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Javier Milei na Argentina Week na França

02 de outubro de 20263min
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Javier Milei na Argentina Week na França; no país francês, dívida pública atinge um nível recorde.

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Assuntos2
  • Javier Milei na Argentina Week e a situação econômica do paísencontro com empresários e Macron·discurso de campanha para 2027·queda da atividade econômica·aumento da pobreza e desemprego
  • Dívida pública recorde da França e suas implicações políticasnível recorde durante Macron·incapacidade de equilibrar o orçamento·impacto da pandemia e crise energética·questão central nas eleições de 2025
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O Mundo em 3 Minutos. Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Começamos hoje com a viagem do argentino Javier Milei à França. Lá acontece o Argentina Week. Lá ele se reuniu com empresários, políticos, investidores e com o presidente Emmanuel Macron. E aí, Milei, em tom de campanha, tem eleição na Argentina no ano que vem? Teve que fazer um malabarismo político para convencer as plateias de que a Argentina cresceu e continuará crescendo.

Num discurso para mais de 1000 executivos, Milei disse que a primeira coisa que é preciso é ter paciência, os processos de crescimento não são instantâneos, e que em 2027 os argentinos escolherão entre viver em um país próspero que atravessará Os melhores 4 anos da história ou pagarão as consequências? Bem, vamos aos dados que Milei tem que encarar. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatística e Censos mostrou que a atividade econômica do país caiu 2,9% em termos mensais e a Argentina está à beira de uma recessão.

Para muitos especialistas, já está em recessão. Para Milei, ainda não. A pobreza chegou a 32,3% da população no primeiro semestre do ano, 4 pontos acima do nível registrado no fim de 2025. Desemprego também subiu para 7,9% e o trabalho informal para 45%. Nesta sexta, último dia da Argentina Week, Milei participa do Fórum Econômico de Paris. Já que a gente tá falando da França, vamos citar aqui a dívida pública do país, que atingiu um nível recorde durante os 2 mandatos do presidente Emmanuel Macron.

Ela está agora em 119% do Produto Interno Bruto. A França, novamente, não chegará nem perto de equilibrar seu orçamento no ano que vem, apesar de uma proposta de cortes de gastos de 54 bilhões de euros. Bem, a França continua sendo uma grande potência, a gente está falando da 7ª maior economia do mundo. Mas sabe quando que o país equilibrou seu orçamento pela última vez? Em 1973. Depois disso, a dívida sempre ficou elevada, acima dos 90% do PIB anual.

E aí até dava para administrar por causa do crescimento constante e das taxas de juros próximas de zero. Mas aí veio a pandemia, depois a crise energética com a guerra entre Rússia e Ucrânia, e é esse o cenário de agora. E a dívida pública deverá se tornar a questão central nas eleições presidenciais do ano que vem. Sim, a França também tem eleição no ano que vem. Tanto é que o candidato de extrema esquerda, Jean-Luc Macron já tem proposta que é cancelar os títulos da dívida que estão nas mãos do Banco Central Europeu para liberar dinheiro para os gastos públicos.

Marine Le Pen, da extrema-direita, defende reformas para limpar as contas públicas. Emmanuel Macron já cumpriu 2 mandatos e não pode mais concorrer. Mundo em 3 Minutos, até a próxima edição.