Você sabe o que é um "agente de IA"?
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Oferecimento Eleven Labs, a inteligência artificial que fala onde você precisar. Tássios Veloso, muito boa noite. Você continua acompanhando o Web Summit no Rio?
Oi, Débora, boa noite para você, boa noite para Carol, para todos. Seguimos aqui firmes e fortes, terceiro dia de evento.
Oi, Tassos. Nesse mundo de inteligência artificial tem um termo que tá ganhando destaque, né, que é o agente de IA. O que que é isso? Como é que a gente utiliza no dia a dia? Agente de IA faz esse serve café ou não?
Você já usou um agente de IA, Débora? Sabe o que é?
Eu não faço a menor ideia.
Então é hoje o dia. Primeiro vamos entender a situação. Imagina o seguinte: ChatGPT, Copilot, Claude, etc., são sistemas em que a gente se acostumou a conversar com eles. Você manda alguma coisa, sistema responde, você manda mais uma, e aí vai elaborando uma conversa. Então esse foi o começo da inteligência artificial. E quando a gente chega no assunto do agente de AI, é um avanço em relação a esse tipo de funcionalidade, porque o sistema ele vai ficando mais completo, ele vai ficando mais sofisticado e ele consegue fazer mais coisas.
Esse termo agente é uma tradução do inglês, talvez nem seja o melhor nome, é o melhor que a gente tem, porque ele indica uma certa autonomia. Uma autonomia do robô, do computador, do celular para realizar tarefas sem depender tanto do ser humano que fica naquele vai e vem de instruções. E esse tem sido o grande termo do momento. Existem empresas que estão treinando seus funcionários, estão dando curso. Tem gente que coloca no YouTube também, por aí vai, mostrando como formatar esses jovens para que eles façam uma série de coisas, na realidade, o que você quiser.
Então eu conto um exemplo pessoal meu que eu tô configurando ainda, tem uns 10 dias. Eu pluguei o meu email, de meus emails na realidade, num agente que me auxilia a fazer certas buscas. Então se antes eu precisava colocar lá um assunto de fio—
Ah não, perdemos o Tássio agora que tava ficando bom. Caiu a ligação. Tá explicando para gente. Voltou, voltou. E aí, você tava treinando o seu agente?
Então, eu pluguei nos meus endereços de e-mail e aí, conforme eu faço certas perguntas, o agente lê as mensagens e já propõe as respostas e propõe até ações em cima dessas respostas. Ainda é um exemplo muito simples.
Tem gente que pluga o e-mail Ai, gente, vamos tentar refazer essa ligação com o Tácio. Eu acho, eu vi uma experiência, quer dizer, tô vivendo uma experiência que talvez seja um agente de IA. No meu curso de pós-graduação, a gente tem lá uma área onde o professor coloca todos os textos, todas as informações sobre a disciplina, né? E daí tem um IA, a gente entra nessa área e pode fazer a busca o assunto dentro do material que ele disponibilizou.
Tô desconfiada que isso é um agente de IA, Carol. Será? Não, pelo que tá se explicando, é, parece que sim, porque ele treinou a inteligência artificial a fazer a busca, a tirar dúvidas sobre aquele conteúdo específico da disciplina, uma disciplina super difícil inclusive, métodos quantitativos, matemática e estatística pura. Nossa! E tem ajudado, tem ajudado bastante. Quando a gente tem dúvida, a gente faz a busca ali, ele já vai no— Eu não sei se o Tassos conseguiu ouvir, mas eu tô— Você citou aí o exemplo do agente de IA que sugere respostas para o e-mail.
Aí no meu curso da pós-graduação, a gente tem lá dentro do material que o professor disponibiliza uma área em que a gente pode perguntar para IA coisas relacionadas à disciplina e ela explica baseada naquele material. Seria um agente de IA?
Ainda é um chatbot, Débora.
Ah, tá.
Um agente de AI, ele depende de mais coisas conectadas nele e com isso vai propondo soluções mais elaboradas. Ele pode navegar na internet, ele pode controlar o seu computador, ele assume o teclado e o mouse. Se você falar, explicar direitinho, ele cria um email em seu nome, pode ter uma rotina do tipo: todo dia pela manhã, às 9 horas da manhã, faça uma seleção, faça um relatório dos meus compromissos do dia, mas já me aponte o que é prioridade, o que não é, diante dos relatórios anteriores da empresa.
Esse seria um exemplo de um agente de IA. Você vê como o comando vai ficando muito mais complexo, vai dependendo de outros serviços que estão plugados nele. Então, só que isso no mundo das empresas pode ter um valor gigantesco, conforme essas coisas são orquestradas. Esse é o termo, é a orquestração. E hoje, durante o Web Summit, eu conversei com a Priscilla Larran, que é presidente da Microsoft, e ela tava me contando que ela enxerga 4 níveis para implementação de um agente de IA na vida de uma pessoa ou na vida de uma empresa. Eu separei 3, vamos dar uma olhada.
Acho que tem 4 coisas que podem acontecer quando a gente pensa em agentes de IA. É você cria alguma coisa e usa IA para melhorar. Segundo é quando você é um editor. Você dá uma tarefa, né, pra IA, ela executa e você revisa. Depois você tem o diretor. Você dá direções pra inteligência artificial, ela executa e te usa como um balizador e aprovador daquilo. E o orquestrador é aquela pessoa que cria pra ele mesmo: "Olha, eu tenho esse conjunto de agentes que vão trabalhar entre eles pra resolver um problema. E eu só vou ser acionado como humano no momento que você chega em um bloqueio.
Otácio, Leopoldo Rosa você conhece bem, né? Colabora aqui com a gente, nosso ouvinte também conhece, disse que tá vivendo só por conta de agente de IA, disse que já fez vários, disse que vai me dar um curso, vou aceitar, tô precisando também, tô por fora assim.
Não, e assim, o agente ele atua às vezes como assistente, tem pessoas mais avançadas no mundo da IA que já colocam vários com perfis diferentes, então um é mais analítico, o outro é o o advogado do diabo que fica questionando, esse de perfil mais analítico. Aí tem um que é apaziguador. Então colocam os próprios robôs, digamos assim, né, os robôs digitais, para conversarem, debaterem e entregarem o resultado. Então é um pinga-fogo que você consegue fazer também com a inteligência artificial.
Otácio, deixa eu aproveitar que você tá aqui para falar sobre o evento, né, que é um evento de inovação que tem importância também para o ecossistema de negócios. Como é que as empresas se relacionam aí?
Carol, esse é um evento que tem palestras, tem as masterclass, que são grandes aulas de autoridades em variados assuntos, mas também tem muita roda de conversa e roda de negócios. Tanto que esse ano foram 1.712 startups que se inscreveram no Web Summit Rio, 688 investidores que estão participando, e existe todo um movimento para que que essas pontas elas se conectem. Inclusive, uma curiosidade é que é o ano em que mais cresceu o número de empreendedores solo também.
E tem uma suspeita aqui de que eles estejam usando a inteligência artificial para também criar coisas sem depender de equipe, etc. Mas no caso dos negócios, é muito comum encontrar stands, ou até pequenos, são balcões onde as empresas colocam as As startups colocam telas de computador e vão demonstrando. Tem uma que trabalha no mundo jurídico, outra no mundo da medicina, outra em educação, e com coisas muito específicas para professor, para o advogado que lida com privacidade, e por aí vai.
E começam essas lojas de conversa por aqui. E o que a Renata Petrovic, do Red de Inovação do Bradesco, me contava também ao longo do dia, É que as conversas começam aqui, mas elas vão evoluindo fora do Web Summit. Então o Web Summit é um catalisador. Você não chega a fechar um contrato durante o evento, ou pelo menos é muito difícil. Mas você gera os chamados leads, o pessoal do marketing conhece esse termo. Então você começa ali, cadastra o nome da pessoa que está interessada no seu produto, depois vai lá, manda uma mensagem, marca uma reunião, uma call, né, pro pessoal que gosta do inglês.
Arca e sacola e desenvolve melhor a ideia. E depois disso pode ter um impacto de, ao longo de todos os Web Summit, e o evento está fechado para ocorrer no Rio até 2030, serão— eu tô aqui puxando de cabeça agora, mas tava algo na casa do bilhão de reais de impacto econômico. Se eu tiver equivocado, eu peço desculpas, mas é mais ou menos por aí, por causa dessas conexões que são feitas. Entre empreendedores, os próprios criadores de programas de computador, as startups e os investidores.
Valeu, Tássio. Beijos, até.
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