Quando foi a última vez que olhei para meu filho sem ter uma tela na mão?
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- Pais e a comunicação telefónicaModelagem de distração e ausência emocional pelos adultos · Criança aprende a se desconectar observando os pais · Diferença entre estar presente fisicamente e estar disponível emocionalmente · Adolescente como bode expiatório da ausência familiar · A importância do contato visual ('olho no olho') · Rossandro Klinjey
- Uso de celular e redes sociaisLimitação do uso de celular perto dos filhos · Criação de zonas sem telefone (mesa de jantar, quarto)
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Refletir para viver, com Rosandro Klinger.
Quem usa mais o celular? Você ou seu filho? A Suécia acaba de reforçar orientações para que os próprios pais limitem o uso de celular perto dos filhos. Zonas sem telefone em casa: mesa de jantar, quarto. A lógica é forte e simples. Já está claro que não é só a criança no celular. Os adultos também, e por isso acabam modelando distração, ausência emocional e de hiperconexão como se fosse comportamento normal. A gente aprendeu a apontar o dedo para o filho que não larga a tela, mas esquece quem comprou o aparelho, configurou e entregou na mão.
Criança não nasce sabendo se desconectar, ela aprende vendo. E o que ela vê hoje? Pai que janta de olho na notificação ou uma mãe que conversa sem olhar no rosto? Adulto presente no cômodo e ausente na relação, Dá para estar no mesmo ambiente e a mil quilômetros de distância. Isso a criança sente antes de ter vocabulário para nomear. Tem uma coisa que nenhum aplicativo substitui: o olho no olho. A criança não quer só o pai dentro de casa, quer o pai disponível.
São coisas completamente diferentes. O adolescente virou o bode expiatório de uma ausência que mora na família inteira E usa o celular como álibi. A culpa vai pro aparelho pra não precisar encarar a pergunta de verdade: "Quando foi a última vez que olhei pro meu filho sem ter uma tela na mão?" A Suécia fez o óbvio que a gente teima em não fazer: a regra de tudo em casa começa no adulto. Sempre começou.
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