Episódios de Comentaristas

Super Quarta: O que esperar das decisões dos bancos centrais no Brasil e nos EUA

17 de junho de 20264min
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Teco Medina compartilha quais são as expectativas para as reuniões do Banco Central Brasileiro, que fixará a nova taxa básica de juros, e para a primeira reunião do Banco Central dos Estados Unidos sob comando de seu novo presidente, Kevin Warsh. Ouça.

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Participantes neste episódio1
T

Teco Medina

HostJornalista
Assuntos4
  • Decisões simultâneas de bancos centraisBanco Central Brasileiro · Banco Central dos Estados Unidos · Taxa básica de juros · Kevin Warsh · Jerome Powell · Inflação · Corte de juros · Selic
  • Expectativa do mercado sobre decisão do BC BrasilCopom · Corte da Selic · Comunicado · Ata · Guerra · Gastos do governo · Inflação · Meta de inflação
  • Banco Central dos Estados Unidos· EconomiaKevin Warsh · Jerome Powell · Juros mais baixos · Inflação · Guerra · Petróleo · Corte de juros · Linguagem
  • Corte de Juros no BrasilCiclo de corte de juros · Quedas de juros
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?Voz 1

O assunto é dinheiro com Luiz Gustavo Medina. O Teco gravou o seu comentário. O assunto é reunião do Banco Central Central Brasileiro, que vai fixar nova taxa básica de juros, e também sobre o Banco Central dos Estados Unidos. Vamos ouvir. Boa tarde, ouvintes do CBN Brasil. Hoje é a tal da super quarta, hein? E não é porque Portugal estreia. Portugal, que é o campeão da Copa no meu bolão da CBN, viu, Sardenberg? Coloquei eles, tô apostando neles para o título.

Mas hoje a gente vai falar da super quarta pelos bancos centrais mundo afora e aqui no Brasil, né? A gente tem duas coisas bastante interessantes para nossa atenção, em especial o Banco Central Americano, no meio da tarde, que vai fazer sua primeira reunião sob o comando do novo presidente, do Kevin Walsh. Ele foi indicado pelo Trump, né, no final do ano passado, depois de mais de um ano atacando o ex-presidente do Banco Central todos os dias, né, exigindo do Jerome Powell juros mais baixos, falando que o Banco Central Americano tava errado.

Ele conseguiu fazer a substituição, né, venceu o mandato do Powell, e agora ele indicou o novo presidente. E esse presidente, se espera que ele corte os juros, né? Pelo menos o presidente espera que ele faça isso. A grande questão é que no meio do caminho ele começou uma guerra, inflação disparou, petróleo disparou, e evidentemente isso não será possível de acontecer hoje. Mas todo mundo vai estar de olho pela entrevista dele após a reunião para ver o que que ele fala, o que que ele tá enxergando, o que que ele acha que pode acontecer.

Porque pelo mercado não temos mais corte de juros nos Estados Unidos esse ano, mas ele pode dar alguma pista se ele acha que essa inflação que tá acontecendo agora ela é muito temporária, se ela vai contaminar outras coisas. Todo mundo de olho na linguagem dele, porque lembrando, né, ele tá lá em tese porque é um cara que vai cortar os juros. E no começo da noite a gente tem reunião aqui do Copom aqui no Brasil. A gente terá mais um corte da Selic, né, em 14,25.

Acho que isso é uma informação que a gente já pode cravar. A grande expectativa vai ser pelo comunicado e depois pela ata. Você tem muita gente no mercado estimando afirmando que essa será, esse será o último corte. Tem gente que acha que teremos mais um corte depois desse, e tem muita gente dizendo que agora que a guerra acabou, a gente talvez possa voltar de onde estávamos e cortando um pouco mais até o final do ano. A gente precisa ver o que que vai ser dito no comunicado, o quanto que pesa o fim da guerra, o quanto que pesa os gastos do governo, o quão desconfortável o Banco Central tá com a inflação.

Lembrando que nesse momento a gente deve ter uma inflação acima da meta, né, acima inclusive da banda permitida, né. Inflação hoje tá projetada para 5,20% e o teto máximo seria 4,5%. Então vamos ver o comunicado do Banco Central para a gente saber se a gente vai ter mais corte de juros pela frente ou se esse de fato será o último corte do ano. E a gente terá então, Sardenberg, Cássia, o menor ciclo de corte de juros da história de qualquer lugar, né, um corte de juros, um ciclo de corte de juros que teve apenas 3 quedas de juros.

Então vamos acompanhar tudo hoje, dia bastante importante mundo afora e para os investidores também.

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