A beleza da Copa do Mundo
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Mário Sérgio Cortella
Cássia
Kátia
Milton
Carlos Eduardo Éboli
- Copa do Mundo e eleiçõesPequenas nações na Copa · Cabo Verde · Curaçao · Esporte como canal de comunicação · Inclusão de mais países na festa · Torcer por outros países · Lionel Messi · Cristiano Ronaldo
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Conversa de primeira no Meio do Caminho com Mário Sérgio Cortella. Muito bom dia para você, Mário Sérgio Cortella.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia.
Bom dia, professor.
Cortella, nós temos aí acompanhado os Jogos da Copa do Mundo. Ontem foi uma rodada em que os craques, as grandes seleções e nações apareceram com destaque. No entanto, também esta Copa do Mundo serve para levar para o mundo, para todos nós, histórias de pequenas nações, como de repente Curaçao, que apesar de tomar 7 gols da Alemanha, faz um e comemora, e o seu povo fica feliz com o fato histórico. Ou então, claro, que mais chamou atenção quando Cabo Verde consegue um empate também histórico contra Espanha, e vem toda aquela cultura do país para ser contada.
Como é bonito entender que o esporte também pode ser esse canal de comunicação entre as pessoas.
E é didático, é explicativo, não é só entretenimento, né, Milton Kátia? É algo que esclarece. Eu vejo meus netos e netas colecionando figurinhas, por tempo decorando bandeiras, querendo saber onde é, onde fica tal lugar. Apesar de toda a magnitude que a Copa carrega em termos de número, o fato de ter hoje essa exposição maior de nações, povos, culturas que a gente não conhecia, até identificarem que alguns lugares se falam idioma como o nosso, como é o caso de Cabo Verde, coisas que levam onde é Curaçao, né, o que que se faz, etc.
Tudo isso é de uma beleza que talvez os organizadores na origem não necessariamente pensassem, né.
Sem dúvida, professor. E é um momento de a gente ter mais países fazendo uma festa bonita e conseguindo aparecer. Aliás, foi um dos objetivos dessa Copa de incluir mais países nessa festa. E mesmo que as pessoas num primeiro momento pareçam desanimadas, especialmente com a seleção brasileira, é batata, começa a Copa, já muda tudo, né?
É bom que a gente começa a torcer para gente que a gente imaginava que não faria, né? Se a gente imaginar a beleza que é a seleção da Espanha, como Milton lembrou o tropeço, entre aspas, né, que não é tão entre aspas não. E a gente começa a torcer por um goleiro, levá-lo para lá, olhar o atacante, ver o povo comemorando. Isso tudo vai além, além até do nosso civismo interno, que precisa se recuperar essa semana para não ficar anêmico.
A gente vê até brasileiros torcendo pelos argentinos, professor.
Ué, eu mesmo, né, gosto do, gosto do belo futebol, campeões do mundo da outra Copa, e eu estava firme ali imaginando que deveria ver Messi jogar, fazer 3 gols daquele jeito, é fazer o que eu fiz, que foi levantar e bater palma. Bater palma, isso vale demais. Agora bate para curar sal também.
Estávamos na mesma torcida ontem à noite por Messi, porque realmente quando a excelência se faz presente, é muito bom, né, de ver que isso esteja acontecendo também.
Ah, tem que exaltar a beleza e a capacidade, alegria.
E que venha Portugal hoje com Cristiano Ronaldo, já que estamos falando de países que falam a mesma língua.
Demais! Outro ídolo, outro ídolo. Abraços!
Abraços!
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