eu também concordo, tá tudo indefinido por lá, né? Tanto na esquerda quanto na direita, Vera.

VMVera Magalhães

Exato. E é um dos palanques mais importantes do país. E é louco porque você não tem segurança quanto a quem vão ser os candidatos de todos os lados. A candidatura do governador Mateus Pode sofrer um abalo muito grande se o senador Cleitinho confirmar que é candidato. Ele é do Republicanos e hoje ele lidera a direita. E com a recusa do Rodrigo Pacheco, a esquerda também ainda tá tentando juntar os caquinhos e criar um palanque para o Lula, sem garantia de que vai conseguir unir os partidos que vão do centro à esquerda.

Então, uma indefinição gigantesca naquele que é o segundo maior eleitorado, que costuma definir a eleição por seu principal estado pêndulo que temos aqui.

VMVera Magalhães

Muito bem, deu tempo de falar de Pernambuco, de Minas Gerais, e amanhã tem mais Viva a Voz.

VMVera Magalhães

Valeu, Vera, beijo, beijo, gente, até amanhã, um ótimo jornal para vocês.

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