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As divergências entre Estados Unidos e Irã sobre pontos centrais do Acordo de Paz

24 de junho de 20264min
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As divergências entre Estados Unidos e Irã envolvem pontos centrais do acordo. Uma delas diz respeito às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica no programa nuclear iraniano. Enquanto Donald Trump afirmou que o Irã havia aceitado a retomada das inspeções permanentes, o governo iraniano negou e disse que esse tema não foi acertado nas negociações.

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Participantes neste episódio4
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Speaker B

HostJornalista
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Beatriz Pacheco

ConvidadoJornalista
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Speaker A

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Speaker D

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Assuntos4
  • Acordo de paz EUA e IrãInspeções da Agência Internacional de Energia Atômica · Programa nuclear iraniano · Donald Trump · Estreito de Hormuz · Taxa disfarçada de pedágio · Fundo iranianos congelados
  • Possível intervenção Trump em CubaMarco Rubio · GAESA · Raul Castro · Reforma econômica cubana
  • Influência de eleições americanas no conflitoDonald Trump · Congresso · Eleições de meio de mandato
  • Conflito no Estreito de OrmuzOrganização Marítima Internacional · Estados Unidos · Irã · Omã
Transcrição5 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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?Voz B

Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje começamos com as divergências entre Estados Unidos e Irã sobre pontos centrais do acordo de paz. Primeiro, sobre as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica ao programa nuclear iraniano, enquanto Donald Trump publicava uma informação dizendo que O Irã tinha aceitado a retomada das inspeções, inspeções eternas. O Irã dizia que não, nada disso foi acordado. Outra divergência sobre a cobrança de pedágio para passar pelo Estreito de Hormuz.

O Irã disse que agora, enquanto vigorar esse acordo de 60 dias, não iria cobrar nada, mas depois quer colocar, tipo, não é bem um pedágio, seria uma taxa, como se fosse um imposto, mas disfarçado de pedágio. Fato é que um momento, apesar disso tudo, é positivo. Eu conversei sobre isso com a comentarista da CBN, Cristina Pescechillo, no CBN Pelo Mundo.

?Voz 1

Eu acho que até uma primeira semana positiva, parece que as coisas estão caminhando. Nós temos a presença do presidente iraniano no Paquistão, mas as negociações agora elas estão sendo conduzidas também na Suíça. Então a gente tem algo como se fossem duas frentes em atuação. Novamente, os grandes problemas são a questão nuclear, a garantia de que o Irã vai garantir a inspeção do seu arsenal de urânio enriquecido e também das suas instalações, mas também a questão do Estreito de Hormuz e a devolução de fundos iranianos que estão congelados.

Mas a grande notícia, e isso pro Trump e também pro Irã, é que o petróleo vem fluindo pelo Estreito de Hormuz e que há, durante esses 60 dias do cessar-fogo, uma perspectiva de que pelo menos a crise energética ela seja minimizada.

?Voz B

Só nessa segunda-feira, 39 navios cruzaram o Estreito de Ormuz. É o maior movimento desde o início do conflito. Antes da guerra eram 138. Ainda sobre o Estreito de Ormuz, imagine só a seguinte situação: você é um marinheiro, trabalha num petroleiro, num navio de carga. Aí lá no dia 28 de fevereiro você passava pelo Estreito de Ormuz E aí começa a guerra, esse navio fica parado. Pois então, essa é a realidade de 11 mil tripulantes que estão em 600 embarcações.

Então agora a Organização Marítima Internacional começou uma operação para retirar todo esse pessoal. A operação está sendo coordenada com Estados Unidos, Irã, Omã e outros países do Golfo. Ainda sobre a guerra, o Senado americano aprovou uma resolução que orienta Donald Trump a encerrar a guerra ou a pedir permissão ao Congresso. A medida passou por 50 votos a 48, e aqui tem uma mudança interessante: 4 republicanos votaram com os democratas.

A resolução não tem força de lei, mas mostra o descontentamento do partido de Trump com a guerra em meio à campanha para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Agora passamos para Cuba. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou novas sanções contra 5 estatais cubanas. 3 delas são ligadas ao conglomerado econômico GAESA, que é controlado pelas Forças Armadas de Cuba. Além disso, sancionou a esposa de um dos filhos de Raul Castro.

Bancos internacionais ou então empresas que fizerem negócios com essas estatais também poderão sofrer sanções. E essas medidas foram anunciadas apenas 4 dias depois que Cuba aprovou um pacote, um pacote com 176 medidas econômicas. Foi a reforma mais ampla já feita por Cuba em décadas. Mas parece que isso não convenceu Marco Rubio. Mundo em 3 Minutos, até amanhã.

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