Classes D e E encolhem e já são menos de 20% da população do Brasil
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Teco Medina
Carol
- Classes D e E no BrasilParticipação das classes D e E caiu para 19,4% · Pesquisa começou em 2012 com 31,6% · Fatores de ascensão social · Programas sociais · Mercado de trabalho e desemprego · Crescimento econômico desde 2021 · Aumento da classe C · Renda per capita baixa
- Próximas partidas da seleçãoBrasil 2x0 Escócia · Discussão sobre minutos de Neymar
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O Assunto é Dinheiro com Luiz Gustavo Medina.
Boa tarde, Teco Medina.
Oi, Cássia, boa tarde, boa tarde, Marcela, boa tarde aos ouvintes, tudo bem?
Tudo bem, Teco, boa tarde. É que a gente tem aqui uma pesquisa que tá numa reportagem de hoje do jornal Valor Econômico mostrando o seguinte: que a participação dos brasileiros nas classes D e E, que são as mais baixas, caiu para o menor nível em 2025. Foi um levantamento realizado pela consultoria For Intelligence. Atualmente, 19,4% da população vive nesses domicílios com renda de até R$760 por pessoa. Então a gente teve uma melhora, as pessoas ascenderam um pouco socialmente. Conta para a gente, Teco, quais são os fatores envolvidos nessa ascensão.
É só para fazer um registro, melhorou bastante, viu, Cássia, porque começou essa pesquisa, começou em 2012, e lá você tinha um percentual de 31,6%, agora 19,4%. Então assim, reduziu bastante ali em uma década o número de pessoas que pertence a essa classe, né, a D e E. Basicamente, programa social, que tem um peso enorme, e mercado de trabalho, né. A gente tem em muitos lugares o menor desemprego da história, em outros lugares um desemprego abaixo da média daquele estado.
Então a gente tem uma economia que, de um jeito ou de outro, reclame-se ou não, ela tem crescido ali desde 2021. A gente cresceu todo ano e o desemprego vai, vai caindo e a renda, de certa maneira, vai aumentando, né. Então isso foi responsável prioritariamente para essa diminuição. Engordou bastante a classe C, né? A classe C já era a maior, mas hoje 56% dela, 56% dos brasileiros estão na classe C. E o que me chama atenção, né, Cássia, que também não chega a ser uma surpresa, mas sempre que eu vejo os números me bate ali um sinal, é que a renda de fato é muito baixa, né?
Assim, a classe D, que a gente tá falando, é uma renda per capita de até familiar já tá R$760. A classe C, né, o topo da classe C, R$2.800. É claro que tem diferença, né, de capital para cidade pequena, tem diferença, sei lá, de São Paulo, por exemplo, que é o estado mais rico, para um estado mais pobre ali da região Norte, Nordeste. Mas de qualquer maneira, R$760, ou mesmo R$1.800 ali da classe C, me parece pouco em qualquer lugar, né?
Então melhorou, melhorou, melhorou, economia cresceu, programa social para lá e para cá, mas quando você vê ali no final do dia, me parece a renda ainda muito, muito baixa, né?
É, no fim das contas, né, acho que é uma ascensão importante, mas que a gente precisa considerar também a situação dessas pessoas que continuam nesses estratos sociais, né, Teco?
É, o curioso, Marcela, que assim, acho que os programas sociais eles são muito importantes para muita gente e acho difícil que alguém seja contra quando vê algumas realidades, né? Mas quando a gente vê economia do Brasil crescendo 5, 6 anos, né, e como economista eu afirmo que isso é muito raro de acontecer, né, o Brasil, economia do Brasil é basicamente uma economia em crise com períodos de melhora, né? Tem, foi assim a vida inteira.
Então agora que a gente tem ali, bem ou mal, crescendo 5, 6 anos seguidos, você fala, cara, isso deve ter dado uma arrumada em algumas coisas, né? Isso sempre me chama atenção quando a gente vira e mexe fala aqui com a Cássia sobre o número de inadimplente, que muito alto, o número de pessoas endividadas é muito alto. Tem algumas coisas que a gente sempre imaginou que uma sequência de anos onde economia funcionasse bem, essas coisas dariam um salto ou se equilibrariam.
Mas você vê que tem um problema que é maior, né, é mais estrutural do que isso, né? Porque a gente tá falando aí do 5º ano de economia crescendo e a classe C, que representa, sei lá, 50, 56% da população, é mais de 100 milhões de pessoas, a gente tá falando de uma renda que que gira ali entre R$1.800 e R$2.800, né? Então essas pessoas estão trabalhando formalmente ou informalmente, a renda melhorou, mas mesmo depois de tudo isso a renda é baixa, né?
Sem dúvida nenhuma. Agora, Teco, falando em baixo, em alto, quero ouvir do Teco do futuro se ele foi dar uma volta, foi até Miami, e tem um palpite para a gente, para o placar do jogo da seleção na noite de hoje.
Aqui no futuro, Cássia, todo mundo comemorou pouco 2 a 0 do Brasil na Escócia porque só ficou se reclamando que o Neymar jogou pouco. Ah, tá bom, entendeu? É, o placar ficou em segundo plano, a discussão foi por que não deram mais minutos para o menino.
Ele entrou, mas jogou pouco.
Jogou pouco, exatamente.
Amanhã a gente conversa, Teco. Obrigada, viu?
Nada, até amanhã.
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