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Vício em apostas no período da Copa do Mundo

09 de junho de 202619min
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Quem nunca foi chamado para participar de um bolão durante a Copa? Além disso, outro cenário se expande: o das bets, que já se preparam para bombardear o público com propostas de enormes ganhos e enriquecimento rápido. O Dr. Luis Fernando Correia convida o Dr. Rodrigo Machado, psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, para alertar sobre o endividamento, vício e problemas de saúde mental que a prática pode causar. Ouça.

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Participantes neste episódio2
D

Dr. Luis Fernando Correia

HostJornalista
D

Dr. Rodrigo Machado

ConvidadoPsiquiatra
Assuntos3
  • Vício em apostasAumento do vício em apostas durante a Copa do Mundo · Bets esportivas e o perigo do endividamento · Acesso facilitado a apostas online · Marketing agressivo de plataformas de apostas · Impacto cultural do futebol no Brasil · Mecanismos cerebrais de fomento à adicção · Plataformas de apostas como porta de entrada para cassinos · Transtorno do jogo como condição médica
  • Regulamentação de ApostasComparação com a regulamentação do tabaco · Restrições ao marketing de apostas · Políticas públicas de prevenção · Autoexclusão centralizada de jogadores · Arrecadação de impostos de apostas online · Custo do tratamento de saúde mental para viciados · Dificuldade em mensurar o impacto financeiro da saúde mental · População em risco de vício em apostas
  • Sinais de alerta e monitoramentoDificuldade em controlar o impulso de apostar · Prejuízo funcional na vida do indivíduo · Impacto na família e endividamento
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DLDr. Luis Fernando Correia

Saúde em Foco com Luiz Fernando Correia.

?Voz C

Doutor Luiz Fernando Correia, bem-vindo e boa tarde.

DRDr. Rodrigo Machado

Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvintes.

?Voz C

Bom, hoje a gente vai receber aqui, a gente vai conversar com o Dr. Rodrigo Machado, que é psiquiatra psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Oi, Rodrigo, bem-vindo ao Estúdio CBN, tudo bem?

DLDr. Luis Fernando Correia

Olá, tudo bom? Muito obrigado aí pela oportunidade de estar falando, Fernando, sobre um tema, né, tão quente aí, tão relevante para a sociedade.

?Voz C

Pois é, então eu falava antes daqui de começar que a gente tá vendo agora, a gente tá sem campeonato estadual, nacional, tal, então agora a gente tem a Copa do Mundo, a gente tá vendo um impulso por apostas neste momento. Quem é que não conhece alguém que ou já entrou ou já foi convidado para fazer parte de um bolão? Isso é só um aspecto. E além disso, tem outro cenário, que são as bets, que se preparam para bombardear o público com propostas enormes de ganhos, de enriquecimento rápido, com muita propaganda, e junto com isso a possibilidade de endividamento, vício e problemas de saúde mental.

Rodrigo, eu vou começar te perguntando o seguinte: num país em que todo mundo acha que entende tudo de futebol, o que que um evento como a Copa do Mundo traz de perigo em ambientes de apostas?

DLDr. Luis Fernando Correia

Olha, a gente vê um grande perigo envolvendo a questão das bets esportivas, especialmente esse ambiente online, né, com a aprovação, a liberação, né, das apostas esportivas online, então dessas grandes plataformas, todo mundo, isso lá na calada da noite de 2018, todo mundo passou a ter um cassino dentro do próprio bolso, né? Então a proximidade entre o desejo de apostar e a efetivação do ato de apostar ficou algo que a gente nunca antes viu, né, no Brasil.

Então a gente começou a aumentar substancialmente o acesso da população a aposta, algo que a gente sabe que tem potencial aditivo, sem uma regulamentação adequada do marketing que é feito, ou seja, jogadores de futebol amplamente aparecendo nas mídias e fomentando as apostas esportivas, né? E aí a gente tá vendo agora um grande problema de saúde pública. E isso preocupa muito na Copa do Mundo, porque a gente sabe o quanto que a Copa do Mundo e o futebol tá enraizado culturalmente na nossa população, o quanto é algo muito importante para o brasileiro, né?

Só que aquilo que antes era um mero bolão entre amigos, e que sempre existiu, passou a ser um comportamento altamente disseminado e muito perigoso, porque dentro dessas plataformas tem mecanismos altamente pervasivos para o nosso cérebro, que fomentam muito a adicção, né, que recrutam de circuitos que processam o prazer, né, da mesma forma como uma droga faz.

DRDr. Rodrigo Machado

Doutor Luiz Fernando, eu acho importante, eu acho importante, Rodrigo, a gente lembrar as pessoas também que não estamos falando só de aposta esportiva, Essas plataformas de apostas viraram a porta de entrada para cassinos. E nessa parte cassino, vamos dizer assim, da bet online, é muito mais perigoso, porque a velocidade do estímulo é muito maior, essa atuação, ou seja, a ligação desses circuitos neuronais são muito mais rápidos e repetitivos.

Eu acho que é importante, vale a pena você falar desde quando que a OMS entende o jogo como um problema de saúde pública. Isso não é uma impressão nossa como médico, né? Fala só um pouquinho pra gente sobre essa classificação que brotou lá, já tem, sei lá, 25 anos atrás, né?

DLDr. Luis Fernando Correia

A ciência reconhece o atualmente chamado como transtorno do jogo, né, antigamente chamado como jogo patológico, como uma condição médica há mais de 30 anos. O nosso ambulatório lá na USP, por exemplo, ele é primeiro na América Latina, é o serviço científico mais relevante que a gente tem no Brasil, e que é tanto no que tange atendimento à população quanto no estudar como isso, o fenômeno disso na interação com o cérebro. Então a gente já sabe há muito tempo que o cérebro não fica só dependente de substâncias químicas, mas também de comportamentos que sejam muito sedutores, tá?

E como o Luiz Fernando bem falou, as apostas modificaram muito, elas são muito diferentes do que elas eram lá atrás. O ciclo entre o ato de apostar gerando a excitabilidade do risco de ganhar ou não. E o resultado, ele encurtou. Isso faz com que a gente consiga fazer múltiplas apostas, uma atrás da outra, ou múltiplas apostas simultâneas. Então, hoje em dia, antigamente a gente apostava no resultado de um jogo, ou na combinação, ou no resultado do ganhador do campeonato.

Hoje a gente tá numa partida, a gente pode apostar em quem vai ser o próximo cartão amarelo, qual vai ser a próxima lateral. Isso gera um encurtamento entre o ato e o prazer, né? E isso é altamente estimulante para o cérebro, né? Fora, como o Luiz bem mencionou, essas plataformas você não tá só apostando em futebol. Lá dentro você tem todas as outras modalidades clássicas: roleta online, né, caça-níquel online. Então você cria um, você abre esse parque de diversão das apostas, né, uma vez que você tá lá dentro.

E a chance de você, de você ser sensibilizado a outras formas de aposta também É muito grande, né, Rodrigo?

?Voz C

Como é que você define impulso por aposta? O que que significa ser um jogador impulsivo e um jogador viciado?

DLDr. Luis Fernando Correia

É só uma excelente pergunta, Fernando. A questão é: todo mundo pode em algum momento fazer uma aposta, né? Eu posso— uma rifa é uma aposta, está apostando que a gente pode ganhar. A questão é: existem apostas, como eu falei, menos pervasivas. Por exemplo, quando eu aposto numa Mega-Sena, eu tô apostando agora pra um resultado que vai chegar no final do mês ou no final da semana. Existe um espaçamento muito grande, isso é menos pervasivo pro meu cérebro.

Agora existem essas apostas que trazem esse ciclo ultra rápido, por exemplo, né? Então, a questão é: todo mundo vai desenvolver uma dependência? Não. Tem indivíduos que são mais vulneráveis quando a gente começa mais precocemente, assim como acontece em drogas, se a gente começa na adolescência a ter primeiro contato, aumenta a nossa janela de vulnerabilidade. E se a gente vai se expondo recorrentemente, isso em algum momento pode ir passando a modificar o funcionamento dessas vias cerebrais.

Então a gente não sabe quem vai se tornar adicto, mas a gente sabe que existe uma população que é mais vulnerável, né, e que existe a necessidade de uma exposição recorrente a esses objetos de adicção, a esses comportamentos sedutores e prazerosos. E aí frente a uma exposição contínua do tempo, a gente pode passar, começar a modificar essas vias e modificar o nosso comportamento, gerando a adicção. E é uma linha que é invisível, ninguém se percebe ultrapassando.

Ninguém se percebe falando assim: "Eu estou dependente de álcool, né? Eu estou ficando dependente de álcool." A hora que eu vejo, já foi. A hora que eu já estou acumulando as consequências disso. Então, por isso que é tão perigoso, né? As pessoas chegam no nosso consultório, no nosso atendimento, no nosso ambulatório devastadas. Com dívidas, devendo para agiotas, famílias destroçadas. Isso está tendo um impacto macroeconômico severo no Brasil.

E tudo isso por quê? Porque a gente não teve uma discussão com quem deveria ter no momento certo antes da legalização. Então, eu lembro bem quando houve a questão da legalização das apostas no Brasil, existe um dado que era marcante: tinham ocorrido duzentos e tantas conversas no Senado e na Câmara sobre o tema, sendo só 4 conversas com representantes da ciência e da saúde. Então, esse desbalanço mostra o quanto que existe um viés financeiro por trás e menos voltado para a preocupação da saúde.

E agora a gente está, agora sim, a gente está tendo fóruns de discussão sobre isso, infelizmente para coletar os cacos, porque a gente está vendo o resultado que a gente que trabalha com isso já sabia que ia ocorrer, que é jovens pegando o CPF dos pais para cadastrar na plataforma e vindo no consultório dependentes, algo que não acontecia antes, algo antes da legalização. A gente não vinha jovens de 18, 17, 16 anos realizando a posse, mesmo a gente sabendo que é algo ilegal.

O perfil do indivíduo adoecido era outro, né? E o volume de pessoas procurando é muito maior. A gente tá vendo assim um grande problema de saúde saúde pública. Nós do corpo científico da saúde, a gente grita por medidas urgentes de controle e regulamentação. E algo que infelizmente nos angustia, nos preocupa muito.

DRDr. Rodrigo Machado

Luiz Fernando, eu, Rodrigo, queria até ouvir um vídeo. É o seguinte: dificilmente a gente vai conseguir de maneira rápida e prática mexer com a legislação por trás das bets. Agora, eu tenho uma sensação de que a gente tá lidando com umas— você, você talvez é muito novo, você não lembre da época da regulamentação do tabaco, mas a minha, na minha cabeça existe um paralelo muito grande nessas coisas, porque nós tínhamos principalmente a questão que você chamou atenção do marketing.

O que que, além das restrições ao fumo nos lugares, uma das coisas que mudou foi a regulamentação do marketing do tabaco. A gente tinha que trabalhar, na minha opinião, a regulamentação do marketing das bets, porque a gente tinha, quer dizer, o pessoal mais velho que nem eu vai lembrar, era carro de Fórmula 1, era barco, era festival de rock, festival de jazz para um público diferenciado e whatever. Mas o que você acha? Eu acho que esse talvez seja o caminho, né? Porque a adição ela segue o mesmo caminho neural, né, bicho?

DLDr. Luis Fernando Correia

Exato. Olha, Luiz, você trouxe um ponto, um comentário muito bacana, fantástico, porque a gente acredita justamente nisso. Não necessariamente é sobre proibir, né? A gente tem um histórico fantástico em relação à política que foi feita em relação ao tabaco. A gente bem lembra que podia se fumar em lugares fechados, só de repente veio toda essa mudança. Não pode ter mais marketing, vamos aumentar a taxação, vamos colocar as consequências direto no maço lá das consequências de saúde, tem que ir para um lugar específico para fumar.

Ou seja, você vai criando uma série de restrições E que fatalmente as pessoas passam a adoecer menos, porque trabalhar com prevenção é o que traz melhor retorno de custo-efetividade em saúde. É muito mais barato, né, e a gente previne as pessoas de adoecerem. Então tem um grande comissão, comitê de cientistas, publicou numa das revistas científicas mais importantes do mundo justamente diretrizes para o mundo inteiro seguir, de sugestões falando assim, olha, A gente tem que sair dessa visão do indivíduo adoecido, porque é uma visão cara de, do ponto de vista de saúde pública, de cuidados que são caros, e uma visão de saúde pública, de políticas públicas.

Então, o que a gente precisa são de políticas públicas adequadas, como aconteceu na política anti-tabagismo, de que atuem em marketing, que atuem nas esferas de prevenção adequadamente. A gente já tem um grande exemplo muito legal, que não é tão bem em prevenção, mas foi um gol de placa uma placa do governo federal que foi autoexclusão centralizada. O que que é isso? A gente tirou— autoexclusão é o seguinte: quando uma pessoa, ela tinha um problema com jogo de azar, ela chegava na plataforma de apostas e falava assim, no suporte, falava: eu tenho um problema com jogo de azar, eu quero que faça o banimento do meu CPF.

Em tese, as plataformas faziam isso, só que é como se você deixasse a chave do galinheiro na mão da raposa. Depois de um ano eles desbloqueavam o CPF, começavam a mandar mensagens de marketing para pessoa. Então o que que o governo fez, baseado em estudos, em experiências prévias que existiam, é ligou lá no GOV, é uma plataforma controlada pelo governo em que você vai lá, eu falo assim, eu tenho um problema com jogar azar, você coloca seu CPF e aquela plataforma do GOV dispara para o Brasil inteiro, para todas as bets legalizadas, bloqueando, banindo aquele CPF pelo período que a pessoa declarou lá. Pode ser indefinido, pode ser um ano, pode ser 6 meses.

?Voz C

Então isso é muito importante.

DLDr. Luis Fernando Correia

Essa é uma medida que, assim, toda semana, todo dia, a gente passa isso para os pacientes no consultório, eles fazem, é algo que funciona. Então aí a gente tem um grande exemplo. A gente sabe isso daqui, não surgiu do nada. A gente tem uma lista de coisas que a gente sabe que funcionam, baseados em experiências de outros lugares do mundo. Basta os governantes quererem ouvir, estarem dispostos, porque nenhum remédio é gostoso. Tem remédios amargos e que vão trazer consequências.

Diminuir publicidade vai diminuir uma série de aportes financeiros, uma série de consequências, mas tem coisas que são necessárias, como essa que foi feita da autoexclusão ser internalizada.

?Voz C

Doutor Fernando falou sobre fumo, eu me lembrei de um dado que a Folha trouxe recentemente, que o setor de apostas online e cassinos virtuais, arrecadação de impostos deles dobrou nos 4 primeiros meses de 2026, alcançando R$4,5 bilhões. Era R$2,2 bi no mesmo período do ano anterior. Olha só esse valor, esse valor já se aproxima da contribuição mensal de setores como tabaco e agricultura, que recolhem cerca de R$1 bilhão por mês.

Vamos pensar, tabaco mata, agricultura produz, gera emprego, né? E as bets não, não geram nada, só endividamento e problemas psicológicos, de saúde mental. Agora te pergunto, pros dois, o dinheiro tá indo pro SUS? Esse dinheiro tá indo pro SUS pra tratar os adictos do vício dos jogos? Não tá, né?

DLDr. Luis Fernando Correia

Olha, não tá, sim. Infelizmente, por mais que tenham medidas ali, a gente, assim, a gente tá ainda alguns bons anos de ter um SUS estruturado pra tratar o tamanho do problema, né? Começaram as primeiras medidas de capacitação. Frutos que são colhidos disso demoram. Então assim, como sempre no Brasil, a gente cria o problema para depois ir correndo atrás da solução.

DRDr. Rodrigo Machado

Eu acho que uma coisa importante lembrar é o seguinte: no tabaco a gente até consegue mensurar de maneira mais objetiva o custo que isso gera para a sociedade em termos de saúde, que você tem casos de câncer, você tem cirurgia, você tem internação, você tem alguns dados palpáveis, mais facilmente, vamos dizer assim, mensuráveis para você discutir. Nesse caso, você me corrija se eu tiver errado, Rodrigo, fica mais difícil porque nós estamos falando de problema de saúde mental.

Mensurar o impacto, o custo disso no atendimento, ele está diluído justamente porque essas pessoas que vão procurar atendimento muitas vezes elas não procuram, quer dizer, tem as que procuram diretamente que querem resolver o problema, conseguiram entender que tem um problema. E tem aquelas que vão procurar serviços de saúde com outras queixas completamente aleatórias. E cada, geralmente assim, né, vão com queixas aleatórias. A cada semana muda queixa, mas no fundo tem um background, coisa por trás, que é a doença mental.

Então fica mais complicado ainda dizer que essa conta não fecha. No tabaco a gente sabe que não fecha, matematicamente não fecha. Na saúde mental também. O problema é que é mais difícil de contar, né.

DLDr. Luis Fernando Correia

Exato, assim, porque a gente tem danos financeiros que são colaterais e que são em cascata e que acaba ficando difícil de mensurar mesmo. No indivíduo adoecido a gente consegue, por meio de alguns estudos, algumas inferências, chegar em dados, por exemplo, com base em quantidade de absenteísmo ao trabalho que esses indivíduos podem ter, então a gente tem dados científicos que a gente consegue ter uma noção econômica. O problema é que existe um espectro de adoecimento.

Existe aquele jogador que faz uma fezinha de vez em quando e não tem um problema, e à medida que ele vai se expondo ao risco, ele começa a entrar numa esfera que a gente chama de risk gambling, né, o jogador problema, que ele começa a acumular pequenos prejuízos, mas ele ainda não tá francamente adoecido. Esse seria um indivíduo que seria super importante a gente rastrear adequadamente, porque a gente muda a trajetória, a gente consegue reverter um processo que seria muito custoso para ele, para o país, para saúde, para n esferas.

E esse dado, no último levantamento que a gente teve nacional, de dados de 2023, o LENAAD, ele mostrou que a gente já tem 7,3% da população nessa esfera. 7,3% da população já demonstrando sinais de risco de estarem nesse caminho do adoecimento, quer seja por estar faltando trabalho, o acúmulo de dívidas, problemas aí. Ou seja, o dado é bem alarmante.

?Voz C

Rodrigo, para a gente finalizar, quando devo procurar ajuda?

DLDr. Luis Fernando Correia

Olha, principalmente se a gente perceber que começa a ter dificuldade de controlar, ou seja, "Ah, eu ia fazer só uma aposta, na hora que eu vi eu apostei muito mais do que eu deveria", e se eu tenho prejuízo funcional, ou seja, minha vida está sendo impactada em algum dos grandes pilares. Eu estou deixando família de lado, ou eu estou endividando por conta disso. Então esses sinais de consequências que começam a vir a partir das apostas, aí é o sinal de alerta de procurar ajuda.

?Voz C

Perfeito. Doutor Rodrigo Machado é psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Rodrigo, obrigado pela conversa, pelo alerta aqui na CBN. Uma boa tarde, bom trabalho para você.

DLDr. Luis Fernando Correia

Muito obrigado, um grande abraço para vocês.

?Voz C

Doutor Luiz Fernando, muito obrigado pela conversa de hoje. Até a próxima.

DRDr. Rodrigo Machado

Doutor Luiz Fernando, até quinta-feira. Até mais, ouvintes.

?Voz C

Obrigado.

DRDr. Rodrigo Machado

O telefone no meio, né? Não tem jeito.

?Voz C

Obrigado aos dois, obrigado pela conversa. Grande abraço.

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