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Seleção junta onze solistas e espera virar orquestra

22 de junho de 20263min
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Rossandro Klinjey faz uma reflexão sobre a atuação da seleção brasileira na Copa do Mundo. ‘Seleção que encantava o mundo foi embora faz tempo, sem aviso e sem data de volta’. Ouça.

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Participantes neste episódio3
R

Rossandro Klinjey

ConvidadoPsicólogo
S

Speaker E

Comentarista
S

Speaker F

Comentarista
Assuntos1
  • Campeonato Brasileiro de FutebolDeclínio de performance e criatividade · Comparação com o passado glorioso · Falta de identidade tática e conexão · Impacto do 7x1 contra a Alemanha · Jogadores brilham no clube, mas não na seleção · 11 solistas sem maestro
Transcrição10 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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RKRossandro Klinjey

Refletir para viver com Rosandro Klinge.

?Voz C

Termina o jogo em FIBA Philadelphia.

?Voz D

Brasil 3, Haiti, zero!

?Voz E

Ganhamos do Haiti, bonito no placar, mas não me convenceu. Ganhar do Haiti deveria ser passeio, e foi tecnicamente, mas essa vitória não esconde o que a seleção virou nos últimos anos. A seleção que encantava o mundo foi embora faz tempo, sem aviso e sem data de volta. Perdemos a elegância, a criatividade, Aquela arte que fez o futebol brasileiro ser referência num esporte que o mundo inteiro joga, mas ninguém jogou como a gente.

?Voz F

Hoje a gente entra em campo para não perder.

?Voz E

Intenção pequena demais para uma camisa grande demais. O que me constrange de verdade é um fenômeno que se repete demais para ser acidente. Nossos jogadores brilham no clube europeu, decidem jogo da Champions League no sábado, E na quarta-feira de seleção parece que está jogando de sapato emprestado. O mesmo craque, outro resultado. Falta uma ideia de jogo que organize o talento sem sufocá-lo. A seleção entra em campo carregando mais obrigação do que inspiração.

Falta conexão entre os setores, clareza tática, identidade reconhecível. Durante décadas o Brasil encantava. Tinha improviso, coragem, prazer em jogar. Hoje é uma equipe burocrática, previsível, emocionalmente insegura, com aquele 7x1 da Alemanha ainda entalado na garganta que não desce nem com água. Num futebol em que quem vence trabalha forte como equipe, nossa antiga bênção, os grandes talentos individuais, virou quase uma maldição. A gente junta 11 solistas e fica esperando virar orchestra.

?Voz F

Só que ninguém combinou a música.

?Voz E

E até mesmo o maestro, o técnico, não sabe reger a orquestra.

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