Falta um ano para a Copa do Mundo de Futebol Feminino
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Judsy
Talita
- Futebol feminino e investimentoLegado pós-Copa · Investimento em centros de treinamento · Direitos das jogadoras · Arthur Elias · Lesão de LCA
- Copa do Mundo Feminina 2027Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 · Brasil · FIFA · Cidades-sede · Maracanã · Estrutura de estádios
- Comparativo Copa Feminina e Masculina 2014Copa do Mundo de Futebol Feminino · Copa do Mundo de Futebol Masculino de 2014 · Cobertura da imprensa · Brasil
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Boa tarde, Thaddei. Todo mundo tá ligado aqui no Estúdio CBN.
Falta um ano para a Copa do Mundo feminina que vai ser, que vai acontecer. Aqui no Brasil, o que que a gente já sabe do Mundial?
É isso, né? Falta um ano. Ontem, inclusive, lá em Miami, pouco antes do jogo entre Brasil e Escócia, houve um evento promovido pela FIFA com a participação de alguns nomes, né? Aline Pellegrino, Cristiane, enfim, estiveram presentes também para poder falar um pouco sobre evento, comemorar. Tá, você tava por lá, enfim. É a Copa do Mundo Feminina que acontece em junho, né? Aqui no Brasil já tem as cidades-sede definidas, estádios também, né, já temos aí os estádios definidos.
A gente está no momento de começar aquele processo de ver a estrutura dos estádios, ver como é que tá a questão de infraestrutura, não só estrutura propriamente dita, mas também conexão dos estádios, né. Como a maior parte dos jogos vão acontecer em estádios que também sediaram a Copa de 2014, então não é um processo tão complicado assim. E aí é claro, a gente tem a questão envolvendo o desenvolvimento dessas cidades também para receber essas seleções que vão participar da Copa do Mundo de 2027 aqui no nosso país, mas ainda tá num processo muito inicial assim, dá para dizer que ainda é algo muito, muito começo ainda desse processo todo, né?
A gente já sabe, a FIFA já confirmou que a final da Copa vai acontecer no Maracanã, palco do futebol, ainda não definiu oficialmente quando será Onde será a abertura da Copa do Mundo? A gente também acredita que essa abertura aconteça no Maracanã, até porque a seleção feminina, dependendo do chaveamento, enfim, dos confrontos, ela pode correr o risco de não jogar no Maracanã, que é o palco do futebol, caso ela não chegue na final.
Então a tendência é que a abertura também seja aqui no Rio de Janeiro, mas ainda estamos naqueles processos mais iniciais. Até por conta disso, né, como a Copa vai acontecer em estádios que também já sediaram a Copa de 2014, esse processo é um pouco mais simples porque porque não tem todo aquele processo que a gente viu acontecer em 2014 aqui no Brasil por conta da Copa do Mundo masculina.
Tá, Tati? Muito bem. Bom, tá todo mundo bem animado, né? Eu tô percebendo assim, para o Mundial aqui e tal, mas eu tô vendo mais animação do que ação. É impressão minha ou ainda tá longe?
Não, não acho que seja impressão não. A gente, eu tava até falando sobre essa questão, né, da Copa feminina, pensando sobre isso e até fazendo, claro, é inevitável uma comparação com 2014, porque a gente vai sediar uma Copa também, né. E aí eu falo de 2014 porque eu me lembro de forma muito forte de que a partir de 2012, pelo menos, a gente já tinha uma cobertura muito forte em relação à preparação do Brasil para recepcionar uma Copa do Mundo.
De investigação, de acompanhamento realmente da montagem dessas estruturas, de como as cidades estavam se preparando para receber uma Copa do Mundo aqui no nosso país. Então foi uma cobertura muito mais incisiva e que começou com muito mais tempo antes, né? A gente tá falando de um ano apenas para Copa do Mundo feminina. A gente precisa lembrar, o Brasil vai sediar e é o primeiro país aqui na América do Sul que vai sediar uma Copa do Mundo.
Numa décima edição, né? Então são números muito marcantes. A Copa Feminina, ela começou a acontecer em 1991, então a edição de 2027 será a décima edição da Copa do Mundo. O Brasil, que esteve presente em todas as edições, mas ainda é algo muito, muito pequeno. Eu acho que ainda é uma movimentação muito menor, não só das cidades que vão receber a Copa, né, que serão as sedes da Copa, dessa movimentação, dessa, de começar mesmo a fazer ativações para mostrar para público, para as pessoas que moram nesses locais, e elas vão receber a Copa do Mundo, mas também certa forma da CBF.
Ainda acho que são eventos muito tímidos que a CBF faz, com pouca divulgação. E eu sempre gosto de dizer, né, a cobertura da imprensa que ainda é muito fraca. Eu acho que o jornalismo esportivo, ele precisa ter um pouco de autocrítica em relação a isso também, porque eu acho que a gente ainda faz uma cobertura muito, muito pequena em relação a um país que vai receber uma Copa do Mundo pela primeira vez, um país da América do Sul recebendo uma Copa do Mundo.
E é importante a gente dizer sobre isso porque as expectativas em relação à Copa Feminina, elas estão muito grandes no sentido de virada de chave. Eu acho que a gente sempre espera isso, né? A FIFA vai fazer um investimento bilionário, a expectativa é que também o governo federal faça um investimento bilionário nessa Copa do Mundo Feminina. E a gente sempre espera do que vai ficar após a Copa, uma competição que dura 2 meses, que dura 1 mês.
Então assim, você sempre espera o que que vai ficar para essas equipes que atuam aqui no futebol brasileiro dessa Copa. E aí eu acho que não só sobre legado, para a gente começar a discutir em relação aos investimentos que serão realizados nos centros de treinamento que vão receber as seleções, mas também nos estádios que vão precisar passar por algumas reformas. Mas quais são os estádios que vão seguir com as portas abertas? Quais são os centros de treinamento que vão conseguir continuar recebendo os times femininos que atuam aqui no futebol brasileiro?
E mais do que legado, eu acho que é sempre importante a gente fazer uma crítica em relação ao cenário atual. 25 de junho de 2026. Qual é a realidade do futebol feminino brasileiro? Como é que são os direitos dessas jogadoras? Qual é a estrutura de trabalho dessas atletas, né? A gente sempre fala aqui também sobre a questão envolvendo preparação física dessas jogadoras. E aí eu sempre gosto de lembrar, infelizmente, mas eu acho que é importante a gente lembrar, né?
A gente teve agora há pouco os treinos com o técnico Arthur Elias, e aí mais uma jogadora sofreu com a lesão de LCA. E aí, dos registros que eu tenho, são 16 atletas só no LCA 1 que sofreram com a lesão de LCA. Então não é possível assim, existe uma questão aí envolvendo a preparação física dessas jogadoras que ainda tem um hiato muito grande em desenvolvimento e na forma de trabalhar com essas jogadoras. Então eu acho que são temas que são muito importantes da gente tá discutindo desde já, há um ano, né?
Acho que já é um pouco período curto já, já era para a gente estar discutindo sobre tudo isso para que quando chegar 2027 a gente não fique só na festividade, vamos receber 'Vamos ganhar uma Copa, olha que maravilha.' Mas discutir o que foi, o que vai ser essa Copa de 2027, falando de presente, quando ela tiver acontecendo, mas principalmente o que que ela vai deixar para o futebol feminino brasileiro, que ele ainda precisa evoluir bastante em relação a tudo que envolve o futebol feminino aqui, Tati.
Legal, legal. Talita Joutsy conosco às segundas e quintas para a gente falar de futebol feminino aqui no nosso Convocadas. E vamos acompanhar bem de pertinho os preparativos do Brasil e de que maneira as entidades do futebol, os clubes, é, tem, vão lidar com esse Mundial, né? De que maneira vão estruturar o maior campeonato de futebol do mundo no nosso país? Aqui a gente já sediou uma Olimpíada recentemente, já sediou uma Copa recentemente.
Tem estrutura para receber uma Copa do Mundo feminina? Vamos ver como é que o nosso país vai lidar com ela. Obrigada, Talita. Beijo para você, até a semana que vem.
Bonjour à toi.
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