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A entrada dos rebeldes Houthis, do Iêmen, no conflito no Oriente Médio

31 de março de 20264min
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Os rebeldes Houthis, do Iêmen, lançaram mísseis contra Israel no sábado, depois de um mês de guerra. A Rússia enviou barris de petróleo para Cuba.

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Participantes neste episódio1
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Fernando Andrade

HostJornalista
Assuntos2
  • Rebeldes HouthisEstreito de Babel-Mandab · Guerra no Iêmen · Lançamento de mísseis contra Israel
  • Petróleo Russo CubaEnvio de petróleo da Rússia · Crise humanitária em Cuba
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O Mundo em 3 Minutos. Olá, sou Fernando Andrade, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje eu gostaria de falar sobre o estreito de Babel Mandab, que fica no Mar Vermelho, fica na região do Iêmen, onde estão os Huts, que entraram na guerra nesse fim de semana. Vamos por partes, então, os Huts.

São um grupo xiita de origem tribal que domina boa parte do Iêmen, são financiados e treinados pelo Irã, porém mantêm uma certa independência. E no sábado, lançaram mísseis contra Israel. Depois de um mês de guerra, veja só, mandaram um aviso, então, ó, estamos aqui. E se os Houthis fechassem o Estreito de Babel-Mandab, assim como o Irã fechou o Estreito de Hormuz? Importante explicar aqui essa rota, a importância do Estreito de Babel-Mandab.

Ele liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, conecta o canal de Suez ao Oceano Índico. Estamos falando de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Por lá, passa cerca de 10% do comércio mundial e grande parte do petróleo e gás que vão para a Europa e Ásia. Desde o começo da guerra, o volume de petróleo bruto que transitou pelo estreito de Babel-Mandeb aumentou 21%. A Arábia Saudita tem usado muito.

justamente para evitar o Estreito de Hormuz. O porto de Iambu, que é o mais importante da região, recebeu nas duas últimas semanas quase 5 milhões de barris de petróleo por dia. Isso é três vezes mais que a média, também uma alternativa a Hormuz. Vamos lembrar o seguinte, que no fim de 2023, os ruts atacaram embarcações que atravessavam o Estreito de Babel-Mandeb e foi uma retaliação à guerra de Israel contra Gaza.

Em janeiro de 2025 também houve ataques. No total foram mais de 100 navios atacados, dois afundaram e quatro marinheiros morreram. Em resposta, Estados Unidos e Israel bombardearam várias áreas controladas pelos ruts no Iêmen. Houve um acordo para parar, mas esse acordo não existe mais.

E por falar em petróleo, sabe quem recebeu petróleo? Cuba. E sabe de onde? Da Rússia. Sim, a Rússia enviou um navio com cerca de 730 mil barris de petróleo. E veja só, os Estados Unidos não interceptaram esse petroleiro, não fizeram nada, deixaram passar. Isso não vai resolver o problema de falta de energia em Cuba. É só um pequeno alívio. A crise na ilha é enorme.

A ONU já alertou para uma possível emergência humanitária. Foram três meses sem receber petróleo vindo de fora para abastecer o governo. Porque para abastecer o setor privado, tem petróleo, sim, e vem sabe de onde? Da Flórida. Olha só, o embargo dos Estados Unidos a Cuba permite a venda de combustível diretamente ao setor privado.

Se o petróleo for venezuelano, também pode vender para o setor privado, desde que as transações excluam entidades estatais e militares. É tudo regulado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro Americano. Está tudo certinho.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, considerado o principal articulador de uma provável ou possível mudança na política de Cuba, já disse abertamente que apoia o comércio com o setor privado é uma tentativa de enfraquecer o regime cubano. Mundo em 3 minutos. Até a próxima edição.