Por que os millennials demoram mais para conquistar estabilidade financeira
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Fernando
Nathália Larghi
- Dificuldades econômicas na juventudeComparativo com geração X · Avanço educacional vs. aumento de renda · Mercado de trabalho e concorrência · Crises econômicas e pandemia · Custo da moradia · Planejamento financeiro · Reserva financeira · Educação financeira
- Dívidas e prosperidadeNovos desafios geracionais · Visão de longo prazo · Capacidade de poupar e investir
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No fim das contas. Hoje com Natália Largue. Oi, Nath, tudo bem? Boa tarde.
Olá, Fernando, boa tarde, tudo bem?
Tudo bem. Os millennials, os millennials são em geral que nasceram entre 81 e 96, hoje tem ali entre seus 30 e 45 anos. Eles, Nath, e ouvintes, estudaram mais, tem maior acesso à informação, a tecnologia, mas muitos não conseguem alcançar o mesmo padrão de vida quando eles olham para os pais na mesma idade. Explica para gente, Nath, essa sensação de estagnação. Por que tem acontecido isso?
Então, Fernando, tem acontecido isso, né? Inclusive, um estudo divulgado recentemente mostrou essa situação, né? Eles compararam a geração X, né, que é aquela galera que chegou ali aos 30 anos entre o fim dos anos 90, mais ou menos, com os millennials, né, que atingiram ali essa faixa etária mais recentemente, como você falou. E aí os pesquisadores encontraram uma coisa bem interessante, né? Os millennials têm em média mais anos de estudo, mais qualificação profissional, tiveram mais acesso à educação superior do que os seus pais, só que todo esse avanço educacional não se traduziu na mesma proporção em aumento de renda ou de patrimônio.
Então, segundo essa pesquisa, houve um crescimento da renda, né, em relação à geração anterior, só que num ritmo insuficiente para produzir uma verdadeira mobilidade social, ou seja, para efetivamente melhorar a vida dessas pessoas de forma significativa, né. Então, o que a gente viu? Na prática, muitos jovens adultos sentem que fizeram ali tudo que era esperado, né? Ou seja, estudaram bastante, buscaram qualificação, aprenderam outros idiomas, construíram uma carreira, só que estão com dificuldade de alcançar objetivos que antes eram mais comuns para os seus pais quando eles estavam ali na faixa dos 30 aos 40 anos, como por exemplo comprar um imóvel, construir um patrimônio, conquistar alguma estabilidade financeira, digamos assim.
E aí parte dessa explicação tá nas transformações do próprio mercado de trabalho, né? Porque hoje existe uma concorrência muito maior por vagas qualificadas, tem um número muito maior de pessoas com ensino superior, né? Ao mesmo tempo, a gente tem também um cenário econômico que passou por crises importantes nos últimos anos. A gente teve, por exemplo, uma recessão em 2015, 2016, os impactos da pandemia também que mexeram bastante.
Então, além disso, ainda tem alguns itens que simbolizam ali segurança financeira, especialmente a moradia, né, como a gente fala bastante da casa própria e tudo mais, que ficaram proporcionalmente mais caros para as novas gerações. Então causa realmente essa discrepância, né, de uma geração que está mais qualificada supostamente, mas que tem menos patrimônio.
Sendo assim, olhando para esse cenário, vamos falar sobre a importância do planejamento financeiro e de uma construção de patrimônios. Que é bem importante, né?
É isso. É quando a gente olha para esses dados, né, a gente vê que o principal aprendizado, digamos assim, é que essas comparações entre gerações precisam ser feitas com cautela, né? Engraçado, porque quando a gente entra nas redes sociais, principalmente a gente vê muitos memes, né, muita gente reclamando já na idade, da minha idade, a minha mãe já tinha isso, isso e aquilo, e eu tenho aqui um cachorro, dois gatos, né, para alimentar.
Exatamente. Só que a gente precisa fazer sempre essas, essas Separações assim de uma forma cautelosa porque são gerações diferentes em contextos diferentes. Então quando a gente olha, por exemplo, para os desafios enfrentados pelos millennials, eles são diferentes daqueles que foram vividos pelos pais deles. Isso não significa necessariamente que essa geração esteja pior, digamos assim, em todos os aspectos, né? Inclusive esse próprio estudo, ele mostra avanços importantes.
Ele mostra um maior acesso à educação, mais acesso à tecnologia, ampliação do crédito, aumento da posse de bens. Duráveis em diversas faixas de renda. Só que o conceito de prosperidade, digamos assim, mudou. Hoje, quando a gente pensa em construir um patrimônio, isso exige mais tempo, mais planejamento, uma visão financeira de longo prazo, que é uma coisa que a gente fala bastante aqui. Então, planejamento financeiro realmente, ele se torna ainda mais relevante, porque ele ajuda as pessoas, claro, a definir as suas prioridades, organizar os objetivos de forma realista, né?
Porque não adianta a gente traçar um objetivo que a gente não vai conseguir alcançar, porque isso só vai nos frustrar ainda mais. Ele mostra também a importância da gente criar uma reserva financeira, que a gente fala bastante aqui, e também que construir um patrimônio deve ser feito de forma gradual, mesmo em um ambiente econômico mais complexo, a gente não pode deixar de olhar para isso, mas entender que é aos poucos. E aí um outro ponto importante é entender que o patrimônio não é construído só na renda, só que também pela capacidade, por exemplo, de poupar, de investir, tomar decisões consistentes ao longo do tempo.
Então esse estudo mostra justamente que o desafio atual não é só estudar mais, trabalhar mais, né, focar na carreira, construir uma carreira sólida e tudo mais, mas sim transformar esse esforço em segurança financeira sustentável. E aí isso passa cada vez mais por aqui, a gente sempre fala aqui de educação financeira, planejamento, visão de longo prazo, e sempre começar, ainda que aos poucos, para você conseguir conquistar uma coisa lá na frente.
Embora pequenos passos pareçam agora muito pequenos, eles vão te ajudar no futuro. Então o importante é sempre começar de acordo com a sua realidade, realidade. E claro, sem ficar se comparando não só com os outros, mas com gerações anteriores que tinham um estilo de vida e um contexto, um cenário macroeconômico e social também completamente diferente.
Legal, Nath. Agora, se um ouvinte, qualquer geração, milênio, qualquer um quiser entrar em contato com No Fim das Contas, mandar uma pergunta, como é que faz? Você lembra?
Nós temos o e-mail, temos também redes sociais. O nosso e-mail é @nofindascontas@cbn.com.br. Muito fácil, muito simples, é só pensar no nome do quadro, @cbn.com.br. E nós estamos também nas redes sociais com No Fim das Contas.
Obrigado, Nath, uma boa tarde para você e até quinta-feira.
Um beijo, até um beijo, pessoal, até quinta!
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