Brasil busca liderança, mas ainda precisa convencer na Copa
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Bolinho
Carlos Eduardo Éboli
Dudzi
Fernando
Tati
- Herança e sucessãoRecuperação física · Nível de competitividade · Comparação com Messi · Neymar
- Copa do MundoMessi · Mbappé · Haaland · Vinícius Júnior · Matheus Cunha
- Jogo do Brasil contra EscóciaEstratégia da Escócia · Jogo aéreo escocês · Contra-ataques · Criação de espaços · Substituição de Raphinha
- Sorteio de Grupos da CopaAlemanha · Argentina · Estados Unidos · França · México · Noruega · Colômbia · Holanda
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É um verdinho aqui, tá bom?
Forçou a barra, hein?
Deu uma forçada, hein, amigo? Eu tô de preto aqui, ó.
Eu tô de preto que nem o Dudzi. Preto aqui de luta pelo futebol que a seleção vem apresentando.
Ele veio vestido de árbitro.
É, vamos ver se a seleção melhora essa cor aqui hoje.
O Dudzi veio de jornalista da CBN.
Só essa camisa aqui, perfeito.
Bom, vamos lá.
A importância do jogo entre Brasil e Escócia. Começo com você, é, Bolinho.
A importância aí é aquela coisa, né? Quem considera importante o tal do planejamento para terminar em primeiro lugar. Então acho que essa importância é vencer Escócia. E aí vamos para um desempate, porque Marrocos deve vencer o Haiti, e vamos ficar pelo saldo de gols. Hoje o Brasil tem 2 gols a mais no saldo que Marrocos. Então Marrocos teria que tirar essa diferença. O adversário do Brasil, adversário mais difícil, né? É mais complicado você golear a Escócia do que golear o Haiti.
Essa importância do jogo, a importância de sustentar um ambiente com vitória. Sempre é bom você trabalhar com vitória, então para efeito de motivação, de confiança, isso também é bom. Então mesmo, ah, se classificou, perdeu, mas se classificou, vai ficar um ruído ali no ambiente da seleção, que não é bom. Já são vários os ruídos, né, que o Ancelotti não consegue resolver. Então a melhor coisa hoje é de fato vencer a Escócia, e de preferência apresentando um jogo mais convincente também.
É, o Dudes, a gente tava aqui, enfim, perguntou para os nossos comentaristas, nossos ouvintes também estavam palpitando a respeito do placar do jogo. Você acha que o Brasil toma gol hoje?
É, eu assim, se eu tivesse que chutar um placar, eu diria 2x1 Brasil.
Eu apostei nisso aí.
É assim, não tenho muita base para falar se toma gol ou não, é só uma percepção de jogo equilibrado. Isso eu tenho assim, equilíbrio com o Brasil melhor, né? Inclusive aposto que vai ser vitória e não empate. Mas assim, eu vejo algumas qualidades nesse time da Escócia, não é uma equipe qualquer. Eu acho que A necessidade hoje ela é maior da seleção brasileira se quiser ficar com liderança, né, realmente. A Escócia com empate tá classificada e são realidades muito distintas.
A última participação da Escócia numa Copa do Mundo havia sido em 98, de lá para cá não disputou. E o fato de ter vencido na estreia, né, contra o Haiti, já deu meio caminho andado para obter essa vaga, porque dificilmente algum terceiro colocado com 4 pontos fica fora da Copa do Mundo. Então assim, é entrar em campo, jogar por um empate. E a Escócia é um time mais defensivo, é um time que joga com mais gente atrás, né, da linha da bola, e deve fazer isso contra a seleção brasileira.
Além disso, tem alguns jogadores bem altos, né, de jogo aéreo muito bom, são atletas fortes também para meio de campo. Eu acho que vai ser um jogo assim para o Brasil tentar criar espaço na defesa escocesa, e isso pode deixar o Brasil um pouco aberto a contra-ataques, aberto a sofrer em jogadas de bola parada. E é por isso que eu vou por aí na análise, né? Mas a gente tem que ver também a capacidade do Brasil de criar esses espaços e de de repente aproveitar momentos nos quais parte técnica vai prevalecer, porque o Brasil tem mais parte técnica do que a seleção escocesa.
Que é o que vem sendo, né, que é o que vem sendo, Tati, a grande dificuldade da seleção brasileira, né? Quando tem a bola e joga no campo, saber o que fazer com ela. Exatamente. E você pega um adversário que fica retraído Você joga, você bota ali 20 jogadores em 40 metros de campo, é naturalmente mais difícil você jogar assim. Você precisa ter jogo mais entrosado, você precisa ter alternativas de toque rápido, movimentação. O Brasil não tem.
O Brasil hoje, a zona de conforto da seleção brasileira é jogar no que popularmente a gente chama de contra-ataque, né, que virou jogo reativo, transição, é jogo de contra-ataque. É, hoje tem aquela moda também de falar o jogador que ataca espaço. O Brasil, um monte de jogador que ataca espaço. Até já brinquei, falei que o Brasil é um time de astronauta.
O que significa isso no futebol? Exatamente, que ataque espaço, todo mundo ataca espaço, é o time de astronauta.
E aí, a bola em profundidade, não é no pé, entendeu?
É isso. Ah, grandes lançamentos longos, isso, exatamente.
Pode ser rasteiro também, se quiser, mas assim, não é para receber no pé de costas para marcação e sim para correr de frente. Aí você ganha velocidade, por exemplo.
E essa característica, é, Boli, que você tá trazendo, a seleção brasileira não parece ser muito favorável num jogo contra adversário que joga na retranca, né?
Ou não, ela se desfaz, né? Aí você tem que criar uma outra alternativa, que é você num campo reduzido criar os espaços. Porque uma coisa é você ter a facilidade de atacar o espaço que já existe. Quando não tem esse espaço, você precisa criar. Hoje vai ser um jogo que o Brasil vai precisar criar os espaços. E aí fica aquela dúvida, como é que vai, como vai ser a formação, a tendência. Existe uma dúvida aí, quem é que vai ser o substituto do Rafinha, né?
Luiz Henrique ou Rayan. Tem muita gente apontando que vai ser o Rayan, outros dizem que vai ser o Luiz Henrique, até porque a seleção no seu dia a dia dá pouquíssima brecha de observação, quase nenhuma. São aqueles 15 minutos iniciais que não acontece nada no treino, não dizem nada. Então eu já ouvi de tudo, já ouvi repórteres que estão lá acreditando que vai ser o Rayan, outros dizendo que vai ser o Luiz Henrique. Mas o mais importante É o Brasil criar essas alternativas, mostrar mais criatividade, uma movimentação diferente.
A única notícia boa da Seleção Brasileira até agora, Tati, nessa Copa do Mundo é o bom início de Copa do Vinícius Júnior. Para mim, a única boa notícia. Mas no jogo coletivo, a gente ainda precisa evoluir muito ainda.
É, Boli, o trajeto daqui para frente da Seleção, o melhor cenário, qual é, cara?
O melhor cenário vai ser difícil do mesmo jeito, porque a tendência é o Brasil o Brasil terminando em primeiro, ele pegar Holanda ou Japão, que são duas seleções que começaram, estão melhores que o Brasil nessa Copa do Mundo em termos de desempenho. Recentemente a gente pegou o Japão, inclusive perdeu para o Japão, né? Então acho que são duas escolas ali que vão dar muito trabalho à seleção brasileira. Mais do que nunca a gente vai precisar de uma evolução pegando ou Holanda ou Japão A gente vai precisar de uma evolução aí.
São dois estilos diferentes. A Holanda, a gente toda hora cruza com a Holanda em Copa do Mundo, né? Impressionante. É quase que copa sim, copa não, tem um Brasil e Holanda. E a gente já se deu bem, já se deu mal, mas é sempre uma escola que exige muito da parte defensiva, porque é uma escola que tem muita característica técnica. Então acho que são dois adversários dificílimos. O Brasil não tá em condição muito de escolher. Melhor coisa é o Brasil evoluir, gente, melhorar, melhorar de qualquer maneira para encarar esse primeiro mata-mata.
Isso é muito louco, né, de ter que trocar o pneu do carro andando, né?
Ah, bom, se tem um pneu lá bom no banco chamado Hendrick, né? Enfim, tá lá, não é, Dudzi?
Tem outro chamado Neymar também.
Não, esse aí tá um pouco avariado, dizem, já fizeram uns remendos na câmara, talvez não Passou algumas vezes na borracharia. Exato, exato.
Ele vai estar hoje.
Pois é.
Você acha que vai ser escalado? Você acha, Dudzi, que Neymar vai ser escalado para entrar como titular?
Eu acho assim, se o jogo tiver tranquilo na reta final, sim.
Mas começar jogando, você acha que não?
Não, acho que nenhuma chance. E eu até fiz um pequeno, assim, uma pequena ironia ontem, né, que assim, eu acho que Neymar tem que entrar no jogo de hoje para ser homenageado pela seleção, não para ajudar a seleção. Exatamente, não vejo Hoje essa capacidade dele de ajudar a seleção brasileira num jogo disputado de Copa do Mundo, entendeu? Vai colocar o Neymar, coloca lá, é quarta Copa do Mundo dele, um cara importante, maior jogador brasileiro aí das últimas 3 décadas, 2 décadas, entendeu?
Ok, se for nesse sentido, acho ok, coloca, entendeu? Mas acreditar que ele jogar um pouquinho contra a Escócia vai fazer o time do Brasil melhorar, ou que ele já vai poder ser titular na segunda fase Eu não consigo enxergar isso, sabe?
Aí, por quê? Por causa da recuperação física dele, pelo que ele mostra no Brasileirão.
A gente, se a gente admitir que o Brasileirão tem um nível inferior de competitividade em relação à Copa do Mundo, e eu acredito que sim, tem, não dá para acreditar que o Neymar, que sofre para fazer diferença no Brasileirão, vai fazer diferença na Copa do Mundo.
Mas também fico pensando, é, eu fico pensando se não é uma questão de querer, sabe? Ontem eu falava aqui que deve ser muito bom ser o Messi, É que eu não tô comparando um com o outro, tá? Já quero deixar isso claro desde a saída. Mas deve ser muito bom ser o Messi, porque alguém muito, muito, muito acima da média, que faz macaca ali no começo do jogo, como ele fez, perdeu um pênalti, e de repente ele vai lá e resolve, porque ele deu um pouquinho mais dele.
Ele é muito melhor do que, enfim, o Neymar tecnicamente, se quiser, pode ser muito melhor. Mas eu fico pensando se não é, não é porque não pode, será que não é porque também não, eu já não sei mais.
Eu já não sei mais assim. Quando ele voltou para o Brasil, eu assinei embaixo de que ele seria assim importantíssimo para o Santos e que carregaria o time nas costas se tivesse parte física ok. Ele jogou sequência de jogos e a gente não viu isso. Depois ele fica lesionado e volta, e quando ele volta ele faz alguns bons jogos, mas assim um pouquinho acima da média do time, e fica por aí mesmo. E na seleção ele nunca jogou, ele não joga desde 2022 na seleção.
É, fala, 2023, enfim, foi um jogo que ele fez com Fernando Diniz. Então assim, é um jogo só. O que que a gente vai, o que, o que nos faz acreditar que vai ser diferente agora? Pode ser um exercício de fé, claro que sim, é só o meu trabalho não é exatamente esse.
É, a gente trabalha com dados e com análise e com opinião. Ou é, Boli, fala aí.
Eu acho que o Neymar hoje ele joga numa rotação que não é uma rotação de um atleta competitivo. Então, e hoje a gente tá vendo uma Copa do Mundo começando numa intensidade muito alta. Eu tô impressionado com que eu vi até agora nessas duas primeiras rodadas.
Velocidade de jogo é impressionante de vários times que nem tem uma qualidade técnica enorme, né?
Exatamente. A Seleção Brasileira inclusive não está nessa mesma rotação. E aí você vai botar um jogador que não está nessa rotação num time que já não está nessa rotação, não me parece a combinação mais adequada para você colocar em prática em qualquer jogo dessa Copa do Mundo. Agora, no jogo de hoje, como é um jogo que não elimina, e já que ele tá lá, eu acho que pode ser uma oportunidade até mesmo para a gente matar essa curiosidade, botar ele em campo, ver como é que ele vai se comportar.
Não que isso seja, represente uma conclusão definitiva de como ele vai se desempenhar até o final da competição, enquanto o Brasil estiver na competição. Mas eu acho que hoje até um jogo interessante para a gente matar essa curiosidade, mas eu não consigo enxergar o Neymar entrando e carregando a seleção brasileira rumo ao hexacampeonato. Para mim está completamente fora da realidade desse jogador.
Tá bom, sim, desculpa, Fernando, mas se ele entrar e mostrar algumas coisas, são ótimas, excelentes, não faz mais nada que obrigação, foi convocado para isso. E aí a gente vai falar exatamente isso, ó, tínhamos dúvidas, estamos vendo, entendeu? É que a questão é que a gente não consegue ver nada, não, porque não tem nada. E aí a gente tem que falar algo que a gente não viu. É baseado— como que a gente faz? A gente se baseia no que a gente viu para dizer o que vai ver.
Por falar no que a gente viu, nós vimos até agora 7 seleções que já estão classificadas para a próxima fase: Alemanha, Argentina, Estados Unidos, França, México, Noruega e Colômbia. Dudziak, o que que te agradou nisso tudo aqui que a gente já viu nessa Copa?
Acho que a Argentina foi quem jogou mais bola até agora, né? Óbvio que a França também, mas acho que Argentina acho que encantou um pouquinho mais que a França. Os Estados Unidos me surpreendem muito positivamente nessa Copa. Colômbia foi razoavelmente bem ontem contra a República Democrática do Congo, também é interessante de notar. E assim, quase teve poucos jogos ruins até aqui na Copa, são poucos jogos ruins até. Acho que por essa questão que também disse o Éboli, né, do ritmo alto, são jogos com normalmente muitos gols, são poucos 0x0, né?
Então acho que tem muitos pontos positivos até aqui na Copa do Mundo e nesses classificados. Isso aí que mais me chamou atenção.
Legal.
Não, eu só colocaria Noruega também e Holanda. Eu gosto, tô gostando muito do que estão mostrando Noruega e Holanda. E esse início com a Copa valorizando os protagonistas, os protagonistas, né, fazendo por onde Isso é bem legal nessa disputa de artilharia, né? Messi, Mbappé, o Haaland. O Harry Kane ontem decepcionou. E a Inglaterra, que teve uma ótima estreia, ontem já não jogou tão bem assim.
Prometeu um furacão, entregou só uma brisinha, né?
Excelente essa, gostei bastante.
Tá muito engraçado. E até o momento é a Copa do Messi.
Para mim, até o momento é a Copa do Messi que me deixa muito feliz, porque eu sou fã de carteirinha desse cara.
Também sou. New York Times fez um ranking de melhores jogadores da Copa até aqui. Temos dois brasileiros incluídos nessa lista. O primeiro é o Vinícius Júnior, em quinto lugar, só atrás de Messi, Mbappé, Haaland, o Michael Olise. É isso, é isso. E em 32º lugar, na frente do Cristiano Ronaldo, na frente do Salah, aparece o nosso Matheus Cunha, que atua no Manchester United, e Marcou 2 gols contra o Haiti. Perfeitamente, obrigada, gente.
Perfeito, tchau.
Vamos que vamos! Já falou 2x1, e tu?
1x0.
1x0. Ai, vocês estão muito desanimados, viu? Põe aí o ouvinte de novo para falar: porque, gente, vai ser 4x0! Animadão, tá bom.
A gente vai transmitir o jogo, hein?
Que horas?
A partir de 17:30.
Pô, muito bem. Então, a partir de agora, você fica com Ponto Final CBN pela próxima meia hora, e na sequência acompanha Éboli, Duds e grande equipe de esportes da CBN, as emoções de Brasil e Escócia. Certo, Fernando?
Certo.
Até amanhã.
Até amanhã, gente. 2 da tarde, hein?
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