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‘Pertencimento é uma construção cotidiana’

23 de junho de 20262min
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Rossandro Klinjey faz uma reflexão sobre pertencimento. ‘Uma das necessidades humanas mais fundamentais que existem, especialmente, para crianças’. Comentarista destaca que ritual familiar representa uma âncora emocional. Ouça.

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Participantes neste episódio1
R

Rossandro Klinjey

ComentaristaPsicólogo
Assuntos2
  • Culto da FamíliaNecessidade humana fundamental · Crianças · Rituais de encontro · Véspera de São João · Âncora emocional
  • Inadequação na adolescênciaEpidemia silenciosa · Jovens em crise · Crianças se machucando nas escolas · Adolescentes que somem dentro de si mesmos · Perda de rituais de encontro
Transcrição5 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
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RKRossandro Klinjey

Refletir para viver, com Rosandro Klinger. Você sabe o que constrói pertencimento num filho? Não é a viagem para Disney, Não é a foto publicada no Instagram da família feliz. É o ritual. O repetido. O simples. O que parece bobagem. E não é. Hoje é véspera de São João. E no Nordeste isso não é data no calendário. É ritual de encontro. Nas cidades pequenas, a festa reúne quem estava espalhado. Primos que não se viam. Vizinhos antigos.

A família que o cotidiano foi afastando. As pessoas conversam, relembram, se reconhecem. Esse reconhecimento tem um nome técnico na psicologia, chama pertencimento. E pertencimento, deixa eu ser direto, é uma das necessidades humanas mais fundamentais que existem, especialmente para criança. A gente vive uma epidemia silenciosa de jovens em crise, crianças se machucando nas escolas, Adolescentes que somem dentro de si mesmos sem que ninguém perceba.

E quando a gente pergunta por quê, parte da resposta está aqui: perdemos os rituais de encontro. O Natal parece mais um evento de logística, o almoço de domingo sumiu e as festas juninas ficaram só para quem mora no interior. Pertencimento não é registro de nascimento, ele é, sobretudo, uma construção cotidiana. É a criança saber, no momento de dor, que tem com quem contar. Que existe um lugar onde é esperada, reconhecida, lembrada pelo nome.

Ritual familiar não é apenas uma questão de nostalgia. Ele representa uma âncora emocional. E criança sem âncora deriva. Cuide dos rituais da sua família. São João é uma boa hora para começar.

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