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França tem 'cara de velório' em anúncio com Haddad, o que mostra que topou missão 'bastante a contra-gosto'

26 de junho de 20264min
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O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, anunciou na manhã desta quinta-feira (25) o ex-governador Márcio França (PSB) como vice na chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes. Ouça a análise de Vera Magalhães.

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Participantes neste episódio2
C

Cássia

HostJornalista
V

Vera Magalhães

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Negociacao Chapa HaddadFernando Haddad · Márcio França · Candidatura ao governo de São Paulo · Lula · Geraldo Alckmin
  • Estratégia eleitoralEleição em São Paulo · Fernando Haddad · Lula · Tarcísio de Freitas
  • Possível candidatura de Marcelo Crivella ao SenadoSimone Tebet · Marina Silva · Candidatura ao Senado
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?Voz A

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VMVera Magalhães

Viva a voz com Vera Magalhães.

CCássia

Vera Magalhães gravou o comentário de hoje que nós vamos ouvir agora. Boa tarde, Cássia, Nadedja, ouvintes, também quem assiste o CBN Brasil. Ontem foi anunciada a chapa aqui de São Paulo que vai dar suporte à candidatura do presidente Lula. Ela tem o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad como candidato a governador, a gente já sabia disso, mas foram definidas as posições para vice de Haddad e para o Senado. Havia uma controvérsia, uma espécie de congestionamento nesse meio de campo, e Finalmente se arbitrou, Lula arbitrou juntamente com o Geraldo Alckmin, que caberia ao ex-ministro Márcio França ocupar essa vice.

A cara que ele tava no anúncio, uma cara de velório na verdade, mostra que ele topou essa missão bastante a contragosto. Deve ter obtido promessa de que em caso de vitória de Lula para um quarto mandato, ele vai ser recompensado com uma posição melhor no ministério, melhor do que aquele ocupou neste mandato como ministro de Pequenas e Microempresas. As duas candidatas ao Senado serão também as duas ex-ministras, Simone Tebet e Marina Silva.

É uma aposta do Lula em diferenciar bastante a sua chapa daquela que deverá vir acompanhando o governador Tarcísio de Freitas na sua candidatura à reeleição. Duas mulheres, uma delas de perfil bem à esquerda, que é a ex-ministra do Meio Ambiente, e uma de corte mais liberal, que é a ex-ministra do Planejamento, que faz uma migração de Mato Grosso do Sul para São Paulo, na expectativa de ser acolhida por uma parcela do eleitorado da Faria Lima, dos profissionais liberais, um público que votou nela em 2022 para presidente.

E que esteve com ela naquela migração para apoiar o Lula no segundo turno. Então é esse o time do Lula. A gente tem falado muito da importância que o presidente dá à eleição em São Paulo, perder de pouco ou, se possível, mandar Fernando Haddad para um segundo turno para ser o suporte da sua própria candidatura no estado que é o maior colégio eleitoral do país. E ele espera ter formado um time competitivo. Muito pouco provável.

Que Haddad tem ali uma chance real de vitória. As pesquisas não mostram isso. O eleitorado conservador do interior de São Paulo, principalmente, não permite imaginar que o PT teria sua primeira vitória no estado. Mas é um time que parece forte o suficiente para fazer aquilo que se espera dele, que é garantir a mesma votação para o Lula e para o Haddad que eles tiveram em 2022. Fico por aqui e a gente volta a falar na semana que vem. Um ótimo jornal para vocês.

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