Episódios de Comentaristas

Efeitos do uso acelerado da Inteligência Artificial

23 de junho de 20265min
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Martha Gabriel destaca que a gente nunca teve uma tecnologia cognitiva incorporada tão rapidamente no cotidiano das pessoas. Mas, segundo ela, o interessane é que ela não acontece só na velocidade de adoção, mas também na frequência.

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Participantes neste episódio4
C

Cássia

HostJornalista
M

Milton

HostJornalista
C

Carol

ConvidadoApresentadora
M

Martha Gabriel

Convidadofuturista e especialista em inovação e tecnologia
Assuntos3
  • Uso Adequado vs. Inadequado de IAVelocidade de adoção e frequência · IA como hábito diário · IA como presença constante · IA como companheira · Apoio emocional com IA
  • Vínculo e Relacionamento SaudávelAumento do tempo de uso · IA ocupando espaços de relações humanas · Intimidade da relação com a máquina
  • Cuidados no uso da IA na saúdeRafael Alves · Respostas incorretas da IA · Alucinações da IA · Recorte inadequado de informações
Transcrição10 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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MGMartha Gabriel

Futuramente com Marta Gabriel. Muito bom dia para você, Marta Gabriel.

MGMartha Gabriel

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Marta.

MGMartha Gabriel

A vida é acelerada e a evolução tecnológica é acelerada, isso a gente não tem dúvida. O comportamento do uso da IA também segue o mesmo ritmo?

MGMartha Gabriel

Segue, Milton, tá acelerado também. Talvez, eu acho que talvez não, certeza, né? A gente nunca teve uma tecnologia cognitiva que foi incorporada tão rapidamente à vida de tanta gente, né, no cotidiano das pessoas. Mas essa evolução, a coisa interessante é que ela não acontece só na velocidade de adoção, mas também na frequência. Os números indicam que em apenas um ano, do ano passado para cá, né, de 25 para 26, a IA passou de experimentação para hábito.

Ela tá sendo utilizada diariamente hoje por quase 25% da população adulta nos Estados Unidos, que é onde a gente tem estatística, e mais de um terço dos profissionais. Então passou, né, fazer parte da vida. E isso revela uma mudança de comportamento muito importante, porque a IA tá deixando de ser ferramenta. A gente usava como ferramenta, como outras tecnologias, que a gente usa quando precisa e tá começando a se tornar uma presença constante da rotina.

Por isso, talvez a notícia mais importante sobre inteligência artificial em 2026 não seja que ela tá ficando mais inteligente, mas que ela tá ficando mais presente. Além disso, existe um movimento que talvez seja ainda mais transformador, que é o tipo de uso que a gente faz da IA. Ela tá deixando de ser apenas ferramenta cognitiva e se tornando também companheira. Hoje, a grande maioria das conversas com IA, cerca de 75%, ainda são relacionadas ao uso instrumental: produtividade, informação e tomada de decisão.

Ou seja, IA como ferramenta. Mas o segmento que mais cresce é o da IA companheira. Situações como apoio emocional, companhia, aconselhamento pessoal ou relacionamento com IA. E quais são os impactos dessa mudança para o nosso futuro, Marta? Então, Kassia, apesar do uso da IA como companheira ainda envolver apenas uma pequena parcela das conversas, né, atualmente está sendo observado que os usuários que usam a IA como companhia têm um comportamento diferente.

Eles tendem a conversar muito mais com a IA e ficar muito mais tempo, tá? Alguns estudos mostram tipo 7 vezes mais. Qualquer coisa que revela de comportamento mais humano, como fazer fotografia, vídeo, atrai mais tempo e mais envolvimento das pessoas. Pessoas. E esse é um sinal importante, porque pela primeira vez uma tecnologia digital não está sendo usada apenas para executar tarefa. Ela está começando a ocupar espaços tradicionalmente reservados às relações humanas: conversar, ouvir, aconselhar, incentivar e oferecer suporte emocional.

E se essa tendência continuar, os impactos podem ser profundos na forma como a gente acessa, processa emoções. E talvez a grande transformação dos próximos anos não seja o aumento da inteligência da máquina, que é o que tem sido falado concreto, né, que aumenta, aumenta, aumenta, mas a intimidade da relação que a gente tá construindo com ela.

MGMartha Gabriel

Rafael Alves, que é nosso ouvinte aqui, enquanto ouvia você trazendo essa observação, ele coloca que essa na área da saúde também, né, pessoas se aconselhando no campo da saúde, o que aliás é uma questão preocupante muitas vezes.

MGMartha Gabriel

Assim, porque tem que lembrar, né, Milton, que aí nem sempre dá respostas corretas. Aliás, está com disclaimer em todas elas, né? E não só as alucinações, mas elas pegam um recorte, um enfoque que não é adequado. Então tem que tomar muito cuidado, especialmente quando envolve saúde, né, ou envolve coisas mais críticas. Mas tem que tomar muito cuidado no uso, tem que aumentar a consciência, maturidade na utilização.

MGMartha Gabriel

Muito obrigado, Marta. Temos episódio novo do Futuramente?

MGMartha Gabriel

Temos episódio novo do Futuramente, tá espetacular. Hoje que é justamente sobre isso, companheiras de— a gente tá, ó, Carol Tamacy e eu, não percam, já tá no ar. Podcast futuramente. Obrigada, gente!

MGMartha Gabriel

Imagina! E você pode acessar lá no nosso podcast, no próprio site da CBN, aí no aplicativo que está nas suas mãos. Futuramente, toda terça-feira, um episódio novo e uma conversa ao vivo com a Marta Gabriel. Até mais!