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Mercado de influenciadores financeiros cresceu 300% nos últimos cinco anos, aponta estudo

30 de março de 202611min
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Ana Leoni e Nathália Larghi falam sobre o intenso aumento no mercado de influenciadores financeiros, com crescimento de audiência e também de produção de conteúdo nas redes sociais. De acordo com a pesquisa Finfluence, feita há cinco anos pela Anbima, a audiência dos influenciadores financeiros chegou a 310 milhões de pessoas nas redes no segundo semestre do ano passado. Ouça.

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Participantes neste episódio2
N

Natália Larghi

HostJornalista
F

Fernando Andrade

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Crescimento do mercado de influenciadores financeirosPesquisa Finfluence · Crescimento de audiência · Produção de conteúdo nas redes sociais · Qualificação de influenciadores
  • Certificações e regulamentações financeirasCertificação profissional · Responsabilidade ética · Transparência para o público
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Pode isso, meninas. Na CBN, com Ana Leone, Nayara Bertão e Natália Largue. Hoje, um pouquinho mais cedo, Ana Leone e Natália Largue, bem-vindas e boa tarde. Olá, pessoal, boa tarde. Boa tarde.

Bom, hoje a gente vai falar sobre o mercado de influenciadores financeiros. Pra onde você olha, você encontra um. É um crescimento, tem muita audiência. Essa produção de conteúdo nas redes sociais que todo mundo já se deparou com. E tem uma pesquisa, Nath, que mostrou que a audiência dessa galera cresceu por 300%. Como assim? Conta mais.

É isso mesmo, Fernando. Os números mostram um crescimento muito consistente, acelerado desse universo. A audiência dos influenciadores financeiros chegou a 310 milhões de pessoas, na verdade, milhões de perfis, porque essa pesquisa mapeia quatro redes sociais diferentes, o YouTube, o X, o antigo Twitter, o Instagram, também o Facebook. Mas são 310 milhões de seguidores, que é muita gente, muita coisa.

Essa pesquisa é o FinFluence, que é um estudo que é feito há cinco anos pela Ambima, e a gente trouxe uma prévia dessa nova versão lá no Valor Investe hoje. Esse número de 310 milhões de inscritos, de seguidores e tudo mais, representa uma alta de 8% em relação ao começo do ano passado, né? E quando a gente olha para um horizonte maior, esse avanço realmente é muito forte. Foi um crescimento de 300% nos últimos cinco anos, desde que essa pesquisa começou a ser feita.

Isso indica o quê? Que o interesse por finanças, investimento, organização do dinheiro e tudo mais, realmente ganhou um espaço no dia a dia das pessoas. Cada vez mais pessoas querem saber onde investir, como cuidar do seu dinheiro e tudo mais. E isso é uma prova disso.

E esse movimento, obviamente, não acontece só do lado do público, porque se há um interesse maior do público, há também o interesse dos criadores em fazerem conteúdos desse assunto. Não à toa, quando a gente olha o número de influenciadores, ele também cresceu de forma bem relevante. Ele passou a marca de 900 perfis ativos nas principais redes sociais. Como eu falei, essa pesquisa geralmente olha para o Instagram, YouTube, Facebook e Twitter.

Outro ponto importante é o volume do conteúdo produzido. Esse levantamento mostrou que foram cerca de 468 mil publicações em só um semestre. Então mostra realmente que esses criadores estão cada vez mais ativos, trabalhando, postando bastante coisa, presentes na rotina digital dos seguidores. E mesmo com esse aumento na quantidade de conteúdo, a gente vê que o engajamento continua alto.

Então, segundo esse estudo, foram aproximadamente 1,3 bilhão de interações, o que mostra que o público não só acompanha, mas ele participa de alguma forma, curtindo, comentando, compartilhando e tudo mais. Então, a gente vê que ainda estamos num mar azul, ou seja, tem bastante conteúdo sendo criado, tem bastante influenciador aparecendo, tem bastante seguidor, mas essa interação entre essas partes mostra que realmente o interesse é grande e há espaço para ter ainda mais.

Agora, além do crescimento, tem também uma mudança importante na forma de olhar para esses influenciadores, principalmente em relação a que qualificação eles têm. A Ambima, inclusive, passou a destacar quem tem certificação no mercado financeiro, né, Ana?

Então, esse é um ponto relevante. Esse estudo é um estudo super importante porque ele dá uma dimensão do universo de produtores de conteúdo nesse segmento de finanças e investimentos. Antes, se tinha só uma suposição do tamanho desse mercado e esse relatório veio para mapear. É claro que ele leva em consideração uma série de critérios bastante objetivos.

Então, o tamanho da rede, o engajamento que aquele influenciador tem, existem algumas categorias que também se classificam nesse relatório. E agora está se olhando para a parte qualitativa do relatório.

Como eu disse, tinham questões bastante objetivas e esse olhar da qualificação desses profissionais que estão ali produzindo conteúdo nessa imensidade que foi dito, é uma forma também de dar mais clareza para o público final que consome esse tipo de conteúdo o tempo inteiro.

Quando se identifica quais influenciadores têm certificação, a Ambima ajuda essas pessoas a entender melhor quem está de fato habilitado a atuar em determinadas frentes no mercado. O mercado financeiro é um mercado altamente regulado e que existem personagens, atividades muito específicas a serem desempenhadas e cada uma dessas atividades tem ou uma licença de trabalho ou uma necessidade de qualificação específica.

Especialmente quando a gente está falando do universo de recomendação, e que muitas vezes essa recomendação nas redes sociais está disfarçada de publicidade, a publicidade está disfarçada de recomendação, ou é algo que está sendo induzido ali um conteúdo, e isso precisa ficar claro. Então, para identificar alguns ativos, para indicar, aliás, alguns ativos específicos,

caso de fundos, ações, ou fazer análise de empresas, ou recomendação mesmo, é necessário algumas certificações que já são reconhecidas no mercado. E o que essas certificações fazem? Elas comprovam o conhecimento técnico daquele profissional, então há uma aferição da qualificação técnica daquela pessoa que detém aquela certificação.

E também, boa parte das certificações, ela inclui uma responsabilidade a esse profissional, seja uma responsabilidade ética, regulatória. Então, eu acredito que esse é um mergulho interessante que esse relatório está fazendo. Por outro lado, é fundamental também a gente trazer um destaque aqui, que nem todo influenciador precisa de uma certificação.

Porque muitos deles se denominam educadores financeiros, ou tem uns que são economistas ou comunicadores. E aí essas atividades, por exemplo, elas não requerem alguma certificação específica. Mas o que a gente vê é que quanto mais qualificação tem, quanto mais claro isso fica para quem está consumindo aquele conteúdo,

Melhor. Então, os perfis, ou seja, as redes sociais, esses influenciadores, eles têm um papel muito importante na democratização do conhecimento, que antes era muito represado nas instituições ou em alguns poucos canais.

Então, mesmo que eles não façam nenhuma recomendação direta, é de bom tom que esses profissionais detenham ali uma qualificação naquilo que eles estão se propondo a influenciar. Então, essas pessoas ajudam mesmo os investidores, os consumidores a entender melhor como lidar com o seu dia a dia financeiro.

Então, esse é um ponto que pode diferenciar nesse mar de influenciadores de conteúdo que a gente tem nas redes sociais. Então, o público também precisa aprender a identificar esse tipo de conteúdo, aquele conteúdo que está mais alinhado ao que ele precisa, e se ele, de fato, está consumindo um conteúdo que seja de qualidade, que seja isento ou que...

fique claro qual é a competência que aquele profissional que está ali nas redes sociais se dispõe a fazer. O que a gente tem que tomar cuidado é que não se influenciar por aqueles que resolveram primeiro ensinar antes de aprender. Então, eu acho que esse avanço no relatório vai trazer essa qualidade para ajudar o investidor a escolher o que consumir nas redes sociais.

Agora Ana, essa certificação fica clara pro internauta, pro investidor que vai lá acessar o site, o perfil do cara? Porque nunca vi assim, sabe? Ah, eu sou certificado. Ninguém abre uma live falando assim.

Pois é, eu acho que esse é um desejo. Eu que trabalho com certificação profissional há muitos anos, Fernando, o que a gente vê é que a gente tem duas vias aí. A gente tem a via de quem detém a certificação e tem que dizer que tem. Olha, eu sou habilitado para isso, eu me qualifiquei para isso. Então, é um orgulho de mencionar e de dizer que ele tem aquele selo de qualidade e tem um trabalho das entidades certificadoras também de promover a importância dessa qualificação.

Eu vou dar um exemplo fora deste meio nosso aqui, que é, por exemplo, o selo do Inmetro. A gente sabe que tudo que tem o selo do Inmetro tem por trás uma diligência importante de qualidade daquele produto que está sendo oferecido. Então, é um trabalho de divulgar a importância de um selo de qualidade como esse e do produto que é vendido, aquela cadeirinha do carro que a gente pôs no nosso...

filho lá para viajar seguro, a gente sempre vai procurar, porque aquele produto também evidencia a qualidade que ele tem daquele selo, daquela entidade certificadora. Quando a gente traz isso para as pessoas, para os indivíduos, é a mesma coisa. Então, ele tem que dizer, olha, eu sou um profissional certificado, eu detenho essa qualificação. E ele se está apresentando como um produto, né? E o Inmetro...

das certificações, que é no caso a Planejar, que é no caso a Ambima, a Ancor e outras entidades certificadoras do mercado, ajudar a promover a importância dessas certificações. Então, acho que é um movimento dos dois lados para que a gente consiga também trazer esse peso e esse valor para quem está consumindo aquele conteúdo daquele profissional. Legal. E a Mari Brandão, nosso ouvinte, falou assim, baseada na entrevista de agora, correu na internet e viu que quem ela segue tem o certificado da Ambima.

Olá, muito bom. É isso aí que temos que fazer, sempre checar e perguntar. Eu acho que isso também é um movimento de fazer com que esses profissionais busquem também ter uma certificação de mercado para orientar melhor os seus seguidores. Legal. Ana, muito obrigado, Ana. Boa semana para você. Boa semana. Obrigado, Natália. Boa semana. Até a próxima, até quarta. Um beijo, pessoal. Até quarta-feira. Beijo.

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