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Medicamentos para tratamento de obesidade e diabetes afetam a fertilidade masculina? Entenda

26 de junho de 20265min
0:00 / 5:53
Luis Fernando Correia comenta sobre uma análise apresentada no ENDO 2026, o maior congresso de endocrinologia do mundo, realizado em Chicago, sobre remédios da nova geração contra obesidade, que viraram sinônimo de emagrecimento, que apresentou se as medicações podem ou não afetar a fertilidade masculina.

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Participantes neste episódio3
L

Luis Fernando Correia

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
M

Milton

Co-hostJornalista
Assuntos3
  • Fertilidade e GravidezAgonistas do GLP-1 · Fertilidade masculina · Testosterona · Semaglutida · Liraglutida · Obesidade · Diabetes
  • Terapia de reposição de testosterona (TRT)Indicações médicas · Produção de espermatozoides · Saúde metabólica
  • Congresso de Endocrinologia ChicagoUniversidade de Warwick · Reino Unido · Ensaios clínicos
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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LFLuis Fernando Correia

Saúde em Foco com Luiz Fernando Correia.

?Voz C

Muito bom dia, Dr. Luiz Fernando Correia.

LFLuis Fernando Correia

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor.

?Voz C

O que que o senhor nos traz aí de reflexão a propósito desses tratamentos de obesidade e diabetes?

LFLuis Fernando Correia

Pois é, Milton, a gente fica achando que todo dia sai uma coisa nova com relação aos medicamentos dessa classe, né, os agonistas do GLP-1, que infelizmente ganharam esse nome ruim de canetas, né. Mas enfim, sinônimo, isso parece já virou sinônimo de emagrecimento e parece que toda hora sai uma coisa dizendo que serve para outro problema. A dúvida que ontem me apareceu nisso, quando esses medicamentos surgiram, era qual seria o impacto disso na fertilidade masculina.

Então foi apresentado no congresso que eu tava lá em Chicago, do ESMO 2026, uma revisão feita pela Universidade de Warwick, Reino Unido, que mostrou reunião de ensaios clínicos já feitos sobre isso. Eles encontraram 5 estudos bem conduzidos que mostravam que, olhando principalmente para testosterona, que é um hormônio também que está em alta sempre nessa discussão, esse hormônio comanda a função do testículo, comanda a qualidade do nosso sêmen, mas também mexe com peso, glicose, colesterol.

Então a conclusão principal é boa, dizendo o seguinte: a revisão mostra que o uso desses remédios de forma prolongada não prejudica os hormônios masculinos, não piora a função sexual e não compromete a qualidade dos espermatozoides. Inclusive, em alguns dos ensaios, dos estudos, mostrou melhora. Um estudo de 24 semanas com semaglutida observou melhora na forma do espermatozoide, melhorou o colesterol também, obviamente, sem mexer no nível da testosterona.

Um outro com liraglutida, que é um outro medicamento desse grupo, justamente com homens que tinham testosterona baixa por causa da obesidade, a testosterona subiu e os resultados de saúde foram melhores do que repor testosterona. Aí é que tá o ponto importante. Por quê, Milton? Essa historinha de repor testosterona tá em moda, Embora a gente saiba que não existe indicação disso só em cima do número do resultado do exame, que aliás tem que ser feito com bastante cuidado e com critérios muito específicos.

Então muitos homens jovens estão em idade fértil, estão recebendo testosterona porque acham que estão com hormônio baixo, porque ouviram alguém falar, ou foi um colega que fez esse exame E disse: não, seu número tem que melhorar. O problema é que repor testosterona pode desligar a produção de espermatozoide. Então a ideia com esses medicamentos mostra o seguinte: quem tem obesidade pode ter testosterona mais baixa, não quer dizer que testosterona que precisa ser reposta, testosterona mais baixa.

E aí é o seguinte: quem sabe se eu tô tratando a causa, que é a obesidade, que é o excesso de peso, a desordem metabólica, O corpo não vai recuperar naturalmente, recuperar níveis de testosterona de forma natural sem sacrificar a fertilidade desse homem. Então é o seguinte, foram 5 estudos só, isso é verdade, mas apontam para uma coisa, Milton: tratar obesidade, melhorar o perfil metabólico, melhora a saúde em geral. E agora um ponto importante para homens jovens com obesidade que que estejam com testosterona, achando que estão com testosterona baixa, ou tiveram diagnóstico de testosterona baixa, melhorar a saúde metabólica vai melhorar, pode melhorar esse perfil sem necessidade de utilização de hormônio por fora, no caso a testosterona, que a gente sabe que tem graves consequências e complicações possíveis.

Então é um alerta interessante que veio lá do Congresso do Endo Chamando de novo atenção, gente, essa historinha de dosar testosterona tá cansando, viu, em homens e mulheres. Para as mulheres é muito simples: se o médico pediu para dosar testosterona, troca de médico. Mulher não tem que dosar testosterona, ponto. Os homens pode dosar em algumas situações muito específicas, né, gente.

?Voz C

Muito obrigado, Dr. Luiz Fernando. Bom dia.

LFLuis Fernando Correia

Bom dia para você, Milton, Cassi, todos os ouvintes. Olha, dia 11 de julho, São Bento vai com certeza ajudar o Brasil Até porque é meu aniversário. Ah, mais um motivo.

?Voz A

Um abraço, até mais.

?Voz C

Até mais, Doutor.

LFLuis Fernando Correia

Um abraço, até mais.

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