Por que a Meta interrompeu o programa que monitorava seus funcionários?
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Ana Letícia Loubak
- Fiscalizacao e MonitoramentoMeta · Ana Letícia Loubak · Andrew Bosworth · Inteligência Artificial · Privacidade e segurança de dados · Vazamento de dados
- Falhas de fiscalizaçãoMeta · Ana Letícia Loubak · Andrew Bosworth · Segurança de dados · Vazamento de dados
- Suplementação na corridaMeta · Andrew Bosworth · Inteligência Artificial · Privacidade · Segurança
- Incidentes e Situações CríticasMeta · Inteligência Artificial
— Anúncios inseridos dinamicamente —
A Ana Letícia Lobac gravou o comentário de hoje que nós vamos ouvir agora. Olá, ouvintes da CBN, tudo bem por aí? Quem acompanha aqui a coluna deve se lembrar de um programa muito polêmico da Meta que monitorava os cliques, as teclas digitadas, o comportamento digital dos funcionários para treinar modelos de inteligência artificial. Foi um programa que causou muito desconforto interno. Ele foi anunciado em abril e Poucos meses depois, menos de 2 meses depois, ele foi suspenso por tempo indeterminado.
O motivo não foi nenhum arrependimento, nenhuma mudança de postura ética da Meta, e sim uma falha crítica de segurança. Um erro nas configurações da rede expôs dados confidenciais, e aí a gente está falando desde transcrições de áudio até captura de tela, para todo o quadro de colaboradores da empresa. Para vocês terem uma noção, esse vazamento foi classificado com severidade 2 numa escala que vai de 0 a 5. Nesse caso, nessa escala, quanto mais próximo de zero, mais grave é o problema.
A gente tá falando então de um caso de alta prioridade, o que acaba explicando a interrupção desse monitoramento. A Meta enviou uma nota ao site Business Insider em que ela fala que interrompeu o programa justamente para isso, para apurar se houve algum tipo de acesso indevido aos dados dos funcionários. A empresa disse também que até o momento não existem indícios de que esses dados, essas informações, tenham sido interceptadas internamente nem extraídas por terceiros, né, por pessoas de fora da empresa, antes da correção da falha.
Ao mesmo tempo, ainda não tá claro Meta não sabe ou não esclareceu quando e como esse vazamento teria ocorrido. E o que chama atenção no meio disso tudo é que, segundo a imprensa internacional amparada em fontes da própria empresa, o CTO da Meta, o Andrew Bosworth, teria admitido que a execução técnica desse monitoramento atropelou sim as diretrizes de privacidade e de segurança da própria empresa. Empresa, de certa forma, é uma confissão de que essa pressa, né, por avançar na corrida da inteligência artificial, tá atropelando protocolos básicos de privacidade e de segurança.
Lembrando aqui, gente, que os funcionários já haviam assinado petições contra esse monitoramento, inclusive alertando para essa questão de riscos regulatórios. Só que a empresa ignorou. E agora, como eu falei, cerca de 2 meses depois aconteceu esse vazamento, e o clima interno é descrito como um dos piores dos últimos 20 anos. Chama atenção também o fato de que esse não é um evento isolado, é o terceiro incidente de segurança envolvendo inteligência artificial na Meta em só 4 meses.
E aí é claro que fica aquela pergunta, né, se uma gigante como a Meta, com todos os recursos, toda a que tem a tecnologia do mundo não conseguiu garantir a segurança dos dados dos seus próprios funcionários, o que que garante que os dados que nós entregamos como usuários, né, os dados que nós autorizamos ali para uso da empresa no dia a dia, são mantidos em segurança também? Vamos seguir acompanhando os desdobramentos desse caso e os impactos que ele pode ter para o futuro da Meta. Até a próxima!
— Anúncios inseridos dinamicamente —