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Irlanda do Norte vive onda de violência anti-imigração

11 de junho de 20264min
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Na Irlanda do Norte, uma série de protestos violentos ocorreram após um homem sudanês atacar com uma faca um outro homem.

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Participantes neste episódio3
A

Ana Leoni

HostJornalista
Á

Álvaro Machado Dias

AnuncioEspecialista
A

Ariel Palacios

AnuncioComentarista
Assuntos3
  • Violência xenófoba na África do SulProtestos violentos em Belfast · Ataque com faca por homem sudanês · Adin Aludid · Incêndio de casas e carros · Desinformação nas redes sociais · Elon Musk · Protestos em Dublin, Edimburgo e Southampton · Revisão da fronteira Irlanda-Irlanda do Norte
  • Sistema eleitoral de IsraelCandidatura de Benjamin Netanyahu oficializada · Eleição após ataque do Hamas · Falhas na segurança · Coalizão de extrema direita · Pesquisas de opinião · Possível coalizão de oposição com partidos árabes
  • Sionismo e expansão israelenseSanções anunciadas por Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Noruega · Proibição de entrada de Bezalel Smotrich na França
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O Mundo em 3 Minutos. Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje a gente começa falando sobre Irlanda do Norte, onde uma série de protestos violentos ocorreram após um homem sudanês atacar com uma faca um outro homem que perdeu o olho. Isso aconteceu em Belfast. O acusado se chama Adin Aludid. Tem 30 anos. Ele entrou na Irlanda do Norte a partir da República da Irlanda em 2023. Aí solicitou um asilo e recebeu uma autorização de residência de 5 anos.

E esse foi estopim para uma noite de extrema violência, com homens mascarados incendiando casas que eles acreditavam abrigar imigrantes, também carros, ônibus, lixeiras, foram incendiados. Com esse cenário e com muita desinformação rolando nas redes sociais, com ativistas de extrema-direita incitando os protestos, inclusive Elon Musk comentou e republicou conteúdo sobre esse assunto, aí uma multidão se reuniu no centro de Dublin exigindo mudanças no sistema de imigração da Irlanda.

Também houve manifestações em Edimburgo e Southampton, na Inglaterra, e nesse caso dezenas de manifestantes se reuniram diante de um hotel que é usado para abrigar solicitantes de asilo. O primeiro-ministro britânico, Kiersten Starmer, e políticos da Irlanda do Norte condenaram a violência. Starmer classificou o ataque à faca como repugnante e condenou os distúrbios em Belfast, afirmando que não há justificativa para violência nem para quem a incentiva, online ou fora das redes.

Alguns políticos afirmaram que esse seria um bom momento para uma revisão da fronteira que é aberta entre Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido, e a República da Irlanda. E é uma questão muito sensível essa fronteira, é um tema sensível por lá, porque a livre circulação entre Irlanda e Irlanda do Norte é considerada um dos pilares do processo de paz que encerrou os The Troubles, que foi um conflito que deixou cerca de 3.600 mortos antes do chamado Acordo da Sexta-Feira Santa, que foi assinado em 1998.

Passamos agora para Israel. O Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, oficializou a candidatura dele nesta quarta-feira. A eleição ainda não foi oficialmente convocada, mas precisa ser realizada em Israel até outubro. E essa será a primeira eleição desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Aliás, Netanyahu, caso não seja reeleito, terá de explicar as falhas na segurança que culminaram no ataque. Isso não aconteceu até agora.

Vamos lembrar que Netanyahu voltou ao poder em dezembro de 2022, está desde então à frente da coalizão mais à extrema direita da história de Israel. E pesquisas mostram que a coalizão de Netanyahu não conseguiria obter maioria no parlamento. Uma pesquisa Pesquisa do Centro de Estudos do Instituto Israelense de Democracia mostra que 61% dos israelenses acreditam que Netanyahu não deveria concorrer novamente. Há um outro cenário que indica que uma possível coalizão dos partidos de oposição que não conseguiria alcançar a maioria no parlamento, ao menos que formasse uma aliança com partidos árabes, e vários líderes não querem isso.

E ainda sobre Israel, Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Noruega anunciaram sanções contra colonos israelenses e líderes da extrema-direita de Israel. A França, por exemplo, proibiu a entrada do ministro de Finanças de Israel, um dos mais extremistas do governo, Bezalel Smotrich. Mundo em 3 Minutos, até amanhã.

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