Episódios de Comentaristas

Pessoas mais interessadas na Copa do Mundo em Nova Jersey são latino-americanos

10 de junho de 20266min
0:00 / 6:15
Paulo Vinicius Coelho comenta sobre o clima da Copa do Mundo nos países-sede e conta que, por mais que existam muitos problemas relacionados à política de imigração do governo de Trump, quem faz calor de Copa do Mundo no país são os latinos.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio3
C

Carlos Eduardo Éboli

HostJornalista
P

Paulo Vinícius Coelho

HostJornalista
B

Beatriz Pacheco

ReporterJornalista
Assuntos4
  • Copa do MundoInteresse de latino-americanos · Trump
  • Futebol MexicanoPaixão pelo futebol · Protestos de professores · Briga jurídica por venda de comida
  • Seleção BrasileiraRafinha e Vinícius Jr. · Ancelotti · Dupla de ataque sem centroavante
  • Clima da Copa nos Estados Unidos e CanadáFalta de engajamento inicial · Alemanha
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

— Anúncios inseridos dinamicamente —

PVPaulo Vinícius Coelho

Muito bom dia para você, Paulo Vinícius Coelho.

?Voz C

Muito bom dia para você, Milton Jung. Muito bom dia, Cássia Godói. Aqui são 5 horas e 58 minutos na Cidade do México, palco da abertura da Copa.

PVPaulo Vinícius Coelho

Ontem nós falamos com você, você estava no processo de deslocamento lá de Nova Jersey para a Cidade do México, onde haverá cerimônia amanhã oficial, primeiro jogo com a presença de México e África do Sul. Em campo. Você encontrou aí um ambiente diferente daquele lá nos Estados Unidos?

?Voz C

A impressão que eu tenho, Milton, é que tem 3 países diferentes e 3 Copas diferentes. Não é uma Copa em 3 países, são 3 Copas diferentes em 3 países diferentes. Embora aqui no México tem uma divisão muito grande, né? Ao mesmo tempo que tem a— o México é um país apaixonado por futebol, então você entra no táxi, o taxista fala com você sobre Copa do Mundo, você desce no aeroporto, tem uma fila específica para imigração, para quem vai trabalhar em Copa do Mundo, diferente dos Estados Unidos.

Você chega no fiscal da imigração, o fiscal da imigração fala com você sobre Copa do Mundo, entra no Uber, o motorista fala com você sobre Copa do Mundo, mas tem protesto. Então tem os protestos dos professores que fecham os caminhos até o Estádio Azteca, tem manifestações dos funcionários que vendiam comida dentro do estádio, tinha uma medida cautelar que O que obrigava a FIFA a aceitar que eles continuassem vendendo, então é uma briga jurídica ali.

Mas tem uma Copa diferente porque o México é um país diferente dos Estados Unidos. A primeira Copa que eu cobri foi em 94, eu tava em São Francisco com a seleção brasileira, rodei bastante naquela Copa, mas eu percebia uma situação que a gente falava, a gente via mais público latino em Los Angeles e na Flórida. Hoje, em Nova Jersey, se conversa espanhol com muita gente, e as pessoas que estão interessadas em Copa do Mundo são os latino-americanos.

Por mais que tenha a discussão toda sobre imigrantes no governo Trump, quem faz calor de Copa do Mundo nos Estados Unidos são os latinos. Só que os latinos estão vivendo a vida, trabalhando o tempo inteiro, então você não vê Copa do Mundo todo dia nos Estados Unidos. No México você vê muito mais. Você anda na rua, tchau, um tem o casaco com a camisa do Brasil e uma camisa da Argentina. Os taxistas de algumas empresas particulares vão receber camisas do México e vão ser obrigados, obrigados, aconselhados a usarem a camiseta do México nos dias de jogos.

Amanhã, por exemplo, dia da abertura, os taxistas de algumas empresas particulares e motoristas de ônibus de empresas particulares vão estar com camisa do México. Então é diferente, é uma Copa diferente dos Estados Unidos.

?Voz D

Bom, falando agora da Copa, mas com um olhar sobre a seleção brasileira, hoje vai ter coletiva do Rafinha.

?Voz C

Vai. E é importante olhar para o Rafinha, porque o Rafinha é um dos jogadores mais elogiados pelo Ancelotti, mas que menos jogaram. Ele jogou só 6 das 12 partidas com Ancelotti. A impressão o tempo inteiro é que o Ancelotti quer montar um time para deixar Vinícius e Rafinha como se fossem Bebeto e Romário de 94. É diferente porque o Romário era um grande goleador, nem o Vinícius nem o Rafinha são gigantescos goleadores. Mas são os dois maiores talentos dessa geração.

E no entanto, dos 12 jogos do Ancelotti, Vinícius e Rafinha só jogaram juntos 4 vezes. E o Rafinha não tem gol, não fez nenhum gol. Vinícius fez 3 dos 26 gols da era Ancelotti, o Rafinha não fez gol nenhum. Mas o Ancelotti segue apostando nele como grande referência para fazer uma dupla com Vinícius na frente sem ter um centroavante. E os dois precisam começar a reagir, porque senão você vai montar um time que vai se estruturar defensivamente, mas as duas cerejas do bolo, esquece Neymar, o Ancelotti tá esperando muito de Rafinha e Vinícius.

Vamos ver o que o Rafinha fala sobre isso hoje à tarde, 1:30 da tarde no horário do Brasil.

PVPaulo Vinícius Coelho

E aí lá em Nova Jersey, né? E aí só para fechar o ciclo aqui, até porque eu havia comentado isso um pouquinho antes, quando você falou que em vez de ser uma Copa em 3 países, é uma Copa em cada país. É, cada uma. A gente não falou do Canadá, mas eu tinha falado mais cedo da falta de engajamento por enquanto no Canadá em relação aos jogos da Copa. Alguns ouvintes até escrevendo, perguntando: mas não tem Copa no Canadá? Tem o mesmo número de jogos no Canadá tem no México, né? 13 jogos, isso, passagem de algumas seleções bem importantes.

Até a Alemanha estará por lá, por exemplo. E mesmo assim a agitação é diferente. Talvez depois, quando a bola começa a rolar, as coisas esquenta um pouco. Mas é que no Canadá a coisa é meio fria mesmo, né?

?Voz C

É menos boleiro, né? É a Copa mais insípida das três até agora. Vamos ver com a Alemanha, pode movimentar isso bem.

PVPaulo Vinícius Coelho

Tá certo. A chegada das torcidas move muito com esse clima nas diferentes cidades. Muito obrigado, PVC. Bom dia, até amanhã.

?Voz C

Bom dia, até amanhã.

?Voz D

Até amanhã, PVC.

— Anúncios inseridos dinamicamente —