Exercícios simples de 4 minutos podem ajudar a melhorar a mobilidade de pessoas idosas
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Luis Fernando Correia
Cássia
Milton
- Importância do treino de forçaPrograma FAST · Universidade Penn State · Revista PLS ONE · Mobilidade em idosos · Prevenção de quedas · Adesão a exercícios
- Saúde e bem-estar dos idososAumento de repetições em teste de cadeira · Aumento do tempo de equilíbrio em uma perna · Diminuição do tempo de sentar e levantar · Manutenção da independência
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Saúde em Foco com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, Doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte. Bom dia, Doutor. O senhor nos traz um estudo, uma novidade em relação aos estudos sobre a mobilidade dos idosos. Alerta importante. Pois é, Milton, o que a gente observa é que muitas vezes o idoso— eu tô falando aí de idosos mais frágeis, idosos que estão, que ficam em casa porque estão com dificuldade de mobilidade, ou que se movimentam pouco— é muito difícil que a gente consiga que esse idoso passe a fazer um treinamento de força tradicional, né, organizado, enfim, mesmo que seja em casa, funcional, mas não faz parte do dia a dia deles.
Então, um grupo da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, publicaram agora um trabalho na revista PLS ONE, mostrou um ensaio clínico pequeno, mas uma ideia bastante simples. Eles chamavam o programa de FAST, ou seja, rápido, né? 4 exercícios, cada um feito por 30 segundos, com 30 segundos de descanso entre eles. Flexão de braço na capacidade da pessoa, pode ser na parede, enfim, no início. Levantar da cadeira, levantar e sentar.
Fazer remada com banda elástica em vez de ser com aparelho. E um step, subir e descer um degrau. Só isso. 4 minutos do começo ao fim. Foram 97 idosos. Vamos reparar que a idade média de 74 anos. Todos eles já tinham alguma dificuldade de andar. A metade desse grupo recebeu treino, orientação, inicialmente até pessoalmente, presencialmente, depois por vídeo, e a outra metade tocou a vida normalmente, com orientações de fazer exercício, mas deixaram ao critério do idoso.
E acompanharam esse grupo por 12 semanas. O que aconteceu foi o seguinte: No teste de levantar cadeira, o máximo de vezes que a pessoa consegue levantar em 30 segundos, que é um teste importante, quem treinava conseguiu 4 repetições a mais. Volto a dizer, parece pouco, mas estamos falando de pessoas acima de 74 anos de idade. O tempo de equilíbrio numa perna só aumentou 3 segundos e meio, e o tempo de sentar e levantar 5 vezes seguidas diminuiu 2 segundos, ou seja, ele consegue fazer isso de maneira mais rápida e mais ágil.
Tudo isso, para quem tá ouvindo, parece que é muito fácil, né? Muito pouca coisa, é um ganho muito pequeno. Mas esses testes, teste de sentar e levantar, teste de permanecer equilibrado numa perna só, teste de velocidade de sentar e levantar de novo, isso mostra o quê? Mostra a capacidade do idoso de prevenir que ele caia, que tem dificuldade de caminhar e que lá na frente ele perca a sua independência completa. Então, na prática, isso mostra que a questão mais difícil, principalmente nesse grupo dos idosos, não é a falta, não é a prática, é a falta, não é a falta de eficácia do exercício, é a falta de adesão.
A gente sabe que treino de força é importante, que funciona. Agora, a estatística mostra que pelo menos é só 20% dos idosos conseguem manter recomendação de fazer 2 vezes por semana exercícios de resistência, exercícios de força. As rotinas de academia são longas, aumentam a dor dessas pessoas, já tem, fica difícil, é confuso. Muitas vezes lembrar que o que já é complicado, às vezes, por qualquer um, né? Quando você olha aquela planilha de treino da academia, às vezes tem que tomar cuidado, né?
Quantas repetições, quantas séries, quanto ao intervalo de descanso. Então, muitas vezes, o idoso desiste disso. Então a ideia de fazer um treino desses curtos todos os dias em casa, 4 minutos, ganhando um ganho mensurável de qualidade de movimento e de equilíbrio, é interessante. Achei bastante interessante essa provocação e acho que precisa-se fazer realmente estudos maiores com grupos grandes, talvez um programa desses organizado até com objetivo de saúde pública, para diminuir a quantidade de quedas dos idosos, para que a gente possa prevenir.
E hoje a gente já sabe, gente, o idoso que sofre uma queda pode sofrer uma fratura, e isso é um fator de mortalidade importante para esse idoso. Então é bem interessante, achei bastante interessante trazer essa conversa aqui para a gente provocar os nossos idosos a se moverem mais e principalmente se prepararem para ter mais independência e mais equilíbrio. Muito obrigado, Dr. Luiz Fernando, e um bom dia. Bom dia para você, Milton, Kácia e todos os ouvintes. Até amanhã, doutor.
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