Os riscos de um ataque à ilha de Kharg, no Irã
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Beatriz Pacheco
Fernando Andrade
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O Mundo em 3 Minutos. Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje começamos com Donald Trump, que primeiro disse que atacaria mais uma vez o Irã. Seria a terceira noite consecutiva. Falou que iria tomar a ilha de Kharg, que é o centro, principal distribuidor de petróleo iraniano. Disse ainda que faria com o petróleo do Irã o mesmo que fez com o petróleo da Venezuela. Mas depois voltou atrás, mudou de ideia. Segundo Trump, há avanços num acordo de paz.
Mas mesmo com essa mudança de ideia, talvez temporária, de Trump, é fato que essa guerra entrou numa nova fase. Como o Irã fechou totalmente mais uma vez o Estreito de Ormuz, cresce a possibilidade dos Estados Unidos aumentarem a pressão sobre o Irã no mar, interceptando ou atacando petroleiros que tentam transportar petróleo iraniano. Só nessa semana já foram 3 ataques. O governo da Índia, inclusive, disse que 3 tripulantes indianos morreram em um dos ataques realizados nesta quarta-feira.
Pelo que se sabe até agora, foram os primeiros marinheiros mortos nessa guerra. Vale lembrar que a Marinha americana continua escoltando um pequeno número de navios. Do lado do Irã, o que vimos? O Comando Militar iraniano advertiu que qualquer novo ataque americano provocaria uma resposta mais severa do que antes e que ou todos poderão exportar petróleo e gás ou ninguém poderá. Agora um pouco mais, um pouco mais de informação sobre a ilha de Kharg.
Ela está localizada a 26 km da costa iraniana, na parte norte do Golfo Pérsico, aproximadamente 400 km do Estreito de Ormuz. Ela é importante porque ao seu redor há águas profundas, profundas o suficiente para permitir que grandes navios consigam atracar lá. Quando a gente pensa na costa continental do Irã, a gente está falando de uma região com águas rasas. Antes do início da guerra, no final de fevereiro, a Ilha de Karg era responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano.
Já houve ataques à ilha, isso aconteceu entre maio e abril. Agora, uma questão importante é a seguinte: pensar em tomar a Ilha de Karg exigiria o uso de tropas terrestres, algo inédito nessa guerra. E caso isso acontecesse, tropas americanas ficariam muito expostas a ataques de mísseis e drones iranianos. Vários especialistas apontam o seguinte: tomar Eliadkarg pode ser algo rápido, pode acontecer rápido, mas não significaria uma vitória imediata e aumentaria as chances dessa guerra se expandir e se prolongar ainda mais.
Agora falamos das eleições acirradas no Peru. E como é que anda a apuração por lá, apuração lenta no Peru. Keiko Fujimori assumiu a liderança graças aos votos dos peruanos que vivem no exterior. Com 98% das urnas apuradas até a noite desta quinta-feira, ela tem 50% dos votos contra 49,9% de Roberto Sánchez. A gente tá falando de uma diferença inferior a 700 votos. O voto dos peruanos no exterior tem sido decisivo para Keiko Fujimori.
Lula venceu com uma ampla margem nos Estados Unidos, Espanha e Argentina, países que concentram grandes comunidades peruanas. Mas a disputa tá longe de terminar. Ainda restam análises de mais de 1.500 atas eleitorais que foram contestadas, e os dois candidatos apresentaram recursos para anular votos em algumas regiões. Mundo em 3 Minutos, até a próxima edição.
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