O que a nova Genial/Quaest revela sobre a disputa presidencial
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Fernando
Nadedja
Maria Cristina Fernandes
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Tudo é Política com Maria Cristina Fernandes. Boa tarde, Maria Cristina Fernandes.
Boa tarde, Fernando, Nadedja, boa tarde, ouvintes.
Boa tarde, Maria Cristina. Nós já trouxemos aqui os números da pesquisa Genial Quest divulgada hoje com as intenções de voto para presidente da República. Quero saber então a sua análise, começaremos por onde.
Pois é, Fernando, eu acho que tem aí a confirmação já antecipada por outras pesquisas de um número mais significativo a queda do candidato, pré-candidato pelo PL, no segundo turno, a distância entre Lula e Flávio hoje é de 6 pontos, né? Em relação à pesquisa de um mês, nessa pesquisa mensal do mês passado, o Flávio Bolsonaro estava à frente do presidente Lula, tava 42 a 41, empate técnico, mas numericamente era esse número. E agora o presidente tem 44% e o Flávio está com 38%.
Esse é o dado mais relevante. Agora, nos recortes, o que é que a gente vê? O crescimento do Lula se deu entre os independentes. Ele tinha 29%, agora tem 37%. O Flávio tinha 31%, caiu para 24.
Maria Cristina, só uma questão: como é que você define o eleitor independente do Brasil?
Que diz que não está, não vai votar nem Lula nem vai votar em Flávio. Então Lula conseguiu conquistar uma parte desse eleitor que diz que não é, é o eleitor nem-nem, tá? Não é nenhum nem outro. E a rejeição do Lula ficou igual, 53%, e a de Flávio cresceu, mas cresceu ali margem de erro de 54% para 56%. O que é que fez essa diferença aí, que é significativa, ela confirma esse crescimento, mas vamos combinar que considerando todo o noticiário, Fernando e Nadedja, temos aí o Daniel Vorkaro, os áudios, a confirmação desse diálogo entre o ex-banqueiro do Master e o senador Flávio Bolsonaro, né?
A confirmação de que ele pediu dinheiro ao Alvorcaro para supostamente financiar esse filme do pai. As tarifas do Trump, que as pessoas sabem que podem ameaçar um PIX, foram em parte motivadas pelo PIX. Essa designação de PCC e Comando Vermelho por terroristas. Então, a jornada 6 por 1, que é um ponto do governo. Então, considerando tudo isso, é uma queda que poderia ter sido até maior, né? Então não é nada tão expressivo assim, mas é uma queda, é uma queda importante.
Então essa, o Flávio, a única região em que ele está à frente, a região sul, e no ensino superior, entre os eleitores de ensino superior, ele está ali também na margem de erro, mas está à frente com 32 pontos, enquanto Lula tem 29. E aí, se a gente considera as políticas públicas A isenção do imposto de renda é uma política pública aprovada e que todo mundo sabe que foi o governo Lula que fez. O Desenrola, uma política pública de boa aprovação também, todo mundo sabe que isso decorre do governo.
Mas todos esses fatores aí, o master aumentou de 9 para 16. Quem acha que a família Bolsonaro é negativamente afetada pelo pelo Master. Mais da metade sabem que o Flávio conversou com o Volcaro. 65% acham que ele errou em pedir dinheiro ao Volcaro para fazer esse filme. Agora, só 12% dizem que diminuiu a vontade de votar no Flávio por conta dessa coisa toda do Master. Sobre a classificação de PCC e Comando Vermelho como terrorista, 60% acham que é o governo brasileiro quem deveria fazer isso, não governo americano.
E sobre as novas taxas americanas, vamos combinar também que o conhecimento lá atrás no Tarifaço foi maior, porque hoje 48% sabem das novas taxas, 51% não sabem. Assim, percentual dos que não sabem é maior, muito embora seja muito próximo, né, margem de erro ali. Lá no Tarifaço do ano passado, 84% sabiam dessas taxas. Tudo bem que Tarifaço foi lá 50%, mas o Brasil foi surpreendido, né? Agora é como se o eleitor dissesse de novo, né?
E como aquelas taxas foram revertidas, há uma expectativa de uma parte da população que elas também possam ser revertidas agora. Mas mais da metade dos entrevistados acham que vai prejudicar o Brasil. Lá atrás era 80% quem achava que prejudicaria o Brasil. Agora, tudo isso fez com que Lula hoje encarne mais a defesa da pátria, dos interesses nacionais, do que Flávio, né? Hoje a diferença é de 47 a 37, 47% a 37%. Flávio e Lula, quem melhor encarna esses valores em defesa do país.
E os problemas também variam um pouco na pontuação, mas continuam nesta ordem que eu vou dizer aqui, os maiores problemas, do maior para o menor: violência, corrupção, problemas sociais, economia e educação. É isso.
Um outro ponto eu queria te ouvir também, Maria Cristina, com relação aos evangélicos, a desaprovação dos evangélicos com relação ao governo Lula. Que é grande, porém nessa pesquisa diminuiu um pouco. Em maio, a diferença entre desaprovação e aprovação era de 35 pontos percentuais, agora de 25 pontos percentuais. O que que nos leva a esse número?
Aí eu acho que tem um impacto de Master View, Fernando, porque é que é o— esse tema da corrupção é um tema que pega muito no público evangélico e E essa associação do Flávio ao escândalo, ao banco, e a Boccaro foi algo que não caiu bem nessa parcela da população.
Perfeito. Maria Cristina Fernandes, obrigado mais uma vez. Uma boa tarde para você e até sexta.
Amanhã não tem por causa da Copa, né? Agora vai ser um—
então amanhã não tem. Tá bom, folga amanhã. Não sei, não é folga, folga só daqui do Estúdio CBN, mas amanhã não tem programa, tá bom?
Tá certo, a gente vai nessa Copa Política, parece que vai ter um respirozinho, né?
Não sei se isso é bom, se é ruim, mas tá bom. Um beijo, Maria Cristina, um beijo para vocês, Ryan Reynolds here from Mint Mobile.
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