Episódios de Comentaristas

Número de mamografias de rastreamento no SUS cai pelo segundo ano seguido

02 de outubro de 20265min
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O médico Luis Fernando Correia fala sobre a queda do número de mamografias de rastreamento realizadas no SUS pelo segundo ano consecutivo. 'Uma queda pequena, é verdade, 0,2% em 2024, mais 1% de queda em 2025. Mas o problema é que já era baixo'.

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Participantes neste episódio3
L

Luis Fernando Correia

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
M

Milton

Co-hostJornalista
Assuntos5
  • Queda no número de mamografias de rastreamento no SUSprodução de mamografias caiu pelo segundo ano·cobertura baixa para mulheres de 50 a 69 anos·SUS atende 75% da população brasileira
  • Aumento das mortes por câncer de mama no Brasil21.668 mortes em 2025·maior número da série histórica·altas chances de cura com diagnóstico precoce
  • Diagnóstico tardio de câncer de mama em mulheres jovensmulheres de 20 a 29 anos com diagnóstico avançado·câncer de mama mais agressivo em jovens·importância da avaliação médica para nódulos
  • Demora no início do tratamento de câncer de mama no SUSlei garante tratamento em 60 dias·média do SUS é de 86 dias·angústia da espera pelo tratamento
  • Recomendações para rastreamento e direitos do pacientemamografia a cada 2 anos para mulheres de 50 a 74·exame no SUS para mulheres de 40 a 49·30 dias para exames confirmatórios e 60 para tratamento
Transcrição9 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Saúde em Foco com Luiz Fernando Correia. Oferecimento: você luta pela sua saúde, a gente também.

LFLuis Fernando Correia

Alice, plano de saúde como deve ser.

?Voz A

Bom dia, Doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Doutor Luiz Fernando.

LFLuis Fernando Correia

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes.

?Voz A

Bom dia, Doutor Luiz Fernando. Vamos falar sobre mamografia. Nós estamos ouvindo, nós estamos ouvindo, é que tá com atraso na fala, mas vamos lá. Você pode falar sobre mamografia, por favor.

LFLuis Fernando Correia

Pois é, Milton, foi apresentado no congresso do Movimento Todos Juntos pelo Câncer em São Paulo, acabou ontem esse congresso, o panorama da atenção ao câncer de mama de 2026. É uma parceria do Instituto Natura, Avon e Observatório da Oncologia do próprio TJCC. Então a notícia não é boa não, viu? Pelo segundo ano seguido, a produção de mamografias de rastreamento no SUS caiu. Uma queda pequena, é verdade, 0,2% em 2024, mais 1% de queda em 2025.

Mas o problema é que já era baixo, né? A cobertura das mamografias nas mulheres de 50 a 69 anos pelo SUS fica em 22,1%. Se a gente lembrar que o Sistema Único de Saúde atende 75% da população brasileira, esse número importa e muito, né? É lógico, são só os exames feitos no SUS, mas nós, como eu tô falando, é 3 vezes o outro, vamos dizer assim, se pensar na rede privada, né? Então o rastreamento do SUS alcança 1 em cada 5 mulheres da faixa-alvo, que já é a faixa-alvo de 50 anos para frente.

Nem tô falando das mais novas. E esse é o problema, porque outro recorte da pesquisa mostrou o seguinte: mulheres de 20 a 29 anos, quase 7 em 10 delas, 70%, chegam no diagnóstico em fase avançada. De 30 a 39 anos, são 60% das mulheres em fase avançada. Então daí a importância do rastreamento, da importância do atendimento dessas mulheres mais jovens. Porque o câncer de mama na mulher mais jovem costuma ter tipos biologicamente mais agressivos, que crescem mais rápido.

Então é muito importante isso. A mensagem tem que ficar para os nossos ouvintes, para quem tá acompanhando, quem tem mulher na família: um nódulo na mama em qualquer idade precisa de avaliação médica. Mesmo a mulher jovem não pode esperar e não deve esperar. E tem outra coisa, né? A gente olhou esse relatório, olhou para uma outra questão também. Tem uma lei, a lei brasileira de 2012 garante que o tratamento seja iniciado em 60 dias depois do diagnóstico.

A média do SUS entre 2015 e 2025 era de 123 dias, mais do que o dobro. Esse relatório desse ano traz uma melhora, mesmo assim uma média de 86 dias para começar o tratamento depois do diagnóstico. Imagina a angústia de uma mulher que faz um diagnóstico de câncer de mama, tem um diagnóstico E precisa esperar. A gente fala 86 dias, vamos lembrar aí, vamos botar, são quase 3 meses, gente. 3 meses de angústia para pensar como é que vai começar a tratar o problema.

Então cerca de 60% das pacientes no período estudado, né, foi desse ano, 25, para o ano de 2025, esperaram mais do que o tempo, o tempo da lei. Em Sergipe, a média no ano passado foi de 115 dias. No Rio de Janeiro, 107. Então quando aparece esse 86 aí, aquela coisa da média, né? Você tem um lugar, mas tem um lugar melhor, puxa para baixo, né? Mas vamos dizer que a consequência, vamos refaltar a consequência disso: 21.668 mortes por câncer de mama em 2025 no Brasil.

É o maior número da série histórica. Então a gente sabe que a população tá envelhecendo, casos de câncer vão aparecer. Mas é uma doença que tem altas chances, nós estamos falando de 96% de chance de cura se descobrir precocemente. Então, gente, é fazer a recomendação, seguir a recomendação do Ministério da Saúde: mulheres de 50 a 74 anos, mamografia a cada 2 anos. De 40 a 49, desde setembro do ano passado, o exame pode ser feito no SUS, embora já pudesse na Legalmente falando, que existe uma lei federal muito mais antiga do que isso que garantia mamografia a partir dos 40 anos, apesar da recomendação do SUS.

E se o diagnóstico vier, conheça os direitos: 30 dias para os exames que confirmam a doença, ou seja, a partir de uma mamografia positiva tem que fazer uma biópsia. Tem, a lei manda que seja feito em 30 dias e 60 dias para começar o tratamento. Então, Milton, a gente tem que passar isso. Informação também faz parte desse tratamento. E a gente tem que brigar por isso.

?Voz A

Muito obrigado, Doutor Luiz Fernando. Bom dia, bom fim de semana.

LFLuis Fernando Correia

Bom fim de semana para todo mundo e boa eleição no domingo para todos nós.

?Voz A

Muito obrigada, doutora. Até mais.