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EUA apresentam plano para que tropas de Israel deixem Sul do Líbano

25 de junho de 20265min
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Uma proposta que teria o apoio dos Estados Unidos surge como mais um obstáculo para as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. A medida consistiria na transferência de parte do território do sul do Líbano, atualmente ocupado por Israel desde o início da guerra contra o Hezbollah, para o exército libanês. A informação foi divulgada pela agência Reuters. No entanto, o exército libanês não é forte e não tem estrutura.

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Participantes neste episódio3
A

Ana Leoni

HostJornalista
Á

Álvaro Machado Dias

AnuncioEspecialista
A

Ariel Palacios

AnuncioComentarista
Assuntos2
  • Pressão dos EUA sobre Israel e LíbanoProposta de transferência de território · Israel · Hezbollah · Exército libanês · Estados Unidos · Benjamin Netanyahu
  • Onda de calor na EuropaBloqueio atmosférico ômega · França · Marine Le Pen · Itália · Espanha · Organização Meteorológica Mundial
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Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje começamos com informações sobre Israel e Líbano, mais um obstáculo para as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. E agora surge uma proposta que teria o apoio dos Estados Unidos. Consistiria no seguinte: as forças israelenses transfeririam parte do território do sul do Líbano, que hoje está ocupado, está ocupado desde o começo da guerra contra o Hezbollah, para o exército libanês.

Essa informação foi divulgada pela agência Reuters. Só que o exército libanês não é forte, não tem estrutura. O Hezbollah, aliás, é bem mais forte que o próprio exército libanês. Então, como é que isso funcionaria? Os soldados libaneses que participarem desse projeto passariam por um treinamento e por um processo de verificação conduzido pelos Estados Unidos para garantir que não, ninguém possui ali vínculos com o Hezbollah. O exército libanês já recebe uma ajuda militar dos Estados Unidos há muitos anos, e um projeto como esse poderia fortalecer o Estado libanês diante da influência do Hezbollah.

Israel continuaria mantendo a presença militar numa zona de segurança ao longo da fronteira. Vamos lembrar que há um cessar-fogo entre os dois lados, entre Israel e Hezbollah, desde domingo passado, Mas sempre é violado. Por exemplo, nesta quarta-feira teve um ataque com um drone israelense contra um veículo no sul do Líbano que matou pelo menos 2 pessoas. Israel diz que eram integrantes do Hezbollah. Tanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, sempre dizem que o país não vai retirar suas tropas do sul do Líbano.

Netanyahu está cada vez mais pressionado. De um lado, tem um presidente americano determinado a encerrar a guerra, a encerrar esse conflito. E de um outro lado tem uma base política doméstica muito resistente que quer o fim do Hezbollah do Líbano. Então retirar as tropas de lá geraria um enorme desgaste político a poucos meses da eleição em Israel. Agora a gente fala sobre como governos da Europa estão lidando com a onda de calor.

Calor de verdade, tem uma onda de calor em que temperaturas lá na Europa chegaram a ficar até 18 graus acima da média. Os meteorologistas chamam isso de bloqueio ômega. É um bloqueio atmosférico que aprisiona massas de ar quente por vários e vários dias consecutivos. Temos visto interrupções de transporte, fechamento de escola, de pontos turísticos. Na França, por exemplo, pelo menos 40 pessoas morreram afogadas, a maioria jovens.

Por causa disso, o governo decidiu proibir o consumo de álcool em espaços públicos em regiões sob alerta vermelho de calor. Também há restrição de bebidas alcoólicas em áreas como as às margens do Rio Sena e no Canal de São Martim. O calor na França virou agora uma bandeira política. A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, propôs o Plano Ar Condicionado, ar condicionado nacional, para instalar sistema de refrigeração em todas as escolas e hospitais do país.

Ela propõe conceder empréstimos subsidiados pelo governo para que milhões de famílias instalem aparelhos em suas residências. Os críticos acusam a direita de oportunismo político, argumentando que muitos desses partidos, desses políticos, demoraram a reconhecer a gravidade das mudanças climáticas. Na Itália, em quase todo o país, vigora uma norma que suspende atividades ao ar livre entre meio-dia e meia e 4 da tarde. Lá, quando a temperatura atinge 35 graus, medidas mais restritivas são aplicadas, e aí trabalhadores podem receber até um auxílio salarial do governo quando as atividades são interrompidas.

Na Espanha, quando alertas laranja ou vermelho são emitidos, os empregados podem reduzir ou modificar o horário de trabalho. Quem não consegue trabalhar direito pode ter até 4 dias de licença remunerada. A Organização Meteorológica Mundial alertou que essa onda de calor que atinge grande parte da Europa Ocidental deve persistir por mais pelo menos Duas semanas. Mundo em 3 Minutos. Até amanhã.

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