‘Todo ano eleitoral no Brasil gasta-se mais do que se pode para tentar conseguir votos’
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- Pautas-bomba no SenadoCongresso aprovar projetos fora do planejamento federal · Governo e Congresso se aproveitando da época eleitoral · Medidas sem sustentação no orçamento · Aumento de salários e regalias para grupos especiais · Estouro do orçamento e déficit público · Disfunção dos poderes da República · Política clientelista
- Gastos EleitoraisAumento de gastos para conseguir votos · Herança de gastos para o próximo governo
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Momento da Política, com Merval Pereira.
E aí, Merval, como vai?
Tudo bom, Sardenberg? Boa tarde, ouvintes. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, Merval.
Como já informamos, né, Cássia, Merval, ouvintes, houve uma troca aqui de posições, já que estamos falando de Copa do Mundo, uma troca de posições entre Miriam e Merval. O assunto é a pauta bomba. O Senado de repente começou a encaminhar uma série de propostas que espetam uma conta forte no Tesouro Nacional. E parece que eles não estão muito preocupados com a fonte de arrecadação, com a fonte de receita. Enfim, como é que você vê isso do ponto de vista político?
Olha, Sardenberg, eu sou contra essa história do Congresso aprovar projetos e decisões, tomar decisões que não se encaixem no planejamento do governo federal. Eu acho que isso devia ser uma obrigação. O partido que ganhou tem a prioridade para estabelecer os projetos do país. Então o Congresso devia, dentro desse projeto federal, encontrar as obras, as propostas que se encaixem com ele, né? Mas o que tá acontecendo hoje é que não há projeto nenhum de governo E tanto o governo quanto o Congresso estão se aproveitando da época eleitoral para aprovar medidas que não têm a menor sustentação no orçamento.
Eles querem é ajudar a grupos especiais, tanto o governo quanto o Congresso. Aumentando salário desses grupos, aumentando as regalias. E é o que tá acontecendo. O governo faz isso de um lado, estoura orçamento, estoura o déficit público. E o Congresso também faz isso sem pensar nas consequências fiscais disso. Então, e não é nem a favor do próximo governo, porque o próximo governo vai herdar essa gastança toda dos dois lados, né?
Então realmente é uma situação que revela a disfunção, a função distorcida dos poderes da República, né? Não dá para você ter poder e não pensar no futuro, não pensar no global e favorecer setores específicos ou classes específicas. Aí o país não aguenta.
É a velha política clientelista, né?
É dos dois lados, né? Do governo federal e do Congresso Nacional. É um— se não há quem quem aguente, não há custódica que aguente.
É, exatamente. E bom, e além disso pode ter a possibilidade ainda de discussões jurídicas e tal. Enfim, estão fazendo uma lambança aqui nesse ano eleitoral. É isso aí, né, meu irmão?
É realmente, os anos eleitorais no Brasil são sempre atípicos, né? É atípico Os jogos estão ficando típicos porque todo ano eleitoral gasta-se muito mais do que se pode para tentar conseguir votos.
Merval Pereira, obrigado, Merval. Até amanhã.
Até amanhã, Senna.
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