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Juros devem parar de cair

09 de junho de 20266min
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Míriam Leitão fala sobre projeções do mercado financeiro para a economia brasileira. "Os cenários com os quais o mercado trabalha, são de que os juros parem de cair,e já tem gente achando que pode voltar a subir".

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Participantes neste episódio3
M

Miriam Leitão

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
C

Cássia

ConvidadoJornalista
Assuntos3
  • Projeção da taxa SelicCiclo de queda de juros · Mercado financeiro · Boletim Focus · Juros futuros
  • Projeção da economia brasileiraGuerra e conflitos tarifários · El Niño · Choque de oferta · Estreito de Hormuz
  • Fenômeno El NiñoAquecimento das águas do Pacífico · Desequilíbrios climáticos na América do Sul · Produção de alimentos · José Marengo
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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MLMiriam Leitão

Dia a dia da economia com Miriam Leitão. Miriam, boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes. Boa tarde, Miriam.

?Voz C

Ele vai se formando uma opinião dominante aqui no mercado, entre os analistas, pessoal que participa lá da Boletim Focus, que os juros não vão cair, vão cair só um pouquinho, se caírem.

MLMiriam Leitão

Miriam, pois é, teve uma mudança nas últimas semanas, Sardenberg. Tem que estar havendo uma piora sucessiva, né, uma piora gradativa, mas constante da conjuntura econômica no Brasil. A gente tem falado sobre isso aqui nesse comentário, é cada hora aparecendo um problema novo, a guerra, os conflitos tarifários, é cada hora um problema. O El Niño, hoje mais cedo até conversei sobre isso com a Cássia e o Milton, você vai ser a deterioração da conjuntura, e isso tá se refletindo nas previsões do mercado e nos negócios.

Porque o que que acontece, o que, como é que a gente lê que mercado financeiro está apostando agora em um ciclo de queda de juros muito menor, e talvez que já tenha acabado. Porque quando começou, no começo do ano, quando se olhava para frente, parecia que ia ser o ano inteiro de queda de taxa de juros. Aí veio a guerra, então começou a mudar a partir daí, né? Os juros, em vez de cair meio ponto como se imaginava, caíram 0,25%.

Na outra reunião, 0,25%. Então até agora só caiu meio. Quando fala que a juros começa a cair, eles falam do ciclo, um ciclo de queda de juros. E esse ciclo, vocês imaginavam que seria longo, depois ele foi sendo considerado, olha, vai ser menor do que se imagina e tal. E agora, como as projeções do Boletim Focus que acontece toda segunda-feira, é divulgado pelo Banco Central a mediana das previsões de mercado. Ela já tá mostrando que voltou a subir essas projeções, estavam caindo, né, começaram a subir e já estão, e a previsão já tá em 13,52, 13,50, né, é a última de segunda-feira.

Mas o pior é as negociações no mercado de juros futuros. Porque elas mostram um aumento cada vez maior. Resumindo tudo isso, é o que você falou, Sardenberg, as projeções do mercado financeiro, cenários com os quais o mercado financeiro trabalha, é de que os juros parem de cair. 68% das projeções são de que os juros não vão cair mais. E já tem gente achando que pode voltar a subir, voltar aos 15%. Então ainda tem quem diga que os juros vão continuar caindo mais um pouco.

Mas a expectativa do mercado era que em junho as guerras já tivesse acabado. Eu conversei com alguns economistas que disseram, eu perguntei assim, bom, para o seu cenário, quando é que essa guerra termina? Não, em junho já não tem mais guerra. E nós estamos aí em junho com complicações cada vez maiores. Cada vez que faz um cessar-fogo não tem uma solução. Cada vez que parece que vai ter uma negociação bem-sucedida tem uma complicação.

E a guerra ela produz o que os economistas chamam de choque de oferta. Ela tá produzindo um choque de oferta prolongado, né, que é não só alguns produtos subirem de preço, mas ter até dificuldade de fornecimento desses produtos. E não é só combustível, muita coisa passa pelo Estreito de Hormuz. Então esse é o cenário, um cenário complicado. Esse ano é um ano que tudo que estava previsto para acontecer foi alterado pela realidade, né?

Então agora a nova complicação que aparece no horizonte é o El Niño. Ontem eu conversei com José Marengo sobre isso e ele disse que 90% de a previsão do Centro de Previsões dos Estados Unidos é 90% de possibilidade de que ocorra o El Niño. Agora a intensidade dos efeitos climáticos provocados pelo El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico, aí não há certeza, mas a maior probabilidade é que seja um El Niño forte, produzindo então muitos desequilíbrios climáticos na América do Sul, e o Brasil portanto dentro, alvo dessas, dessas oscilações.

E isso afeta, afeta tudo. E afeta a produção, a oferta de alimentos, os preços. Então tudo está sendo alterado pela realidade desse ano de 2026, Sardenberg.

?Voz C

Muito legal. Obrigado, Miriam. Até amanhã.

MLMiriam Leitão

Até amanhã. Até.

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