Episódios de Comentaristas

A comunicação entre os apaixonados

11 de junho de 202610min
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A falta de comunicação é uma das maiores razões para o desgaste entre os casais. Em clima de Dia dos Namorados, Leny Kyrillos fala sobre como comunicar o amor.

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Participantes neste episódio3
L

Leny Kyrillos

HostEspecialista em comunicação
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
Assuntos4
  • Linguagens do amor e presentesLinguagem física (abraço, beijo, proximidade) · Atitudes de serviço (ajudar, entregar algo) · Tempo de qualidade (estar presente) · Palavras de afirmação ('eu te amo') · Presentes · Gary Chapman
  • Relacionamentos e Dia dos NamoradosA importância de comunicar o amor · Formas de comunicar amor (palavras, atitudes, gestos, escolhas) · Mal-entendidos na comunicação · Necessidade de se sentir visto, ouvido e compreendido · Diferença entre oferecer solução e oferecer acolhimento · Daniela Costa
  • Construção social da conversaConversa prática (resolver problemas, objetividade) · Conversa emocional (empatia, ser escutado) · Conversa identitária (valores, crenças) · Charles Dweig · Supercomunicadores
  • Resolucao de ConflitosReações primitivas (lutar, fugir, congelar) · Silêncio como sinal de desinteresse · Objetividade percebida como frieza · Emoção percebida como exagero · MA (momento de pausa e respiração)
Transcrição15 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

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LKLeny Kyrillos

CDN Comunicação e Liderança com Leny Quirilhos. Leny, oi Sardenberg, boa tarde! Sardenberg em Curitiba e a gente aqui Cássia, boa tarde. Boa tarde a todos.

CCássia

Boa tarde, Leny. Você viu que no programa a gente tá no momento amor, né? Depois de trazer a informação da Isa Morena falando dos preços para o Dia dos Namorados, inclusive tem coisa que subiu demais aí, principalmente caso da joia, chocolates. Nós vamos continuar falando de amor do Dia dos Namorados, mas agora, Carlos Alberto, a comunicação entre os apaixonados, que pode ser uma coisa boa, mas pode ser uma coisa bem desafiadora, hein, Leny?

LKLeny Kyrillos

Muito, Cássia. E é algo que merece assim demais chamais a nossa atenção. Pois é, brinquei, falei que o amor está no ar, né, assim literalmente. Amanhã, Dia dos Namorados. Eu já tava com uma pergunta de um ouvinte nosso para responder, mas ontem eu recebi 8 pedidos de ouvintes para falar sobre a comunicação entre os apaixonados. E aí não resisti, fui dar uma pesquisada. Olha que interessante, Sardenberg. A primeira coisa que eu identifiquei que me chamou atenção foi uma postagem da Daniela Costa falando.

Ela é mestre em fonoaudiologia, é mentora, palestrante, e olha o que ela nos conta: a falta de comunicação é a maior razão para o desgaste entre os casais. E ela defende o seguinte: não basta você sentir amor, você tem que ser capaz de comunicar o amor. E como é que a gente comunica amor? Existem várias formas. A gente pode comunicar o amor por meio de palavras, a gente pode comunicar amor por meio de atitudes que nós temos. Por meio de gestos e até por meio das escolhas que nós fazemos no nosso dia a dia.

E existem, de uma forma geral, no processo de comunicação, aquilo que a gente chama de mal-entendidos, não é? O que nós sabemos? As pessoas, elas têm a necessidade de se sentirem vistas, ouvidas, compreendidas. E quando a gente deixa de dar atenção a isso, Escuta só, às vezes o amor ainda existe, existe o sentir o amor, mas ele deixa de ser comunicado e aí ele pode trazer problemas, ele pode gerar mal-entendidos. Então, por exemplo, às vezes um da dupla quer se sentir acolhido pelo outro e o outro vem e oferece uma solução.

Puxa, mas não é exatamente isso que eu estava precisando nesse momento. E quando eu cheguei nesse comentário aqui que me chamou atenção, eu me lembrei, Cássia e Sardenberg, de um livro chamado do Charles Dweig. Charles Dweig é um pesquisador que estuda o hábito, esse tipo de coisas. Ele tem um livro bastante interessante que se chama Supercomunicadores e ele nos ensina que existem na realidade 3 tipos de conversa. Uma ele chama de conversa prática, Cássia, que é o seguinte: é você Resolver problemas, propor algo bastante objetivo.

Tem um segundo tipo de conversa, que é a conversa emocional, que tem a ver com empatia, com a percepção de você ser escutada, e por aí vai. E tem um terceiro tipo, que é a conversa identitária, que fala sobre valores, sobre crenças. E ele defende que a maior parte dos mal-entendidos acontecem Quando você busca uma intenção, por exemplo, prática: eu quero que você resolva minha vida. E na verdade, ao invés disso, você de repente me consola em relação àquilo que aconteceu.

Por exemplo, eu chego e falo assim: puxa, Cássia, eu tô muito agoniada, eu tenho que ir hoje à noite em tal lugar, é meu rodízio, meu carro não roda. E aí você vira para mim e fala assim: puxa, Leny, eu imagino como você deve estar se sentindo chateada. 'cara, não vai me atender, porque eu tô aqui em busca de uma solução.' Então, se você falar: 'Ô Leny, te indico uma pessoa para te levar,' ou 'eu posso te dar uma carona hoje,' pronto, aí você vai me atender bem.

Então, isso é essencial, a gente tá sempre de olho, entender qual é a intenção que está por detrás, que tipo de conversa, Cássia.

CCássia

E sabe que às vezes não custa você perguntar o que a pessoa quer quando ela tá te contando alguma coisa? Porque às vezes ela te conta uma coisa e ela quer uma solução, e às vezes ela te conta uma coisa, ela não quer que você resolva, ela quer ser ouvida.

LKLeny Kyrillos

Exato, sabe aquele abraço, né, Cassi?

CCássia

Não quero que você resolva, eu quero só reclamar. Às vezes faz parte também, né?

LKLeny Kyrillos

Claro que sim, com toda certeza. Então você já trouxe um ponto aí super positivo no amor e nas relações em especial. De uma forma geral, a ideia é a gente sempre deixar muito claro o que a gente pensa, no que a gente acredita e o que a gente está esperando do outro. Essa percepção que o outro deve ter de como ele pode fazer para nos entregar aquilo que nós necessitamos, claro, ela é parte de uma escuta interessada, mas também depende da minha boa vontade em externar isso.

Muitas vezes a gente quer que o outro adivinhe, é muito comum. Então a pessoa fica lá: "Ai, meu Deus, será que ele vai lembrar que hoje foi o dia que eu dei o primeiro beijo nele? Estamos comemorando aqui o aniversário." E às vezes não tá na cabeça do outro, não está no radar do outro. Mas é claro que de repente ele até gostaria de ser lembrado quanto a isso, não é? Então vale a pena dos dois lados, um lado procurar escutar de coração aberto, interessado, realmente com empatia.

E do outro lado, a iniciativa de deixar claro. Porque é isso, gente, comunicação tem a ver com tornar comum uma ideia, um pensamento, uma atitude. Então, quanto mais eu me afinar com o outro, mais eu vou ter condição de ter de volta aquilo que eu estou buscando, que eu estou esperando. Agora, Kássia, vamos considerar aquela situação onde, por alguma razão, um dos dois está chateado, está emburrado com o outro. E às vezes, nesse tipo de situação, o clima esquenta, as pessoas tensas, nervosas, chamam o sistema límbico para atuar.

Nosso cérebro primitivo vai trazer só aquelas três possibilidades: ou eu luto, ou eu fujo, ou eu congelo, que são respostas ruins. Então, por exemplo, numa situação assim, o silêncio do outro muitas vezes vira sinal de desinteresse. Ah, parece que ela não está interessada em escutar atentamente. Às vezes a objetividade de um pode ser percebida pelo outro como frieza, e às vezes a emoção acaba virando exagero. Nossa, que pessoa exagerada!

Então aqui eu me lembrei de um estudo feito por japoneses que propõe o seguinte: eles chamam de MA. O que que é o MA? É um momento onde você sente que a temperatura tá alta e você faz o quê? Você para por 2 minutos sozinha, consigo mesma, sem olhar no celular. Você simplesmente para, respira, fecha seus olhos, busca se sintonizar com aquilo que você tá sentindo, e só depois Você toma uma atitude, é um cuidado relevante. E um último ponto, Cássia, tem um outro livro do Gary Chapman que se chama As 5 Linguagens do Amor.

E olha que curioso, ele diz que cada um de nós tem uma expectativa e uma idealização do amor. Algumas pessoas gostam da linguagem física, então são aquelas que sentem falta do abraço, sentem falta do beijo, da proximidade, da mão dada e por aí vai. Tem outras que lidam mais com a questão do serviço, com atitudes de serviço, que é o que eu posso fazer para te ajudar, para te entregar algo. Um outro tipo de linguagem é a linguagem do tempo de qualidade.

"Puxa, ele me dá tudo que eu quero, mas eu sinto quando ele está do meu lado que ele não está presente verdadeiramente." Tem os que gostam das palavras de afirmação. Esses sentem necessidade de escutarem "eu te amo", "como eu gosto de você". E tem a última linguagem, que é a linguagem dos presentes, Kássia. E amanhã é Dia dos Namorados. Então assim, se alguém que se relaciona com você tem como ponto principal essa linguagem, dê alguma coisa que agrade, que demonstre o seu carinho.

Pode ser até uma paçoca amor, aquela que tem o símbolo coraçãozinho, e a gente consegue dar conta do recado. O fato é que relacionamentos saudáveis são os que têm capacidade de se comunicarem Quando as pessoas têm a capacidade de se comunicarem, mesmo quando existem diferenças. E claro que as diferenças são reais e são até bem-vindas. Vamos lidar bem com elas. E feliz Dia dos Namorados!

CACarlos Alberto Sardenberg

Muito obrigado, Leny, queridos. Tá dado o recado aqui para os namorados que se entendam.

CCássia

Falem, falem, falem, se falem e ouçam. Nada de ai, que que você tem? Nada.

CACarlos Alberto Sardenberg

Tá certo. Leny, obrigado mais uma vez. Até a semana. E agora, Kássia?

CCássia

Até mais, Leny.

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