O crescimento das exportações dos vinhos de Chablis, na França, para o Brasil
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Momento do Brinde com Suzana Parelli.
E aí, Suzana?
Oi, Sardenberg, Cássio, ouvintes, muito boa tarde. Boa tarde, Suzana.
Susana agora está na França, mais exatamente na Borgonha, e mais exatamente na região mais ao norte, fazendo um tour pelos vinhos da Borgonha, começando pelo Chablis, um branco muito, muito bom, né, Susana?
É isso aí, Sardenberg. A gente vai passar essa semana falando de França, falando de Borgonha aqui para os nossos ouvintes, e eu começo com o Chablis. Que é uma região de vinhos brancos e é o que você falou, são brancos de muita, muita qualidade e principalmente assim, é um branco que o brasileiro descobriu. Quando a gente olha os dados de exportação de Chablis para o Brasil, vem crescendo ano a ano assim, então assim, é uma região que está gostando muito do Brasil e obviamente o Brasil está gostando muito desses vinhos.
Tem duas características principais de Chablis que eu acho que vale a pena destacar. Primeiro é que a gente falou, são sempre brancos que são elaborados com a uva chardonnay. O segundo é um solo que Chablis tem que é muito característico, que é formado por fósseis marinhos, porque lá atrás, no período jurássico, a Borgonha foi um mar e é um solo que é chamado quimeridiano, que tem essas notas, que tem esses fósseis e que são responsáveis por dar uma nota mais mineral no vinho.
Então o Chablis é um vinho branco, né, principalmente o Chardonnay, e que tem um estoque que a gente fala de mais mineral. Não é um vinho mais frutado, mais floral, ele tem essa pegada mais mineral, que eu acho muito, muito interessante. Hoje em dia, Chablis tem cerca de 6 mil hectares de vinhedos e produz bastante, produz 30 milhões de garrafas. E tem 4 categorias, a gente começa com o Petit Chablis, que é um vinho mais simples, e vai crescendo em qualidade até chegar ao Chablis Grand Cru.
E a complexidade dos vinhos vai crescendo conforme a sua denominação. Um Petit Chablis é mais simples do que um Chablis, e um Chablis Grand Cru é mais complexo do que um Chablis propriamente dito. Agora, eu estou falando, então a qualidade cresce, pelo... por onde estão os vinhedos, né? Você tem... e cresce também pelo produtor. Eu, por exemplo, teve um terreno especial, que é um Grand Cru de Chablis, que chama Les Clos, e só ele, assim, são 26 hectares de vinhedos, só que tem 34 produtores.
Então, imagina, cada trechinho ali, o vinho é feito por um produtor, e esse produtor é o grande nome que vai definir se a gente deve gostar do vinho ou não, ou seja, a gente define o perfil do produtor. E aí aqui em Chablis eu visitei 5 vinícolas ao todo, em um dia e meio. E eu queria destacar duas, uma delas que está aí no Brasil, que chama Domaine Clotilde d'Avène, e o outro que não está no Brasil, mas eles estão procurando produtor, importador, que chama Louis Moreau.
Esse primeiro, a Clotilde, ela é importada pela Delacroix. E eu gostei bastante dos vinhos da Clotilde, desde os mais simples até o que vai ganhando mais complexidade. E gostei bastante porque a Clotilde foi uma das mulheres pioneiras, foi uma... Ela trabalhava numa vinícola, resolveu se lançar em voo solo, hoje tem o seu vinhedo, elabora Chablis, elabora também um espumante daqui que é Crémant de Bourgogne. E eu gostei muito dos vinhos dela.
E o outro, esse Louis Moreau, que eu acho que daqui a pouco vai acabar achando um produtor pelo Brasil, é interessante assim, porque você vê que, por exemplo, o Chablis, em geral são vinhos que poucos vinhos passam, têm passagem de barrica de carvalho, por exemplo. Mas quando você vai conversando com o produtor, ele vai contando, por exemplo, ele deixa mais tempo o vinho em contato com a levedura ou com o que restou da levedura depois da fermentação, que é um jeito de deixar esse vinho mais complexo.
Tá certo. O primeiro vinho que já tem aqui no Brasil, como é que chama?
Você falou o nome? Chama Domène, que chama Domène... Nossa, esqueci. É Clotilde Davenne, quem traz é uma importadora que chama De La Croix. Croix é cruz em francês. C-R-O-I-X. E o outro ainda não tá aqui no Brasil.
Tá certo. Susana Marelli, obrigado, Susana.
Até quinta com mais Borgonha para vocês.
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