STF retoma julgamento sobre prisão de pai de Vorcaro: ‘difícil ter ideia do que pode acontecer’
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Merval Pereira
Cássia
Sandrinha
- Julgamento no STF sobre prisão de familiares de Daniel VorcaroSegunda Turma STF · Daniel Vorcaro · Henrique Vorcaro · Pastor Fabiano Zetel · André Mendonça · Luiz Fux · Gilmar Mendes · Nunes Marques
- Pressões políticas e articulações sobre o julgamentoVoto de Gilmar Mendes · Voto de Nunes Marques · Ministro Toffoli · Empate favorece réu · Disputas internas STF
- Críticas ao JudiciárioViés político vs. jurídico · Normalização de disputas internas
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Momento da Política com Merval Pereira. E aí, Merval? Tudo bom, Sandrinha? Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, Merval.
Temos um julgamento importante hoje na segunda turma do Supremo Tribunal Federal que pode dar sinais sobre como é que a corte vai tratar o caso do Daniel Vorkaro, né? Porque a segunda turma vai julgar se mantém ou não a prisão do pai do Vorkaro, Henrique Vorkaro, e do cunhado dele, o pastor Fabiano Zetel. O relator do caso é o André Mendonça, que pediu a manutenção da prisão. Foi seguido no voto pelo Luiz Fux. Tem agora o voto do Gilmar Mendes e do Cássio Nunes, que pode ser dado essa semana.
O ministro Toffoli não vota porque se declarou suspeito nesse caso. Então, tá aí, meu irmão, se o Gilmar e Cássio votarem pela libertação os caras estão livres, né?
É a expectativa de que o Gilmar Mendes vote pela soltura dos dois. E aí o voto seria decisivo, voto do Nunes Marques, que em tese deve seguir o André Mendonça, o relator, e manter a prisão. Mas não há nenhum tipo de informação mais segura, há indícios só, né? O ministro Gilmar Mendes, ele tinha pedido vistas e não usou os 90 dias de prazo que ele tem, foi de dia, né? Vista dele, isso pode significar que ele se convenceu de que não há como pedir a soltura dos dois, pelo menos do pai do Volcaro, porque o pai do Volcaro tá metido em muito mais coisa que além, além da corrupção.
Ele tá envolvido com aquela turma, ele era o chefe daquela turma que ameaçava os adversários do Volcaro. Do seu filho, né? E ameaçava bater, ameaçava fazer acontecer. Então é mais grave do que o pastor, que era só um corrupto comum. Você vê como nós estamos, em que situação nós estamos, né? Mas quer dizer, mas parece, talvez o Gilmar tenha o ministro Gilmar Mendes tenha se convencido de que não era possível pedir a libertação.
Vamos ver. Nesse caso seria unânime a decisão de manter a prisão, né? Agora, há disputas internas, né? A disputa do grupo do Gilmar Mendes com o grupo do André Mendonça, a disputa do Cássio Nunes com outros ministros. O Cássio Nunes acompanha geralmente o André Mendonça, mas também não se sabe quais são as ligações dele com o pessoal que apoia o Forcaro, né. Então é muito difícil você ter uma ideia correta do que que pode acontecer.
É, e o que a gente tava, precisa explicar ao ouvinte, é que tem 2 votos já pela manutenção da prisão. Se houver 2 votos contra a manutenção da prisão, pela libertação, o empate favorece o réu, né? Então eles serão libertados se houver empate, né? Essa é a situação. Agora, é curioso, né, Merval? Quer dizer, curioso não, é o sinal dos tempos que a gente comenta um caso desse pelo viés político e não pelo viés jurídico, né?
É verdade, esse é um grande problema. Que a gente tá normalizando, né? Qual é o ministro que apoia quem? Qual é o grupo que tá com o Borcário? Qual o grupo que tá— é realmente é um sinal dos tempos, um mau sinal dos tempos, né?
É verdade. Obrigado, Merval. Até amanhã.
Até amanhã.