Episódios de Comentaristas

O avanço na inadimplência no mercado do aluguel de imóveis

25 de junho de 20268min
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Naiara Bertão comenta sobre a inadimplência no setor de imóveis: o sonho da casa própria e o desafio das dívidas. De acordo com pesquisa sobre inadimplência locatária os índices voltaram a subir, e como analisou a especialista, por ser “uma das últimas contas que alguém deixa de pagar”, isso se torna um dado muito mais complexo e preocupante. Ouça para entender.

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Participantes neste episódio3
S

Speaker D

Host
C

Carol

Co-hostApresentadora
N

Naiara Bertão

ConvidadoEspecialista em imóveis
Assuntos4
  • Inadimplência no aluguelAumento da taxa de inadimplência · Aluguéis de até R$1.000 · Aluguéis acima de R$13.000 · Generalização da situação · Moradia como última conta a ser paga
  • Importância do tráfego pagoRenda não acompanha gastos · Baixa taxa de desemprego · Falta de reserva de emergência · Imprevistos (saúde, etc.) · Endividamento
  • Política do EndividamentoRenegociação de dívidas · Busca por renda extra (freela) · Análise de gastos e cortes · Criação de reserva de emergência
  • Sonho da casa própria e realidadeDistância do sonho da casa própria · Investidores pensando em comprar imóvel
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?Voz A

Why wait? Ask your doctor, visit botoxchronicmigraine.com, or call 1-800-44-BOTOX to learn more. No fim das contas.

?Voz D

Sabe que hoje apareceu aqui uma funcionária nova?

NBNaiara Bertão

Quase isso. Nayara Bertão, bem-vinda de volta. Pelo menos me autorizaram subir.

?Voz D

Sua cara reconheceu lá embaixo? Pois é, reconheceu. Olha só. Que bom, RH não tomou medidas então, que ótimo, sempre uma boa notícia. Bem-vinda de volta.

NBNaiara Bertão

Obrigada.

?Voz D

Hoje a Nayara voltou e voltou tão animada que é só ela mesmo para a gente falar do avanço da inadimplência no pagamento de aluguéis. Novo levantamento, aliás, é um novo levantamento que mostra isso, né, Nay?

NBNaiara Bertão

Conta tudo. Isso mesmo, vamos lá. Bom, obrigada aí, né, pela receptividade de volta, espero estará à altura do novo quadro, né? Reformulado, reformulado, reformulado. Mas vamos lá. Bom, a gente tem falado já ao longo de todos esses meses e anos sobre pressões financeiras que as famílias têm enfrentado no Brasil em especial. E uma delas agora é a da moradia. Por que que isso é preocupante? E eu já conto do levantamento. A moradia, geralmente o aluguel, é uma das últimas contas que alguém deixa de pagar.

Porque por causa do risco mesmo, né, de ser despejado. Então é um dado preocupante. O levantamento é do Índice de Inadimplência Locatária da Superlógica e mostrou que a taxa de inadimplência do aluguel, depois de meses em queda, em trajetória de queda, voltou a subir em maio, 3,22%. Parece uma variação pequena, mas como eu comentei, né, é uma das últimas despesas que as famílias costumam deixar de pagar. Então realmente é um alerta.

Interessante que esse levantamento também mostrou que não é só um perfil de imóvel ou de morador de imóvel que está deixando de pagar o aluguel. A gente tem, por exemplo, 6% de inadimplência, acima de 6%, para quem é para aluguéis de até R$1.000 por mês. Então é um pessoal que está ali cabelando, como a gente fala, para pagar as contas mesmo. E também aluguéis mais caros, acima de R$13.000, também subiu esse mês. Então Não tem um perfil específico, a situação é mais generalizada.

?Voz D

É, morar tá muito caro mesmo. Muito, muito, muito caro.

NBNaiara Bertão

Muito caro. E é isso, as famílias elas precisam, não é tanto uma desorganização financeira, é uma falta de dinheiro. Então a capacidade de pagamento do brasileiro para muitas contas tem diminuído. A gente tem N fatores aí que podem ser elencados, mas tem essa questão mais generalizada.

?Voz C

E agora a gente vai também entender sobre o que que isso significa na vida financeira das pessoas e também os impactos nos planos da vida, né? Porque morar é a base para muita gente, né?

NBNaiara Bertão

Total. Acho que até falando um pouco mais de planos, né, o sonho da casa própria é um sonho do brasileiro há muitas décadas. E inclusive uma pesquisa recente aqui da Ambima traz que 31% das pessoas que investem hoje pensam em comprar um imóvel. Se a gente tá falando que as pessoas estão deixando inclusive impossível de pagar o aluguel, qual que é, né, a distância até esse sonho da casa própria? Então tá ficando cada vez mais distante mesmo, as contas tão apertadas.

E tem vários fatores que interferem, eu acho que isso é importante justamente pra gente entender o que é possível fazer, né? Um dos fatores é de fato a renda. A renda não está acompanhando os gastos, né? Por mais que a gente tenha tido alguns aumentos ainda incrementais de renda, em média, ela não tá acompanhando os gastos. A gente tem emprego, né, emprego, uma taxa de desemprego baixa, mas mesmo assim a renda não tá acompanhando a quantidade de conta.

?Voz D

O que quer dizer que a qualidade de vida das pessoas vai diminuindo, né?

NBNaiara Bertão

Exatamente, é isso, a capacidade de pagamento. E aí você tem que começar a priorizar aonde eu gasto, corta aqui, corta ali, faz mais um free aqui, às vezes mais outro emprego. E uma coisa que ainda preocupa mais é porque uma parcela das pessoas tem dívida para pagar. Então não só as contas, né, estão chegando, como ainda tem a parcela do endividamento. E fora a questão das bets, né, e outras, outros ralos do orçamento aí que a gente pode também trazer.

E um outro fator super relevante que pouca gente presta atenção são os improvisos. Então, desculpa, os imprevistos. Então, por exemplo, questões de saúde, tem que achar um jeito ali de pagar. Mas é isso, né, uma questão de saúde, um outro gasto que veio sem a gente prestar atenção que poderia vir. E muitas famílias não têm o que a gente chama de reserva de emergência ou reserva financeira. E essa reserva, ela é super importante justamente para absorver esses choques no orçamento e não prejudicar ainda mais o que já está comprometido.

Então esse é um— já fica aí uma dica. Acho que essa é uma questão muito relevante de realmente separar um dinheirinho ali do jeito que dá mas para imprevistos, porque eles vão acontecer, são fato, e eles podem sim atrapalhar ainda mais a desorganização que pode existir no orçamento. Outra questão de solução que a gente pode ver é fazer um raio-X. O que está acontecendo? Onde eu estou gastando? Onde dá para diminuir? O que dá para fazer?

Porque muita gente realmente está com orçamento apertado. E onde eu consigo um freela, alguma coisa a mais, alguma renda extra para conseguir sair dessa situação. E o endividamento, a gente já falou várias vezes aqui, mas vale reforçar, dá para tentar renegociar dívida, tem vários saldões de Limpa Nome. Então é também uma alternativa e não pode deixar a bola de neve, principalmente quando a gente está falando do aluguel, que é uma despesa Muito importante.

Imagina, né, as pessoas ficando aí sendo despejadas do apartamento, da casa onde estão. Então tem que tomar cuidado, não pode deixar para lá esse tipo de situação. Perfeitamente.

?Voz D

Algo acrescentar, Nay? Não, só isso.

NBNaiara Bertão

A gente, aliás, tem o e-mail, né? Agora temos um e-mail, no fim das contas, @cbn.com.br. Mande para a gente dúvidas, sugestões. A gente realmente gosta, né, quando vocês comentam, porque também dá ideias do que vocês que eles têm interesse em saber. Muito bom.

?Voz D

Nayara Bertão de volta para compor sempre duplas com Ana Leone e a Natália Largue no nosso No Fim das Contas, às terças e quintas aqui no Estúdio CBN. Bem-vinda de volta, um beijo, até a semana que vem.

NBNaiara Bertão

É, até a semana que vem. Boa tarde.

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