Rússia dá novo aval à carne bovina brasileira
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- Rússia avaliza carne bovina brasileiraReconhecimento de território livre de febre aftosa sem vacinação · Ampliação de vendas e exportação com osso · Competição com União Europeia · Exportações para a China e taxação · Histórico de exportações para a Rússia · Ampliação de plantas frigoríficas habilitadas · Luiz Rua
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CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Cassiano Ribeiro tá chegando com o Destaque do Dia pra acordar o ouvinte que está no campo. Hoje ele vai falar da Rússia dando um novo aval à carne bovina brasileira. Cassiano, bom dia.
Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. Depois da China, que é o maior cliente da carne bovina brasileira no exterior, a Rússia reconheceu o Brasil como território livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação do rebanho. A confirmação foi feita pelo serviço veterinário russo ao governo brasileiro ontem e é considerada uma vitória importante para o agronegócio nacional. Com o novo status sanitário, o setor espera ampliar as vendas ao mercado russo e viabilizar, inclusive, a exportação de carne bovina com osso, um produto de maior valor agregado.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luiz Rua, o reconhecimento ganha ainda mais relevância em um momento de tensões comerciais do agronegócio brasileiro com a União Europeia, que tem feito questionamentos sobre controles sanitários brasileiros. Além disso, o Brasil deve esgotar as cotas de exportação para a China muito em breve, provavelmente no próximo mês, no máximo. Isso significa que a partir do preenchimento dessa cota haverá uma cobrança de taxa extra.
Pelo embarque dessa carne bovina para China. Ou seja, há uma expectativa inclusive de que as vendas para o país asiático diminuam com essa taxação. A Rússia já foi o principal destino da carne bovina brasileira. Entre 2007 e 2017, por exemplo, as exportações chegaram a movimentar cerca de 1 bilhão de dólares por ano. Depois de um período de retração, as compras russas voltaram a crescer. Em 2025, o país foi o quarto maior mercado para proteína bovina do Brasil, com mais de $500 milhões em negócios.
O governo brasileiro e a indústria frigorífica também trabalham para ampliar o número de plantas habilitadas a exportar para a Rússia. Atualmente, 39 frigoríficos têm autorização, mas o setor busca a reabilitação de unidades suspensas e a inclusão de novas plantas. O que seria um grande alento aí, uma excelente notícia para pecuária brasileira neste momento de grande tensão. Eu volto na segunda-feira. Um bom fim de semana para você e até lá.
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