Pesquisa traz sinais positivos para Lula e aumenta pressão sobre Flávio Bolsonaro
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Lauro Jardim
Cássia
Milton
Rani Veloso
- Caso Banco Master e tarifaço de TrumpFlávio Bolsonaro · Caso Banco Master · Tarifaço de Trump · Daniel Vorcaro
- pesquisa Genial QuestLula · Flávio Bolsonaro · Aprovação e desaprovação de Lula · Eleitorado evangélico · Programa Desenrola 2
- Polarização EleitoralLula · Flávio Bolsonaro · Eleitores independentes · Candidatos da direita
- Campanhas e Copa do MundoFlávio Bolsonaro · Copa do Mundo · Campanhas eleitorais
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Plantão Lauro Jardim.
Bom dia para você, Lauro Jardim.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte.
Bom dia, Lauro.
Falamos agora com a Rani Veloso sobre presidente Lula, que tem o que comemorar com o resultado da pesquisa Genial Quest, que divulgamos um pouco mais cedo, por volta de 7 horas da manhã. Queria que você trouxesse o seu olhar, a sua análise sobre os dados divulgados hoje.
Pois é, Milton, o Lula tem sim a comemorar. São pequenas, ligeiras mudanças, mas todas elas positivas para o Lula. Caiu a desaprovação dele, melhorou a aprovação. Ainda que a desaprovação seja maior que aprovação, mais alta que aprovação, ela tá caindo há 3 meses. E isso é um ponto que o Lula tem de positivo para ele. Tem também de positivo, Milton, que é um dado que sempre temos que olhar nas pesquisas de opinião em relação ao Lula, que foi a queda dos, do número de, do índice de evangélicos que o desaprovam.
Essa desaprovação ainda é muito maior do que aprovação, a gente tem que ressaltar isso, mas ela caiu de maio para junho de 35 pontos percentuais para 25 pontos percentuais. É, o Lula volta assim ao índice que ele tinha no início do ano. Ele tinha piorado muito a avaliação entre os evangélicos, a aprovação dele entre os evangélicos tinha crescido bastante e voltou a cair. Isso é um dado positivo para ele também, como dado positivo para o Lula.
E aí, consequência do programa Desenrola 2, que foi lançado no mês passado, ainda que o programa Desenrola 2 ele atinja uma pequena parte da população ainda, cerca de 30% dos brasileiros disseram que o nível de endividamento deles baixou, ou seja, mais dinheiro no fim do mês, pelo menos menos dificuldade no fim do mês do brasileiro. Então, Mamilton, como eu disse, a gente tem pouco mais de 100 dias para as eleições. Essa pesquisa não trouxe nenhuma Mexida estrondosa no quadro eleitoral quando a gente compara com a pesquisa do mês passado.
Agora, tem de novidade aí, aí uma novidade em relação a mais ao que impacta mais o Flávio Bolsonaro, que é o caso Master e o tarefaço do Trump. Eles impactaram mais a candidatura do Flávio. Agora, é importante que se diga nem de longe tiraram dele a condição de principal oponente do Lula. O Flávio Bolsonaro caiu ligeiramente em relação à pesquisa de maio, mas nenhum outro candidato da direita tem acima de 3% da preferência dos eleitores, do Romeu Tuma ao Ronaldo Caiado, passando pelo Renan, do Romeu Zema, perdão, do Romeu Zema ao Ronaldo Caiado, passando pelo Renan Santos, ninguém tem além de 3%.
Então, nesse sentido, a polarização continua, a disputa continua entre o Lula e o Flávio Bolsonaro. E agora, como eu disse, a gente tem que prestar atenção nessas pequenas mudanças e ver como elas vão evoluir daqui para frente.
E aí, quando a gente faz uma análise, ou pode fazer uma análise a partir das razões que levaram a essa queda do Flávio Bolsonaro, a gente pode atribuir tudo ao escândalo Banco Master, ou tem mais coisa por aí, Lauro?
Cássia, o Flávio teve um mês ruim, Flávio Bolsonaro. Primeiro, a gente tem que lembrar que a pesquisa anterior da Quest, ela não pegou o escândalo do máster, quer dizer, o envolvimento do Flávio Bolsonaro com o Voo Caro, e também não pegou a viagem dele para o Trump. E logo depois, dias depois, o Trump anunciou o tarifácio. Então as consequências para o Flávio foram mais sentidas nesse ponto. Por exemplo, um ponto importante, que entre maio e junho, entre a pesquisa da Quest de maio e a de hoje, aquele eleitor que não se define nem como lulista e nem como bolsonarista, e que a Quest batiza como independente, esse eleitor ficou mais pro Lula e menos pro Flávio.
Vou dar um número aqui: até o mês passado, 31% desses eleitores independentes diziam que votariam no Flávio Lula e 29% votariam no Lula. Agora trocou, 37% dizem que votariam no Lula e 24% no Flávio Bolsonaro. Essa é uma péssima notícia para o Flávio Bolsonaro, Cássia, porque justamente esses eleitores chamados independentes é que podem decidir eleição numa eleição que se prevê tão apertada para um lado, para o outro, quem vencer a eleição, assim como foi eleição de 22, essa pequena diferença, essa inclinação para um lado ou para o outro desses eleitores independentes pode fazer toda a diferença, pode decidir a eleição.
Então o que a gente vai ver daqui para frente é o Flávio Bolsonaro tentando tirar o caso Master da frente dele Não, na minha opinião, não será possível, porque a gente espera-se que daqui até a eleição outros detalhes das negociações entre o Flávio Bolsonaro e o Daniel Borcaro para obtenção daqueles recursos para fazer o filme sobre biográfico sobre o Jair Bolsonaro, isso, as revelações comecem a aparecer, como esse dinheiro chegou aos Estados Unidos, Quanto exatamente, de que forma esse dinheiro chegou aos Estados Unidos, de que forma ele foi usado, foi, precisou de tanto dinheiro assim, um dinheiro absurdo para produzir esse filme.
Isso tudo vai ser revelado e nada disso será boa notícia para o Flávio. Em relação ao Trump também, se, como as pesquisas, essa pesquisa mostrou que o eleitorado dá o Flávio, mostra que o Flávio teve importância na decisão do Trump do tarifácio. Isso, se o tarifácio não regredir, se o governo Lula não conseguir renegociar o tarifácio, baixar essa tarifa ou eliminá-las, isso com certeza vai parar na conta do Flávio Bolsonaro. Agora, então não tem nada nos próximos tempos que ajude o Flávio Bolsonaro a melhorar essa posição.
Talvez uma coisa só, que é com a qual eu vou terminar o meu comentário aqui, Milton e Cássia. Segundo reza a cartilha da política, a gente vai ter agora, com essa Copa do Mundo começando, dominando corações, mentes e dominando noticiário, a eleição, pelo menos em tese, vai ficar em segundo plano. Então isso pode ajudar a campanha do Flávio a baixar a temperatura. Agora, eu acho que ninguém deve se enganar muito, que apesar da Copa do Mundo começar agora essa semana, e de fato o noticiário vai estar todo em torno da Copa do Mundo, as campanhas vão continuar com suas narrativas tentando influenciar o eleitorado.
Mesmo nesse período da Copa do Mundo, ninguém vai descansar nas campanhas. Então isso De alguma maneira vai sim continuar influenciando a opinião pública. O brasileiro vai, a parte dos brasileiros que hoje tá preocupado com política, eleição, vai continuar atenta a esse noticiário.
Muito obrigado pela sua análise, pelos destaques. Um bom dia para você, Lauro.
Bom dia para você, Milton, para você também, Cássia, para os ouvintes, e até sexta-feira.
Até sexta-feira, Lauro.
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