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Memorando de entendimento entre EUA e Ira é assinado

18 de junho de 20264min
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O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã foi assinado. Trump assinou o documento durante visita ao Palácio de Versalhes, ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, durante a reunião do G7.

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Participantes neste episódio3
A

Ana Leoni

HostJornalista
Á

Álvaro Machado Dias

AnuncioEspecialista
A

Ariel Palacios

ComentaristaComentarista
Assuntos4
  • Memorando de Entendimento Irã-EUAEstados Unidos · Irã · Donald Trump · Emmanuel Macron · G7 · Estreito de Hormuz · Programa nuclear iraniano · Sanções
  • Conflito Israel-Hezbollah no LíbanoLíbano · Israel · Benjamin Netanyahu · Hezbollah · Hamas
  • Posição oficial de IsraelBenjamin Netanyahu · Estados Unidos · Hamas
  • Eleições PeruPeru · Keiko Fujimori · Roberto Sánchez · Lima · Calau
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?Voz B

O Mundo em 3 Minutos. Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã foi assinado. Trump assinou o documento durante visita ao Palácio de Versalhes, ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, durante a reunião do G7. O acordo tem 14 pontos. Cita a reabertura do Estreito de Hormuz, mas deixa muitos detalhes para serem definidos posteriormente, incluindo o programa nuclear iraniano.

Isso já era esperado. O acordo também promete ao Irã benefícios financeiros significativos. Primeiro, por meio da suspensão das sanções, o país voltará a vender petróleo ao mercado internacional. Os ativos iranianos congelados serão liberados. A gente tá falando de bilhões de dólares. E tem outros 300 bilhões de dólares que virão por meio de um financiamento. O documento determina também o fim dos combates no Líbano, mas a realidade pode ser outra, justamente para tentar salvar a permanência de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, no poder. E eu conversei com o comentarista Guga Chakra no Mundo em Meia Hora sobre isso.

?Voz C

O que se especula em Beirute é que vai ter uma espécie de regras que tanto Irã quanto Israel, Hezbollah, tolerariam. Como que seriam essas regras? Israel e Hezbollah poderiam continuar com a guerra, né, deles no sul do Líbano. O conflito ficaria restrito ao sul do Líbano, isto é, Israel poderia continuar atacando alvos do Hezbollah no sul do Líbano e o Hezbollah poderia atacar alvos das forças de ocupação israelense no sul do Líbano.

Porém, o Hezbollah não poderia atacar alvos israelenses no norte de Israel. Israel tampouco poderia atacar áreas do Líbano África do Sul. Então o conflito ficaria confinado, que foi o que ocorreu ali ao longo dos anos 80 e 90, basicamente, por um período longo. Seria uma forma ali de tentar contornar esse problema. Netanyahu teria um discurso internamente, o Irã também poderia ter. Então algo nesse sentido.

?Voz B

As eleições em Israel devem ocorrer até outubro. Então Netanyahu tem que enfrentar o julgamento dos eleitores sobre a sua condução nessa guerra sobre a relação com seu principal aliado, Estados Unidos. Tem ainda acusações de corrupção e, por fim, ele vai ter que explicar as falhas de segurança que culminaram no ataque do Hamas em 7 de outubro. Hoje, as pesquisas indicam que sua coalizão de direita, que é a mais da extrema direita da história de Israel, caminha para uma derrota.

Agora, para o Peru, já passaram 10 dias do segundo turno e ainda não temos um resultado oficial. Não tem porque a Justiça Eleitoral tem que revisar 0,84% dos votos. A candidata de direita Keiko Fujimori está à frente do candidato de esquerda Roberto Sánchez por pouco mais de 36 mil votos. A questão é: os votos a serem revisados, e sugerem em torno de uns 200 mil, vem principalmente de Lima e Calau, que são redutos eleitorais de Keiko.

Roberto Sanches tem questionado alguns aspectos específicos do processo eleitoral, como por exemplo o atraso da chegada de votos do exterior, mas não fala em fraude. A Justiça Eleitoral deu prazo até a metade de julho para concluir a análise. Mundo em 3 Minutos, até amanhã.