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Desaba a importação de ureia pelo Brasil

25 de junho de 20262min
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Cassiano Ribeiro destaca que o conflito no Oriente Médio afetou as importações brasileiras de ureia, principal matéria-prima para a produção de fertilizantes nitrogenados, usados em larga escala no país, como na soja, por exemplo. Segundo o relatório do Rabobank, as compras de ureia, por parte do Brasil, somaram cerca de 1,5 milhão de toneladas nos primeiros cinco meses deste ano, entre janeiro e maio. Esse foi o menor volume nos últimos dez anos.

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Participantes neste episódio3
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
F

Fred

ConvidadoJornalista
J

Jay Shetty

Convidado
Assuntos2
  • Importação de ureia pelo BrasilConflito no Oriente Médio · Fertilizantes nitrogenados · Soja · Rabobank · Guerra da Ucrânia · Fertilizantes fosfatados
  • Fertilizantes e Insumos AgrícolasEscalada dos preços · Supervalorização do produto · Retração na demanda por fertilizantes
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CRCassiano Ribeiro

CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Agora é hora do Cassiano Ribeiro destacar um assunto do dia para você, ouvinte que tá no campo. É hora do CBN Agro. Bom dia, Cassiano!

CRCassiano Ribeiro

Oi Fred, bom dia, bom dia para você ouvinte. O conflito no Oriente Médio afetou e muito as importações brasileiras de ureia, que é a principal matéria-prima para produção de fertilizantes nitrogenados, que são muito usados aí em larga escala no país, como na soja, por exemplo. Segundo o relatório do Rabobank, as compras de ureia por parte do Brasil somaram cerca de 1,5 milhão de toneladas nos primeiros 5 meses deste ano, entre janeiro e maio.

Esse foi o menor volume nos últimos 10 anos. Só em maio o Brasil importou 116 toneladas do produto, uma queda de 64% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os analistas do banco afirmam que ainda é possível que o volume importado se recupere ao longo dos próximos meses, ainda neste ano, e fique próximo ao de 2025. Mas diante do grande atraso de compras, a cada dia fica mais difícil alcançar esse número do ano passado. A importação menor de ureia reflete a escalada dos preços internacionais.

O conflito no Oriente Médio fez o produto ter uma supervalorização, movimento semelhante inclusive ao observado no início da guerra da Ucrânia em 2022. E isso fez obviamente os produtores reverem a aplicação de fertilizantes. No caso dos fosfatados, que também são muito usados nos campos brasileiros, as importações totais estão 3% acima do ano passado. Mas ainda assim, o Rabo Research projeta uma retração na demanda por fertilizantes neste ano de 2026.

A estimativa é de entregas de 45 milhões de toneladas no país, uma queda de pouco mais de 8% in relação ao ano anterior. Eu volto amanhã, boa quinta-feira para você.

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